Os indicadores de inflação programados para serem divulgados hoje podem azedar o bom humor que o mercado financeiro atravessou ontem. A primeira prévia de novembro do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), promete mais do que dobrar em relação a igual período de outubro, quando ficou em 0,27%. Se confirmadas as expectativas, o índice deve mostrar aceleração, também, em relação ao fechamento do mês passado, quando situou-se em 0,62%. Para a primeira medição do IPC-Fipe, o mercado projeta um número entre 0,65% e 0,75%.
Os especialistas do Departamento de Pesquisa e Estudos Econômicos do Bradesco, chefiados pelo economista, Octavio de Barros, estimam para o IPC uma variação positiva de 0,72%. A pressão sobre o conjunto dos preços que formam o indicador deverá vir do álcool e da gasolina.
Outro índice que deve mostrar avanço é a primeira prévia, também de novembro, do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M). As estimativas indicam 0,32%, frente 0,05% da primeira medição de outubro. Por outro lado, a prévia de hoje pode ficar em linha com IGP-M fechado de outubro, de 0,39%.
O avanço desses indicadores, no entanto, pode ser atenuado se a cotação do petróleo começar a traçar um movimento de queda. Ontem, o barril do óleo WTI fechou a US$ 47,37, com expressiva desvalorização de 3,5%. A leitura é de que, se o aumento da inflação corrente e das expectativas futuras está relacionado ao preço do petróleo, o recuo das cotações pode resultar em um aperto monetário menos expressivo na semana que vem, quando os diretores do Banco Central se reúnem no Comitê de Política Monetária.
A queda dos preços do petróleo também deve manter o avanço gradual do juro nos Estados Unidos. Os analistas aguardam para hoje mais um ajuste de 0,25 ponto para a taxa norte-americana, que subiria para 2% ao ano.
Petróleo...
Na véspera da decisão sobre o juro norte-americano, o ritmo de queda das cotações do petróleo determinou a melhora dos negócios.
... em queda?
Os analistas dizem que ainda é cedo para dizer se o comportamento dos preços do óleo começa a desenhar uma tendência de curto prazo. O Departamento de Energia dos Estados Unidos, por exemplo, revisou para cima as suas previsões de preço. Para o quarto trimestre, a projeção subiu US$ 5, para US$ 51,09 o barril, ou US$ 20 acima do projetado em igual período do ano passado.
Crédito corporativo
A Caixa Econômica Federal disponibiliza a partir da semana que vem mais uma linha de crédito com recursos do BNDES, o Progeren - Programa de Apoio ao Fortalecimento da Capacidade de Geração de Emprego e Renda. Trata-se de um empréstimo de capital de giro, destinado para micros, pequenas e médias empresas, com taxas de TJLP mais 5,5% ao ano e prazo de pagamento de 24 meses, sendo 12 meses de carência mais 12 meses para amortização mensal.
Oportunidade
Atrair investimentos estrangeiros para potencializar a economia e criar novos postos de trabalho. Esse não é objetivo apenas dos países em desenvolvimento. O governo alemão iniciou em 2003 uma ofensiva ampla para conquistar novos investimentos que afetarão diretamente o crescimento econômico do país. Nesse contexto, o Brasil aparece como um dos principais focos de interesse, juntamente com os Estados Unidos e a China.
Trade Brasil
O Ministro do Planejamento Guido Mantega é o convidado especial do Ibri - Instituto Brasileiro de Relações com Investidores -, da Bolsa de Madri e da Embaixada do Brasil, para a sexta edição do Foro Latibex, a ser realizado em Madri, Espanha, entre os dias 17 e 19 de novembro. O evento reunirá presidentes e dirigentes das principais companhias abertas latino-americanas e cerca de 600 representantes de investidores internacionais. Para a ocasião, o Ibri, em conjunto com a Bolsa de Madri e a Embaixada Brasileira, organizou a ''Tarde do Brasil''.