A CPI do Banestado envia comissão de parlamentares a Campinas, na próxima semana, para ouvir Antônio Serra, pai de Ricardo Serra e irmão de Giuseppe Serra - que adotou, no Brasil, o nome José Serra. O trio seria responsável pelo envio de dinheiro por meio das contas CC-5, conforme antecipou o
JB. Em conversa ontem com Antônio Serra, o senador Antero Paes de Barros, presidente da CPI, confirmou que a família foi responsável pela remessa para o exterior.
- Sempre tive certeza de que não era o ex-senador José Serra, principal incentivador da abertura da CPI - afirmou Paes de Barros.
Explicação
Ex-ministro da Saúde, José Serra teve o nome envolvido nas negociatas por um procurador e um delegado da Polícia Federal ávidos por holofotes e com pífio compromisso pela busca da verdade.
Retorno ao palco
O ex-senador José Serra volta ao cenário político em novembro. E, se confirmado presidente nacional do PSDB, o reaparecimento, avisam parlamentares próximos ao ex-senador, será de causar frisson.
Em cena
O deputado José Múcio Monteiro (PE), filiado há cinco meses, foi eleito ontem novo líder do PTB na Câmara. Substitui Roberto Jefferson, que assumiu a presidência nacional do partido depois da morte de José Carlos Martinez. Monteiro foi beneficiado com a desistência da disputa do deputado Luiz Antônio Fleury (SP).
O outro lado
O relator da MP da soja transgênica, Paulo Pimenta (PT-RS), afirma que está ouvindo os dois lados da polêmica. Já esteve com o Greenpeace, Ministério do Meio Ambiente e produtores de sementes convencionais. Hoje estará com os pesquisadores da Embrapa e o secretário nacional de Meio Ambiente do PT, Chico Floresta. Também figuram na lista os conselheiros da CTNBio. Relação anotada.
Repique
A senadora Ideli Salvatti (PT-SC) alega que o parecer contrário ao decreto legislativo que estabelece plebiscito para decidir sobre a participação do Brasil na Alca não significa que discorde da consulta popular. Só acha que este não é o momento.
Tá, mas a coluna deu a informação correta e continua estranhando as opiniões contrárias sobre o plebiscito no PT.
Babalaô
Contratempo, ontem, no sorteio dos próximos municípios a ser inspecionados pela força-tarefa da Controladoria Geral da União. Uma das ''garotas da sorte'' da Caixa Econômica Federal, que mostram ao público os números sorteados, passou mal e teve de ser substituída às pressas. Era justamente o momento de escolher os municípios baianos.
Deve ter sido vibração dos orixás.
Falha do correio
O maestro Lineu Fernandez Pedrotti, que estava no Rio Grande do Sul, precisava enviar um currículo para o Rio de Janeiro. O documento deveria desembarcar na cidade segunda-feira para que não perdesse uma oportunidade de trabalho. Enviou por Sedex 10, pagou mais e relaxou.
Surpreso, descobriu, no dia aprazado, que chegara antes do documento. Postado na sexta-feira, o currículo estava perdido por aí. Obviamente, o maestro perdeu a chance de trabalho.
Foice
O Ministério da Justiça mandou cortar recentemente uma moita de cana que nasceu no jardim, em meio ao espelho d'água, em frente ao palácio desenhado por Oscar Niemeyer. Era cana caiana, a mais doce das espécies.
A ceifa nada tem a ver com a produção da bebida preferida da República do PT: a cachaça. Até porque o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, aprecia mesmo um bom vinho e uísque Johnnie Walker, rótulos vermelho e preto.
De fora
Os políticos de Campina Grande, segunda maior cidade da Paraíba, estão divididos desde que a Câmara Municipal concedeu o título de cidadão ao prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena.
Tititi de paraibanos.
Tempestade
Nuvens negras encobrem a Comissão Mista de Orçamento. Além de PSDB e PFL pedirem verificação de quórum até para leitura de ata, os senadores resolveram colocar as manguinhas de fora. Querem ter direito, cada um dos três eleitos por Estado, a apresentar uma emenda individual, limitando então o número de propostas de bancada. Tanto pressionam que o Planalto, leia-se o ministro José Dirceu, anda propenso a aceitar a exigência. Os deputados estão tiriricas. Os governadores, a quem interessa diretamente a proposta coletiva, nem se fala.
Na dúvida...
Que a Abin queira ficar mais simpática tudo bem, mas a sociedade vai fortalecer quem pode bisbilhotá-la amanhã?
Com Doca de Oliveira