O mercado começa a questionar até quando o Banco Central vai continuar comprando dólares para as reservas sem interferir na tendência de queda assumida pela cotação da divisa. A moeda norte-americana já rompeu para baixo o patamar dos R$ 2,60, se aproxima dos R$ 2,55 e, segundo operadores, em breve estará testando o patamar de R$ 2,50.
Conforme alguns analistas, por enquanto, a cotação ainda é competitiva para o comércio exterior, considerando que a desvalorização da divisa não é privilégio do Brasil. As principais moedas internacionais ganharam terreno com a fraqueza demonstrada pelo dólar norte-americano diante dos recordes dos déficits gêmeos dos Estados Unidos (fiscal e de conta corrente). Ontem, o euro foi cotado a US$ 1,3084 no final dos negócios, registrando alta de 0,42% em relação ao dólar.
No mercado doméstico, a moeda fechou a R$ 2,563, em baixa de 0,74%, mesmo depois de o BC aceitar dez propostas das instituições financeiras e comprar moeda a R$ 2,57. Além da alta rentabilidade paga pela renda fixa doméstica, com taxa de juros básica de 18,75% ao ano, a entrada de divisas no país também é patrocinada pela queda do risco Brasil. A taxa que mede a confiança dos investidores na economia do País rompeu ontem, para baixo, os 400 pontos, voltando ao patamar em que estava no início de janeiro.
O risco, que é uma média dos títulos da dívida externa negociados no mercado internacional, por sua vez, reflete a demanda dos investidores pelos papéis brasileiros, principalmente os da dívida reestruturada, como o C-Bond. Embora a percepção do risco brasileiro tenha caído muito, esses títulos pagam prêmios sobre uma situação de desconfiança na capacidade de o País honrar seus compromissos, o que neste momento está afastada. Desta forma, o mercado espera que o governo substitua uma parte desses papéis como forma de reduzir o alto custo da chamada dívida velha (reestruturada).
Pressão sobre os preços
Uma das preocupações do Banco Central em relação aos índices de preços pode encontrar respaldo no aumento das concessões de crédito. Segundo levantamento feito pela Partner Consultoria, em janeiro, as concessões de empréstimos voltados para o consumo cresceram 12,4% em relação a igual período do ano passado, para R$ 32,9 bilhões.
Acertando as contas
O estudo da Partner revelou que ao mesmo tempo em que a concessão de crédito está aumentando, a inadimplência segue trajetória de queda. Em janeiro de 2003, a taxa era de 7,7%, recuando para 6,3% em janeiro deste ano.
Seguro
Os segmentos Vida e Previdência são as prioridades da Unimed Seguros em 2005. O objetivo da empresa, segundo seu presidente, Jorge Roberto Cantergi, é crescer 25% em cada um desses segmentos de negócios com o lançamento de produtos, o fortalecimento dos seus escritórios regionais em todo o Brasil e a parceria com as Unimeds e Unicreds.
Sala de aula
O presidente da Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de Base (Abdib), Paulo Godoy, e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, assinam hoje, em São Paulo, na sede da entidade, um acordo de cooperação técnica para criar um programa de capacitação de recursos humanos na área ambiental. O primeiro projeto é um curso voltado para profissionais de empresas e órgãos privados e públicos.
Resultado
A iniciativa é resultado de um comitê criado entre a Abdib e o ministério para melhorar e acelerar o trâmite do licenciamento ambiental. Uma das deficiências detectadas no processo foi a falta de opções para os envolvidos em licenciamento e em estudos de impacto ambiental se especializarem e aprofundarem conhecimentos.
Registro
O design de embalagem produzido no Brasil começa a receber o reconhecimento internacional e vem conquistando prêmios nos principais concursos internacionais. No ano passado, foram mais de 20 prêmios, incluindo 8 World Star, concedidos pela Organização Mundial da Embalagem WPO considerado o principal prêmio da Embalagem Mundial.