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Apostas divididas no 1º dia do Copom


SILVIA ARAÚJO

O mercado chega dividido ao primeiro dia da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Embora a média das apostas aponte para um aumento de 0,50 ponto percentual para a Selic, alguns analistas acreditam que o ajuste será menor, de 0,25 ponto. Essa, por exemplo, é a estimativa do Departamento de Pesquisa e Estudos Econômicos do Brasdesco.

Os analistas do banco entendem que o ciclo de alta do juro básico será encerrado com a taxa em 19% ao ano. A partir daí, dizem os especialistas em um relatório, o Copom deverá aguardar um longo período para retomar os cortes.

Os últimos indicadores da atividade econômica confirmaram as expectativas de redução do ritmo de crescimento e o resultado do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro mostrou melhor comportamento da inflação corrente. Os analistas lembram que, além disso, há defasagens entre as decisões de política monetária e seus efeitos sobre a economia e que isso, certamente, será levado em conta pelos diretores do Banco Central.

Por outro lado, houve deterioração do cenário externo, o que pode revelar um ponto de cautela na tomada da decisão sobre os juros. O barril do petróleo tipo WTI é cotado a quase US$ 55, em Nova York, ao mesmo tempo em que o rendimento dos títulos de 10 anos do tesouro dos Estados Unidos avança, sugerindo que os norte-americanos esperam juros mais elevados no médio prazo. Ontem, no final do dia, a taxa de retorno desses papéis estava em 4,52% ao ano.

Ainda no cenário externo, observa-se o aumento dos preços das commodities agrícolas, motivado pela revisão permanente dos preços em razão da maior demanda mundial e quebras de safras de alguns produtos.

Juros

No mercado futuro, o contrato de juros de abril projetou taxa de 18,94% para o último dia de março. Para a virada do ano, o vencimento de janeiro indicou taxa de 18,78%. Na sexta-feira, esses contratos projetaram 18,89% e 18,69%, respectivamente.

Fora da rota

As projeções para a inflação continuam fora da rota de convergência para os 5,1% estimados pelo Banco Central para 2005. A mais recente pesquisa da Federação Nacional dos Bancos (Febraban) aponta 5,77% para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no final de dezembro. A estimativa ficou em linha com a mediana das projeções do relatório de mercado elaborado pelo BC junto às instituições financeiras.

Menos risco

A mesma pesquisa da Febraban mostra que o grau de confiança no país está em alta. Traduzido pelo Embi+, do JP Morgan, o risco brasileiro deve fechar o ano na casa dos 377 pontos.

Sociedade anônima

O Instituto de Desenvolvimento Gerencial (INDG) se transformou em sociedade anônima. A consultoria, que será de capital fechado, já convidou os membros de seu conselho de administração: Marcel Telles, membro do conselho de administração da AmBev, Antônio José Polanczyk, vice-presidente do conselho de administração do Grupo Belgo, Jacques Gontijo Álvares, vice-presidente comercial da Itambé, José Martins de Godoy, presidente do INDG, Vicente Falconi Campos, orientador técnico do INDG, e mais dois suplentes. O mandato dos membros será de três anos.

Contabilidade dos negócios

A Feicon (Feira do setor da construção) teve sua melhor edição dos últimos dez anos, segundo os organizadores. Foram 600 expositores, 168 mil visitantes, sendo 1.250 compradores internacionais e uma estimativa de R$ 320 milhões em negócios fechados.

Abertura do CMN

A Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) promovem hoje evento de lançamento da ''Campanha pela Ampliação do Conselho Monetário Nacional''. Durante o lançamento da campanha, os representantes das entidades assinarão uma carta de adesão, que será entregue ao presidente da República.


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[15/MAR/2005]


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