Os 100 mil funcionários da Justiça ainda não viram um centavo do aumento que receberam mês passado, com a aprovação do Plano de Carreira do Judiciário. O problema é que o Congresso aprovou o plano, mas não disse de onde tiraria o dinheiro. São necessários cerca de R$ 500 milhões este ano.
Esperança
O presidente do Superior Tribunal de Justiça, Nilson Naves, esteve com o ministro do Planejamento, Guilherme Dias, explicou o drama e recebeu a promessa: até 6 de agosto a pendenga estará resolvida.
Ordem unida
O general Alberto Cardoso, chefe da Agência Brasileira de Inteligência, vai ser promovido a general-de-exército, o posto mais alto da caserna. Ele entrou na lista que será anunciada dia 31 de julho, a última do governo Fernando Henrique.
Agora vai
Cinco autoridades da guarda metropolitana e da Secretaria de Segurança do Rio vão conhecer sistemas de monitoramento de ruas por câmeras. Em Paris e Londres. Embarcam amanhã.
Olha 'elle' aí...
O PRTB, minúsculo partido de Fernando Collor, é muito versátil. No Amazonas, integra a ''Coligação Lula Presidente'', formada para apoiar a candidatura do petista João Pedro Gonçalves da Costa ao governo estadual.
Sobe
O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) festejou a saída do PPS da coligação que apoiava Collor para o governo de Alagoas. Estava sobrando desgaste para todos os que apóiam Ciro Gomes. ''Não conseguia mais pegar elevador sem que todo mundo ficasse me gozando'', conta.
Longe de casa
O crescimento de Collor causou tanto impacto em Alagoas que está difícil encontrar os adversários dele fazendo campanha no Estado. O governador Ronaldo Lessa (PSB) e os senadores Renan Calheiros (PMDB) e Teotônio Villela Filho (PSDB), todos em busca da reeleição, passaram a semana em Brasília. O argumento: se o governo federal não rolar a dívida do Estado de Alagoas, ninguém segura o Collor.
'Make-up'
Decisão do comando de campanha: José Serra será maquiado também para eventos ao ar livre e durante o dia. Para disfarçar as olheiras.
Por via das dúvidas
O coordenador Pimenta da Veiga viajou para Minas Gerais um dia antes de José Serra. Foi dizer a Aécio Neves, candidato tucano ao governo, que precisava ficar muito claro, nos comícios, que ele e Serra são próximos. É que muita gente no palanque de Aécio vai votar em Lula ou Ciro Gomes.
Atração extra
Alguém precisa lembrar ao presidente Fernando Henrique que o Palácio da Alvorada é aberto para visitação de turistas toda quinta-feira à tarde. Ontem, ele marcou lá uma reunião com aliados políticos, em busca de privacidade. Várias vezes, no entanto, a conversa foi interrompida por algum grupo de surpresos visitantes. Eles passavam pela biblioteca, pediam autógrafo presidencial e deixavam as negociações prosseguirem.
Parou
O conselho eleitoral da Previ esclarece que as duas chapas que disputam a entidade pararam de fazer propaganda, pela rede de computadores do banco, antes do dia 15, quando iniciou a votação. E jura que foram os funcionários que pediram a abertura desse canal.
Homem de ligação
O sociólogo Luís Favre, namorado da prefeita Marta Suplicy, será o homem de confiança de Lula na produtora de Duda Mendonça. Estará encarregado de dar o OK final a todos os programas de TV e rádio - não sem antes consultar o próprio Lula. É a ponte entre o partido e os marqueteiros.
Olho grande
Na tentativa de garantir o apoio da família Sarney, José Serra criticou a candidatura do deputado tucano Roberto Rocha ao governo do Maranhão. Foi um desastre. Os Sarney ficaram com Ciro, e Serra corre o risco de perder o PSDB. Como não vão dividir palanque com a família que domina o Maranhão, os tucanos locais ameaçam fechar com Lula.
Com Diego Escosteguy e Luciano Pires