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Doca de Oliveira (Interina)

O Palácio do Planalto começa, hoje, rodada de conversas com sua base de sustentação no Congresso para viabilizar a aprovação da reforma da Previdência. Operadores políticos do presidente Lula estão otimistas até mesmo quanto à ratificação da contribuição dos inativos, um dos pontos polêmicos da emenda. Para o governo, o bombardeio à proposta é fruto de pura desinformação.

Time escalado

A articulação dos governistas terá uma divisão tácita. O ministro da Previdência, Ricardo Berzoini, vai explicar a reforma em detalhes e desfazer os nós técnicos. O presidente Lula vai afagar seus aliados, reafirmando a necessidade de coesão em torno das propostas e o aspecto político de sua aprovação. Ao chefe da Casa Civil, José Dirceu, caberá a parte mais dura do processo. Ele é quem deve enquadrar os dissidentes. O primeiro é o próprio PT.

Gaveta fechada

A bancada do PCdoB cobrou a fixação do teto salarial do funcionalismo em encontro com o chefe da Casa Civil, José Dirceu. A resposta não foi animadora. Dirceu disse que já havia tocado no assunto com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que não teria demonstrado entusiasmo pela idéia, pois não moveu um músculo do rosto. A fixação do teto é questão complicada porque depende da concordância dos três poderes.

Demissão

Acabou o último caso de nepotismo do governo FH. Sua filha, Luciana Cardoso, pediu exoneração do cargo de assessora do ex-presidente. Escolhida pelo próprio pai, ela tinha sido nomeada no dia 1º de janeiro. Como servidora pública, Luciana tinha direito a um salário bruto de R$ 4.800.

Sobreviventes

Com a aposentadoria de Sydney Sanches no STF, restarão apenas dois ministros em tribunais superiores indicados durante o regime militar. Um deles é o ministro do STJ, Antônio de Pádua Ribeiro. O outro é o presidente do mesmo tribunal, Nilson Naves. Ambos indicados pelo ex-presidente João Baptista Figueiredo.

Grita geral

Do presidente eleito da Associação Nacional dos Procuradores da República, Nicolau Dino, sobre a possível recondução de Geraldo Brindeiro como procurador-geral da República: ''Não acredito que um governo democrático possa praticar uma atitude tão antidemocrática. Ele está no cargo há oito anos e, com mais dois, seria o detentor, sem eleição, do maior mandato do país.''

Meta cumprida

O Ministério da Saúde acredita que a campanha de vacinação de idosos contra gripe vá atingir a meta prevista. A pasta espera vacinar cerca de 10 milhões de pessoas - ou 70% da população idosa do país. A vacinação segue até quarta-feira.

Artilharia

O Gabinete Militar da Presidência da República, que faz a segurança de Lula, não está para brincadeira. Mandou comprar 67 mil cartuchos de bala: do calibre 12 ao 38.

Observador

Relator da ONU sobre Segurança Alimentar no Brasil, Flávio Valente vai monitorar a execução das orientações dadas por seu colega Jean Ziegler ao país. Ele recomendou ao governo brasileiro mais empenho no combate à fome. Valente já se esteve no Ministério do Desenvolvimento Agrário para abrir um canal de interlocução. Na prática, ele fará o papel de fiscal da ONU no Fome Zero.

Esforço conjunto

Empolgado com os resultados das frentes de investigação, o procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, acha que a adoção de uma força-tarefa seria a melhor solução para combater o crime organizado no Rio de Janeiro. Nos mesmos moldes da que foi criada, e trabalha, no Espírito Santo.

Espanador

Lideranças dos partidos aliados ao Palácio do Planalto farão um esforço esta semana para limpar a pauta do Congresso. O desafio é votar novo lote de medidas provisórias e pavimentar a discussão das reformas.

Com Diego Escosteguy

[28/ABR/2003]

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