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O flerte de Telemar e Brasil Telecom


As regras do setor de telecomunicações proíbem, mas nos bastidores ganha força o lobby para mudar a lei e abrir caminho para uma consolidação que resultaria no casamento Telemar-Brasil Telecom. As peças deste intrincado jogo de xadrez apenas começaram a se mover. Num canto, Citigroup e fundos de pensão, que comeram o pão que Daniel Dantas amassou na BrT, buscam uma saída que não resulte em mais prejuízos. Do outro, saindo do córner e contraatacando em todas as direções, a Telecom Italia, que acertou a compra da fatia do Opportunity na operadora de telefonia fixa das regiões Sul e Centro-Oeste, mas se enreda numa briga judicial cada vez mais complexa.

Um executivo ligado ao setor revela que parte dos sócios da Telemar tinha acertado a venda para a britânica Vodafone, mas há poucas semanas toda a negociação voltou à estaca zero, já que os demais controladores passaram a mirar na possibilidade de compra da BrT. A Telecom Italia poderia avalizar o negócio, que construiria um grupo apto a rivalizar com a espanhola Telefônica, hoje líder no mercado nacional de telefonia. “Não é uma questão de ‘se’, mas de ‘quando’ vai ocorrer”, afirma um analista.

São dois os problemas: a) hoje, duas operadoras fixas não podem ser controladas pelo mesmo grupo; e b) Telecom Italia, Citi e fundos ainda brigam em torno do preço de saída da BrT. O primeiro obstáculo está prestes a ser removido, apostam executivos da Telemar. Tramita na Câmara projeto de lei que tira poderes da Anatel e transfere a atribuição de conceder licenças ao Ministério das Comunicações. A Casa Civil mostra simpatia pelo projeto, vendido como uma forma de garantir mais competição no mercado de telefonia nacional.

Os campeões das finanças

Na esteira da expansão da economia, as instituições financeiras apresentaram excelentes resultados em 2004. Os melhores entre os melhores figuram na 2ª edição do Prêmio Balanço Financeiro, que a Gazeta Mercantil promove e lança em forma de revista. São 11 instituições, entre bancos, seguradoras, corretoras, distribuidoras e empresas de leasing, escolhidas com base em estudos da Austin Rating. A premiação será amanhã, em São Paulo.

Teles fixas reagem

A movimentação na telefonia fixa é uma surpresa para muitos especialistas, que há três anos apostavam suas fichas na mobilidade. A expectativa agora é que a migração para o sistema de voz sobre IP (VoIP) não afete a lucratividade do segmento. Pelo contrário. ''Quem detém a conectividade? São as teles fixas que vão comandar esse mercado'', prevê Jacqueline Lison, analista da corretora Fator.

Martelo eletrônico

No momento em que o presidente Lula cobra o uso de pregão eletrônico nas compras da administração federal, as atenções se voltam para várias experiências estaduais bem-sucedidas. Caso de São Paulo, desde o primeiro governo Mário Covas, e também do Rio Grande do Sul, que informa já ter economizado mais de R$ 32 milhões com contratação de serviços e compras desde que Germano Rigotto assumiu. ''A economia gerada no período considera a diferença entre o valor estimado para compra e o valor resultante do pregão'', explica o secretário da Administração e dos Recursos Humanos, Jorge Gobbi. O sistema recebeu investimento inicial de R$ 1,6 milhão, via Banrisul.

Reação tardia

O pregão eletrônico dá transparência e agilidade às compras do setor público. Pela internet, chegam propostas e lances de fornecedores de outros estados e países, dificultando acertos prévios entre fornecedores e franqueando à população total acesso às informações. Pena que só depois dos escândalos nos Correios e no IRB o governo federal tenha acordado.

Decolagem

A bordo dos aviões da Varig e da TAP, voa uma capitalização de US$ 180 milhões. Desde que as contas de governo e companhia aérea se encontrem.

Linha de Frente

  • Com as rodovias em petição de miséria e a expansão de fronteiras agrícolas, o transporte hidroviário começa, enfim, a ganhar força. Josenir Gonçalves, superintendente de Administração das Hidrovias de Tocantins e Araguaia, projeta movimentação de 3,5 milhões de toneladas de mercadorias ao longo do Rio Madeira, no próximo ano. Crescimento de mais de 1.600% frente a 1999. Claro, ainda é pouco, considerando o potencial nacional. Os entraves ao crescimento serão debatidos no 14º Congresso Latino- Americano de Portos, de 12 a 15 de julho, no Hotel Glória, no Rio. Organização da Associação Brasileira das Entidades Portuárias e Hidroviárias e da American Association of Port Authorities.


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    [05/JUN/2005]


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