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IPCA do bimestre deve ficar em 1,1%

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IPCA do bimestre deve ficar em 1,1%


A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve acumular cerca de 1,1% nos primeiros dois meses do ano, restando apenas 4 pontos percentuais a serem consumidor até o final do ano para que o indicador fique nos 5,1% estimados pelo Banco Central para o período. Os analistas estimam que o índice de fevereiro tenha ficado muito próximo do 0,58% obtido em janeiro.

O grupo alimentação deve contrabalançar a alta de outros segmentos que compõem o IPCA, como educação, que deve captar mais uma parte da sazonalidade das mensalidades escolares, pressão essa que já foi dissipada dos IPCs regionais, como o Índice de Preços ao Consumidor, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Na primeira medição de março, o IPC-Fipe ficou em 0,30%, contra 0,52% de prévia de fevereiro.

Já a inflação no atacado subiu, conforme a primeira prévia do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) de 0,18% para 0,40%. As prévias de março podem indicar que o Comitê de Política Monetária (Copom) pode encerrar o ciclo de alta da Selic com um ajuste de 0,25% na semana que vem, para 19% ao ano.

No mercado de câmbio, passada a formação da Ptax (média da das cotações à vista do dólar), a moeda norte-americana pode voltar a cair. As últimas quatro sessões foram pautadas pela venda dos contratos de swap de câmbio, somada às compras diárias de moeda pelo BC para as reservas internacionais e os efeitos psicológicos das medidas anunciadas na sexta-feira passada. Ontem, o dólar fechou a R$ 2,716, com avanço de 0,44%.

Está dando certo

O ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, praticamente comemorou a mudança do patamar de negociação do dólar no mercado doméstico. Depois de assistir à cotação da divisa encostar em R$ 2,50, o ministro se mostrou satisfeito com a moeda a R$ 2,70. Segundo ele, as medidas no setor, adotadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) - unificação do câmbio e ampliação do prazo para internalização da moeda - foram ''um alento'' que deve ajudar a elevar de 15% para 30% a participação do comércio exterior no Produto Interno Bruto (PIB, soma de todas as riquezas produzidas no país).

Alívio

A saída do banco Opportunity do controle da holding Brasil Telecom (BrTP) fez com que a ação ON da empresa (BRTP3) fechasse com alta de 21,7%, cotada a R$ 28,60. A ação ON da operadora (BRTO3) ganhou 11,1%, a R$ 15,11. Tudo isso porque, segundo analistas do setor, o grande risco de investimento na empresa era o conflito societário que tinha sempre o Opportunity como centro.

Freio na economia

As vendas do setor de papelão ondulado, considerado a embalagem das embalagens, e, por isso, um dos termômetros da economia, totalizaram 155 mil toneladas em fevereiro. Em relação a fevereiro do ano passado, houve expansão de apenas 0,6% nas vendas.

Freio na economia 2

O presidente da associação que reúne as empresas do setor de papelão ondulado, Paulo Sérgio Peres, atribuiu o freio das vendas ao setor exportador. Segundo ele, percebeu-se que os pequenos e médios exportadores estão segurando suas encomendas ou, em alguns casos, até cancelando, por conta da desvalorização do dólar no começo do ano. Como o setor de embalagens é termômetro, tanto a produção quanto as vendas da indústria brasileira devem apresentar nova desaceleração em fevereiro.

Melhor que o esperado

Dados consolidados de 2004 apontam que a indústria gráfica brasileira cresceu 15,3% ano passado, alcançando um faturamento de R$ 16,08 bilhões, com alta real de 3,9%. Em 2003, a receita foi de R$ 13,05 bilhões. A informação é do Departamento de Estudos Econômicos da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf), que tinha uma expectativa inicial de crescimento de cerca de 10%. Para 2005, a projeção é de um crescimento da ordem de 11%.


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[11/MAR/2005]


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