Os turistas estrangeiros aportam no Brasil em número cada vez maior. Foram 4,724 milhões no ano passado, um crescimento de 15%, o que representou a injeção de US$ 3,9 bilhões na economia nacional, de acordo com dados da Embratur. Mas, embora os índices de ocupação na rede hoteleira venham subindo constantemente, a desvalorização do dólar já faz estragos na rentabilidade do setor. Levantamento da consultoria Deloitte Touche Tohmatsu mostra que Rio de Janeiro e São Paulo despencaram no ranking mundial das cidades que mais faturaram, proporcionalmente ao número de quartos de hotel disponíveis: de 18º e 26º lugares, em 2000, respectivamente, desabaram para 96º e 148º, no ano passado.
- O câmbio está atrapalhando. Estamos preocupados. Há o risco de a balança de turismo se reverter e, com o dólar barato, o brasileiro viajar cada vez mais para o exterior - alerta John Auton, gerente-sênior de Auditoria da Deloitte.
O resultado só não foi pior graças à alta do euro, que torna nosso litoral mais atraente para os turistas do Velho Mundo. Fenômeno que deve se acirrar este ano, por conta da tragédia do tsunami que em dezembro varreu ilhas paradisíacas no Sul e no Sudeste da Ásia.
O primeiro lugar do ranking continua a ser de Veneza, seguida de perto por Paris e, mais atrás, por Roma e Londres. A grande surpresa é a Cidade do Kuwait, em quinto lugar, na esteira da Guerra do Golfo, que deflagrou uma verdadeira invasão de militares e jornalistas em seus hotéis. Dubai, nos Emirados Árabes, a outra representante do Oriente Médio na lista, ocupa a 10ª posição por uma razão bem diversa: a proliferação de resorts de luxo voltados para os turistas europeus, do outro lado do Mediterrâneo.
Destaque também para o surpreendente avanço de Wellington e Auckland, cidades da Nova Zelândia onde o número de visitantes cresceu a reboque da trilogia O senhor dos anéis, megasucesso nos cinemas de todo o planeta. Turismo precioso.
'Lounge' bancário
Conceito pioneiro em serviços financeiros: o HSBC terá um lounge bancário na nova filial da butique Daslu em São Paulo. O banco britânico atenderá seus clientes vip em uma sofisticada sala de estar instalada na loja e decorada com obras de arte. Luxo só.
Imobiliária Diniz
O aumento da participação do Casino no Pão de Açúcar fará de Abílio Diniz um dos maiores donos de imóveis do país. O grupo francês repassará, como parte do pagamento do negócio, nada menos que R$ 1,029 bilhão em ativos imobiliários. A maioria abriga supermercados da rede e não poderá ser vendida ao longo das próximas quatro décadas. Mas não dá para chorar pelo empresário: o Casino pagará todo mês, a título de aluguel, 2% da receita bruta das lojas ao bilionário brasileiro.
Invasão no resseguro
O mercado de resseguros nem foi aberto, mas oito empresas internacionais já estão atuando no Brasil.
Gigantes do seguro
O American International Group (AIG) manteve, em 2004, a liderança entre as seguradoras das 500 maiores empresas do mundo elaborado pela revista Forbes. Entre as 100 líderes, há 12 seguradoras. No ranking geral, o grupo AIG, sócio do Unibanco no Brasil, é a terceira maior empresa do mundo, com vendas de US$ 95 bilhões, lucro de US$ 10,9 bilhões, ativos de US$ 776 bilhões e valor de mercado de US$ 173 bilhões. A campeã é a alemã Allianz, com receita de US$ 112 bilhões. E a maior em ativos é a holandesa ING, com a bagatela de US$ 1,17 trilhão - quase o PIB brasileiro.
Linha de Frente
De volta da Ásia, onde passou temporada a trabalho, o presidente da White Martins, Domingos Bülus, acaba de ser eleito para presidir o Conselho de Administração do CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável).
Motoboys, nunca mais. A Oi renovou contrato com a Cicle, empresa de entregas que só emprega ciclistas. Além de ecologicamente correta, a rede de couriers ainda oferece mídia móvel: cada bicicleta ostenta pelas ruas do Rio um pequeno outdoor. Bom para fixar a marca da operadora de telefonia celular da Telemar, que ainda luta por um lugar ao sol no disputado mercado carioca.