Ainda é um embrião. Mas o sucesso da promoção Gol de Placa no Campeonato Carioca, com a troca de ingressos por R$ 1 e uma raspadinha - fora a livre ação dos cambistas -, deverá ser a porta de entrada de contribuição maior do governo do Estado do Rio aos clubes. A idéia é estampar, em 2006, patrocínio nas camisas.
De Flamengo, Vasco, Fluminense e Botafogo à Portuguesa e ao Olaria, todos fariam propaganda do governo. Antes, no entanto, haverá outros estágios a serem percorridos.
A promoção Gol de Placa deverá ser usada no Campeonato Brasileiro nas partidas que Flamengo e Botafogo disputarão no Estádio Luso-Brasileiro, da Portuguesa. Inicialmente, nas arquibancadas atrás dos gols.
Com o andamento da competição, poderia ser estendida. No ano que vem, se repetiria no Campeonato Carioca e, caso bem-sucedida, aí, sim, viria o projeto da marca nas camisas.
Em tempo: 2006 é ano de eleição.
Salário ambiente
A boa atuação do Flamengo no empate de 2 a 2 com o Vasco teve pequena ajuda na véspera.
A diretoria liberou sábado o bicho da vitória de 2 a 0 sobre o Ypiranga-AP, pela Copa do Brasil.
Em compensação, o técnico Cuca continua sem receber. Mesmo assim, está tão encantado com o Rio - especialmente o Leblon, onde mora - que recusou proposta do Palmeiras.
Nelsinho Piquet na BAR
O automobilismo brasileiro deverá ter ano que vem mais um representante na Fórmula 1.
Trata-se de Nelsinho Piquet. O destino do jovem piloto, da GP2, tem tudo para ser a BAR.
Pelo menos é o que garante Nelson Piquet, o pai. As conversas estão bem adiantadas, e pesa a favor da escuderia inglesa o fato de garantir o aproveitamento do piloto não só em testes.
Outras equipes já teriam sondado Nelsinho, segundo Piquet, mas propõem contratos longos e sem garantia de uma vaga como titular.
Piquet, o pai
O tricampeão mundial de Fórmula 1 não deixou de dar opinião sobre as duas derrotas de Michael Schumacher na atual temporada.
- A diferença das equipes está nos pneus. A Michelin se adaptou às mudanças mais rapidamente. Quando a Bridgestone acertar, Schumacher voltará a vencer - garantiu Piquet, que entende do assunto.
Bom exemplo
O meio-campo argentino Tevez pode ter a marra que quiser, mas deu um bom exemplo a ser seguido pelos craques brasileiros.
De origem humilde, o camisa 10 corintiano não esqueceu o esforço do Boca Juniors, que o revelou para o futebol, e não pensou duas vezes: doou às divisões de base do clube argentino US$ 1,5 milhão do que recebeu pela transferência.
Flamengo, Vasco, São Paulo, Grêmio, Santos e outros clubes torcem para a moda pegar.
Bola dentro
Tinga, volante do Internacional, faz dobradinha em projeto social com outro volante ídolo no clube colorado e na Seleção Brasileira: Dunga, o capitão do tetra.
Os dois fundaram o Esporte Clube Cidadão, que atende 500 crianças e jovens que praticam esporte e fazem cursos profissionalizantes.
O Esporte Clube Cidadão ganhou da Adidas chuteira com a marca David Beckham - que só tem 400 pares produzidos no mundo - para ser leiloada com renda para o projeto.
A chuteira sai da fábrica a R$ 1.900.
Doutor sóbrio
Sócrates sempre deu show dentro e fora de campo. Em 1997, pela Seleção de Masters numa excursão, passou o primeiro tempo dando passe só de calcanhar para o rei de Marrocos, fã da jogada.
Ao fim da partida, o Doutor e os demais jogadores, entre eles o tricampeão mundial Marco Antônio, o atacante Nílson Dias e o zagueiro Osmar (ex-Botafogo), saíram para confraternização. Lico, ponta campeão mundial pelo Flamengo em 1981, sentia fortes dores no braço e não havia enfermeiro na delegação para aplicar-lhe injeção.
Como Sócrates é médico, tornou-se o mais indicado. Só que Lico não queria de jeito nenhum. Alegou que o Doutor não estava sóbrio.
Mesmo assim, Sócrates cuidou do amigo, receitando remédio e dando uma de enfermeiro. Lico nem sentiu a agulha da seringa.
Bom de bola, bom de copo e um senhor doutor.