Ciclotímicos por definição, operadores do mercado financeiro andam numa fase de encanto crescente com o Brasil de Lula. Bancos de peso, como o UBS, não descartam uma elevação do rating do país pelas agências de análise de risco, como a Fitch.
Nem a possibilidade de um revés na votação da constitucionalidade da contribuição previdenciária dos funcionários inativos chega a preocupar a parcela mais otimista. Não falta quem argumente que R$ 1,4 bilhão anuais de desembolso somem diante dos R$ 14 bilhões de arrecadação extra só no primeiro semestre.
As apreensões mais fortes vinculam-se à evolução das commodities: aço, celulose e gasolina seguem com os preços domésticos abaixo da média internacional. O que gera pressões por reajustes crescentes.
Nada tanto assim
As críticas da secretária de gás e petróleo do Ministério das Minas e Energia, Maria das Graças, ao ritmo dos leilões da ANP até agora não implicam o adiamento da 7ª rodada de licitações, prevista para o ano que vem.
Até porque a equipe do ministério segue trabalhando a todo vapor junto à ANP na definição dos blocos a serem oferecidos.
Ouro a futuro
Nos intervalos de negociação, operadores de ações e mercados futuros desenvolveram um mercado informal de opções olímpicas.
As posições refletem apostas no total de ouros e de medalhas do Brasil em Atenas.
Se a moda pega...
A Valia vendeu todas as ações de Souza Cruz e Ambev que detinha.
O fundo de pensão dos funcionários da Vale do Rio Doce prefere não manter posição em papéis de empresas que possam sofrer restrições de consumo a longo prazo.
Com o ministro do PT Humberto Costa mantendo a linha antitabagista do tucano José Serra e o prefeito César Maia em campanha contra refrigerantes nas escolas, soa sensato, mesmo com os dividendos de ambas entre os maiores do mercado.
De volta ao Novo Mundo
Em conversa com analistas e investidores europeus - sobretudo em Portugal, Espanha e Inglaterra - fica evidente a forte aposta na melhoria de rating do Brasil a curto prazo.
O único obstáculo apontado é a possível derrota do governo na apreciação sobre a contribuição previdenciária dos inativos. O otimismo é tão grandes que alguns operadores já sinalizam a retomada de investimentos no país.
Quer pagar quanto?
Disposto a investir no segmento de venda de móveis, o Ponto Frio ainda tem muito a fazer para acompanhar o desempenho de sua principal concorrente.
Com apenas 20 lojas a mais - são cerca de 350 pontos de venda - as Casas Bahia devem fechar o ano com faturamento entre R$ 6 bi e R$ 7 bilhões. O dobro do previsto para o Ponto Frio, que tem hoje 333 lojas.
Demanda por atacado
Subiu a procura por títulos indexados pelo IGP-M. Boa pista é o peso dos preços por atacado, commodities à frente, no índice.
Cachorro picado por cobra...
Inconsolável desde que levou um prejuízo de R$ 800 milhões com a fusão entre Ambev e Interbrew, a Previ decidiu livrar-se de toda sua participação em Lojas Americanas. Presidido por Sérgio Rosa, o fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil não quer, nem em sonho, ser sócio do GP novamente.
Analistas do setor atribuem ao programa de venda o fato de as ações da Lojas Americanas não passarem o teto de R$ 30.
Fé na Fazenda
Presidente da Firjan e até segunda integrante do Conselho de Administração do BNDES, Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira aposta na rápida aprovação da linha de capital de giro do banco de fomento.
O pedido de vistas de Bernard Appy, da Fazenda, visa, para ele, aperfeiçoar o financiamento a ampliação de capacidade sem compra de equipamentos, meta da linha.