O retorno de Ronaldinho Gaúcho ao Rio Grande do Sul não poderia ter sido melhor. Além da grande atuação na goleada do Brasil por 4 a 1 sobre o Paraguai, o jogador do Barcelona teve um bom termômetro de sua popularidade crescendo no país na venda de uma das maiores marcas nacionais, a camisa amarelinha da Seleção Brasileira.
Na tentativa de combater a pirataria nos estádios, a CBF instalou pela segunda vez - a primeira foi no Estádio Serra Dourada, na partida contra o Peru - quiosques da Nike para a venda de produtos. E o resultado foi avassalador.
A camisa 10 amarelinha de Ronaldinho Gaúcho atingiu a marca de 300 vendidas - , contra 50 da de número 9 do xará, craque do Real Madrid. Isso dentro do estádio do maior arqui-rival do Grêmio, ex-clube de Ronaldinho Gaúcho, o Beira-Rio do Internacional.
Tanto que na própria butique do clube colorado Ronaldinho Gaúcho superou o Ronaldinho carioca. Das 180 camisas oficiais da Seleção, vendeu 100, deixando 80 na mão do Fenômeno.
- Só que as 80 do Ronaldinho só começaram a vender depois que as do Ronaldinho Gaúcho esgotaram, no sábado - afirmou o gerente da loja, Celso do Erre.
A preocupação dos assessores de Ronaldinho Gaúcho quanto à sua popularidade no Brasil, menor do que em Barcelona, onde respira ares de rei catalão, parece que está com os seus dias contados.
A camisa 7 vem aí
Garoto-propaganda da Nike e agora da Vivo, patrocinadoras da Seleção Brasileira, o atacante Robinho tem tudo para ser a bola da vez.
Se assegurar a vaga de titular no ataque ao lado de Ronaldinho com mais uma atuação sensacional como a dos 4 a 1, a CBF e a Nike não tardarão a pôr às vendas a terceira camisa amarela, a de número 7, para brigar com a 9 e a 10 em popularidade.
Concorrente fatura
Mesmo com a Vivo sendo patrocinadora da Seleção Brasileira, domingo foi a vez de uma das principais concorrentes, a Claro, faturar com a partida no Beira-Rio.
A loja que fica no estádio triplicou a venda de acessórios como cartões, baterias, fones de ouvido e recarregadores de bateria.
Números do Beira-Rio
O competente J.B. Telles, coordenador de credenciamento da Abrace, disse que os números para o jogo no Sul só não superaram os de Brasil x Argentina, em São Paulo. Na partida do ano passado, foram credenciados 1.248 jornalistas, contra 842 de domingo, no Beira-Rio.
Transferência precoce
Um lateral-esquerdo de 17 anos chamado Ávine, do Bahia, convocado para a Seleção Brasileira Sub-17 (a mesma de Ânderson, do Grêmio, e Kerlon, do Cruzeiro), acaba de receber proposta oficial formalizada pelo empresário Fifa italiano Antonio Stina através de fax.
Os diretores do Bahia, Luiz Trocoli e Raimundo Nonato, o Bobô, ex-craque do clube baiano que jogou na dupla Fla-Flu, estão estudando a proposta e entraram em contato com o empresário do jovem, o tetracampeão do mundo e também rubro-negro Aldair, que acha difícil manter Ávine no Brasil, a não ser que se faça o mesmo que o Grêmio fez com Ânderson.
Ou seja: aumenta-se a proposta de salário de Ávine - pretendido também pelo Lokomotiv de Moscou - para que o passe fique mais caro também e inviabilize a sua venda, por enquanto.
Ávine esteve no Sul-Americano que o Brasil foi campeão há um mês. Mora na concentração do Bahia e vem sendo preservado pelo clube para ser lançado no time principal aos poucos.
Ele é o cara
Essa não é exclusiva, mas homenageia os 35 anos do tricampeonato mundial de 1970 e foi contada domingo, no bom programa feito pelo Esporte espetacular, da TV Globo. Quem perdeu a parábola contada pelo Rei Pelé sobre o gol que tentou fazer do meio de campo na partida contra a Tchecoslováquia, que encobriu o goleiro Victor mas passou raspando a trave, terá a oportunidade de conhecê-la.
- Jesus estava vendo o jogo do Brasil na companhia de São Pedro quando, após eu ter chutado a bola, soprou para que ela não fosse para dentro do gol. Aí São Pedro perguntou por que ele fez isso. Jesus respondeu: ''Esse gol aí ele não vai fazer não. Esse aí, só quem pode fazer sou eu'' - disse o Atleta do Século.