A sexta rodada de licitações de áreas para exploração de óleo e gás está marcada para agosto. O acordo da Agência Nacional de Petróleo com o Ibama para acelerar os pareceres ambientais eliminou um dos principais obstáculos ao sucesso da concorrência.
Do passado recente, contudo, surge uma ameaça inesperada. O Tribunal de Contas da União retomará o julgamento da prorrogação das áreas da chamada ''rodada zero'', o direito de quem já tinha áreas sob exploração em preservar o controle sobre elas.
O parecer do relator é de que a prorrogação, adotada ainda na gestão de David Zylbersztajn, é irregular. Caso os demais conselheiros do TCU sigam o parecer, Petrobras, Shell e El Paso terão de devolver blocos. Com reflexos diretos e óbvios para o apetite dos investidores pela atual rodada.
Acerto de contas
O diretor de Liquidação e Custódia da Bolsa de Mercadorias & Futuros, Nestor de Camargo, será transferido para a controladoria da instituição. Reflexo, ainda, dos problemas no mercado de índices envolvendo duas corretoras paulistas.
Europa na mira
A CSN está muito perto de fechar uma compra na Europa. Mais provavelmente na Grã-Bretanha que na Hungria.
Na contramão
A Chevron/Texaco tem planos ambiciosos de expansão no Brasil. Pena que é caso isolado.
Lucro no papel
A Merrill Lynch não poderia ser mais otimista nas projeções de resultado para a Aracruz no segundo trimestre. A corretora americana prevê ganhos de US$ 0,85 por ADR, contra os US$ 0,61/ação previstos pela média do mercado.
Confirmada tal previsão, a Aracruz, presidida por Carlos Aguiar, terá seu segundo melhor resultado desde 1996. A Merrill Lynch projeta ainda um Ebitda (lucro antes de juros, impostos e depreciação) de R$ 160 milhões, 42% superior ao do segundo trimestre de 2003.
Página virada
As rusgas entre Carlos Lessa e Luiz Fernando Furlan são coisa do passado, a julgar pelo comportamento do presidente Lula, ontem. Na conversa de mais de dez minutos com Lessa antes da reunião ministerial, não se falou de briga.
Acerto mais próximo
O Santander está muito, mas muito perto de comprar uma corretora no Rio. Tudo para reforçar a presença junto aos investidores individuais em bolsa e fundos multimercado.
Aposta no pior
Alguns dos maiores bancos estrangeiros não só já descartam a redução da Selic ainda este ano, como também consideram a possibilidade de uma nova alta da taxa de juros.
Para o Credit Suisse First Boston, a equipe comandada por Henrique Meirelles dificilmente conseguirá evitar a elevação da Selic caso haja uma nova depreciação do câmbio para nível próximo a R$ 3,30 e uma conseqüente deterioração das expectativas de inflação para 2005.
Biodiesel no tanque
Vice-presidente da Volkswagen Veículos Comerciais, Roberto Cortes, em reunião com a governadora Rosinha Matheus, anuncia hoje a doação de mais dois veículos - um caminhão e um ônibus - para testes no Rio Biodiesel, que utiliza combustível feito a partir da mistura de óleos diesel e vegetal. O cultivo do girassol, do dendê e da mamona pode reduzir a importação de diesel, além de gerar renda e emprego para o interior fluminense.
Prata da casa
A Vale do Rio Doce entrou em contato com a coluna para negar interesse na compra da mexicana Autlan, a terceira maior fabricante de ferro-ligas do mundo. A mineradora brasileira informa que seus negócios no setor priorizam os ativos próprios, como a promissora mina de manganês do Gabão, na África. Novos investimentos na área, se e quando houverem, serão informados ao mercado oportunamente.
Com Carla Falcão