A conciliação de interesses identificada na decisão do Supremo Tribunal Federal sobre os inativos fez com que muita gente no mercado financeiro passasse a contar com uma decisão salomônica sobre o crédito-prêmio do Imposto sobre Produtos Industrializados.
Nesse caso, a sentença do STF contemplaria as empresas que pagassem insumos com alíquota zero de IPI, mas não aquelas cujos fornecedores fossem isentos do tributo. A distinção reduziria o impacto fiscal da decisão.
Além disso, a corte presidida por Nélson Jobim cuidaria de restringir claramente o alcance da decisão às companhias que ingressassem em juízo. De quebra, condicionando o benefício à comprovação detalhada das operações, inclusive com as movimentações financeiras.
Não está garantida, ainda, a correção monetária dos valores reivindicados. Tudo somado, sairia por muito menos que os R$ 209 bilhões temidos pela Fazenda.
Na cara do gol
É ousado, para dizer o mínimo, fazer posições com base em hipóteses sub judice.
Mas já tem investidor de peso comprando papéis da Vale do Rio Doce (20% do crédito-prêmio considerado nos cálculos) e da Braskem levando em conta o caso do IPI.
De vento em popa
As Americanas firmaram contrato para 40 novas lojas. E prevêem outras 50 ano que vem.
Patinando na primeira
O Modercarga empacou no primeiro caminhão que financiou. Literalmente.
O BNDES até agora só conseguiu encaminhar uma operação do novo programa, orçado em R$ 1,5 bilhão.
Caminhoneiros e empresas de transporte queixam-se das taxas de juros, maiores que a do Moderfrota, de equipamentos agrícolas.
Tanto que tem preferido as outras linhas de financiamento de veículos, disponíveis desde antes da gestão de Carlos Lessa e Darc Costa.
Energia de sobra
Merrill Lynch e Pactual dão início, hoje, ao road show para oferta global de ações da CPFL, maior distribuidora de energia do país.
Antes tarde...
As ações da Acesita subiram fortemente na sexta-feira, na Bovespa. Com um certo atraso, caiu a ficha de que a coqueria (unidade de preparação de carvão para o alto-forno) montada por CST e Belgo-Mineira serviria para a Acesita, do mesmo grupo Arcelor.
Reduzindo custos, sem investimento novo.
Efeito mescalina
Fica combinado que o mexicano Carlos Slim tem bala na agulha e é ousado o suficiente para sonhar com a Tim, consolidando-se como o líder do celular na América Latina.
Admita-se que a Telecom Italia, dona da Tim, tem contra si um incômodo put vencendo em dois anos, e precisa fazer caixa.
Com tudo isso, não faz sentido, agora, o negócio. No momento, um estaria pagando caro e o outro vendendo depois de investir pelo menos US$ 2 bilhões. Não é a hora, pois.
Gás na diplomacia
José Eduardo Dutra ganhou dois dias de trégua das perguntas e cobranças sobre quanto tempo a Petrobras agüenta sem aumentar o disesel e a gasolina, diante da escalada internacional de preços do barril de petróleo.
Hoje e amanhã, Dutra estará na Bolívia, onde cumpre extensa programação de diplomacia econômica. Que inclui visitas às cidades de San Alberto e Santa Cruz de La Sierra, além de um encontro com o presidente da Bolívia, Carlos Mesa.
Em pauta, claro, os planos para o beneficiamento do gás natural boliviano.
Força aérea
A Associação Brasileira de Jornalistas Especializados em Turismo divulgou nota alertando para intervenções negativas do poder concedente, o Executivo federal, no setor aéreo. A abertura de vôos para as quatro grandes americanas e os congelamentos de tarifas, além da dolarização das taxas de embarque, seriam as principais.
Com Carla Falcão