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Está longe de acabar a briga entre o clã Sarney e os procuradores da República que investigam fraudes na Sudam. Os investigadores dizem que a ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney e o marido dela, Jorge Murad, podem esperar más notícias. E as próximas virão em agosto, com o encerramento do inquérito que apura desvio de verbas no projeto da agropecuária Nova Holanda.

Revanche

Depois de passar a semana sob tiroteio, o ministro da Integração Nacional, Luciano Barbosa, partiu para o revide. O alvo é o presidente nacional do PSDB, deputado José Anibal. ''Ele tem a sutileza e a competência política de um elefante em loja de cristais'', dispara o ministro. O motivo da raiva é a nota oficial que o presidente tucano divulgou logo depois que a mulher do ministro, Célia Rocha, prefeita de Arapiraca e filiada ao PSDB, apoiou Fernando Collor ao governo de Alagoas. ''A coisa estava sendo resolvida em casa, quando veio a nota e começou toda a confusão de novo'', desabafa.

Atraso

Descuidos da burocracia colocam vários programas do governo em risco. São convênios publicados no Diário Oficial com data posterior a 6 de julho, limite fixado pela lei eleitoral. Dezoito novos convênios do Ministério da Saúde com municípios de Mato Grosso e Pernambuco correm o risco de não receber verbas até as eleições. Os convênios estão com a data de assinatura de 15 de julho. Atraso semelhante aconteceu com o acordo entre a União e o governo do Rio para a instalação de bloqueadores de celular em Bangu 1.

Horta

Anda a passos largos a liberação dos alimentos transgênicos no Brasil. A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança aprovou o cultivo de sete tipos diferentes de sementes geneticamente modificadas. Uma de batata e as outras seis de milho.

Politicamente correto

O pronunciamento de Lula no lançamento do programa de governo do partido, na próxima terça, será marcado pela abordagem social. A coordenação de campanha do petista quer mudar o eixo do discurso de Lula. Acha que está muito concentrado em questões econômicas.

Faltou troco

Uma briga jurídica entre a Eletrobrás e as distribuidoras de energia paralisou os pagamentos do Mercado Aberto de Energia. São R$ 3,3 bilhões parados. Detalhe: a briga, em torno de excedentes produzidos pela Usina de Itaipu, envolvia apenas R$ 422 mil.

Quem vai ganhar?

Os grandes bancos de investimento estão obcecados pela montanha-russa eleitoral em que se meteram os candidatos à Presidência da República. Antes do início da campanha, o economês dominava os telefonemas diários de especialistas dessas instituições financeiras para o Banco Central. Hoje, as tradicionais conversas entre o BC e o mercado mudaram de tom. Tentar prever a valorização dos papéis brasileiros no exterior agora depende de resposta política que nem os técnicos do BC nem as pesquisas de opinião sabem dar: quem sentará na cadeira de FH?

Desvio

Acaba de ficar pronta uma auditoria do Tribunal de Contas da União realizada em todos os projetos, licitações e contratos do DNER no período de 1996 a 2001. A conclusão do documento é acachapante: praticamente todas as obras iniciadas pela autarquia são paralisadas.

Na raiz

Os auditores identificaram irregularidades ''sistemáticas'' no órgão. As obras eram interrompidas porque o DNER contratava as empresas sem saber se haveria recursos para pagá-las. A autarquia também permitia incontáveis revisões dos projetos por parte das empreiteiras. ''A permissividade é total'', afirmam os auditores.

Sedentários

Os desportistas do município de Orizona, em Goiás, estão desolados. Em 1995, a Prefeitura da cidade havia conseguido com o Ministério dos Esportes verba para a construção de sete quadras de esportes. No fim das contas, os R$ 115 mil acabaram servindo para construir apenas seis quadras, todas incompletas. Faltaram tabelas de basquete, traves de vôlei e bancos de arbitragem. A construção da sétima sequer começou. Agora, o ministério quer o dinheiro de volta.

Com Diego Escosteguy e Luciano Pires

[21/JUL/2002]

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