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Prova dos nove


A disposição da equipe econômica de liberar os investimentos em infra-estrutura do controle do gasto público terá um teste definitivo. Relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), o senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) propõe a limitação do superávit primário nas contas oficiais às despesas de pessoal e custeio.

Gastos de capital, capazes de gerar capacidade produtiva, ficariam fora do contingenciamento, conforme negociado com o Fundo Monetário Internacional.

Nas estatais, o clima é de torcida discreta mas pouco animada. Por mais que o senador consulte o Planalto com frequência, ninguém leva muita fé no empenho da Fazenda de Antonio Palocci em reduzir o monitoramento de despesas.

Nota de três

Sem votar a LDO, o Congresso não pode entrar em recesso. Daí a possibilidade de os próprio líderes governistas esticarem a discussão de detalhes, caso não prospere a articulação do senador Aloizio Mercadante para estender os trabalhos legislativos até o dia 15 de julho.

Um tema polêmico, capaz de consumir tempo precioso, é a garantia de aumento real do salário-mínimo pelo crescimento do Produto Interno Bruto. Embora, aprovados os R$ 260, o aceno do governo quanto a isso valha o mesmo que uma nota de três reais.

Primeira classe

A corretora do Banespa/Santander liderou com folga a venda de ações da Gol, no Brasil.

Caminhos cruzados

Concluído o descruzamento de participações acionárias, os caminhos da Vale do Rio Doce e da CSN seguem fazendo esquina. A decisão de Benjamin Steinbruch de priorizar a expansão no exterior tem origem no veto da Vale à sua tentativa de comprar as fatias da mineradora na Usiminas e na CST.

Esforço na qual ele dispunha do apoio do BNDES, que revelou-se insuficiente. Mas nunca é demais lembrar que o acordo de acionistas da CST caduca ano que vem, e que o desfecho mais provável, a absorção da empresa pela Arcelor, motivou o banco estatal a adquirir 8% do capital votante da Vale.

Fumaça e fogo

Ontem teve reunião de debenturistas da Net, antiga Globo Cabo. A ação subiu 8%. Aposta que desta vez sai o acordo da dívida, baseado na conversão de créditos em ações.

Segurança tem preço

A Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres de Uso Público (Abratec) garante que, no próximo dia 1º de julho, os maiores terminais do gênero no país movimentarão cargas para o exterior de acordo com o novo Código Internacional para Segurança de Navios e Instalações Portuárias.

As novas regras da Organização Marítima Internacional foram adotadas por iniciativa dos EUA, após o ataque terrorista às torres gêmeas, em setembro de 2001.

A Abratec considera inevitável o repasse aos usuários dos custos de adaptação de equipamentos e treinamento de pessoal. Só não definiu o valor a ser cobrado.

Volta ao mercado

O sucesso das emissões primárias de Natura, Gol e ALL animou as subscrições e ofertas secundárias de outras empresas. No caso da fábrica de motores e compressores Weg, por exemplo, Previ e Bradesco Templeton preparam a venda de um lote excedente ao controle, para aumentar a liquidez do papel. Se a operação coordenada pelo Pactual tiver o sucesso esperado, a diretoria liderada por Sérgio Rosa ganha uma opção importante para diversificar o portfólio do maior fundo de pensão do país, evitando concentração excessiva em um número reduzido de papéis.

Perdendo o gás

A Lei do Gás perdeu prioridade, agora formalmente. A ministra Dilma Rousseff avisou ao grupo de trabalho encarregado da regulamentação das regras de exploração privada do gás natural que a retomada dos trabalhos fica para daqui a dez meses.

Tempo de sobra, coincidência ou não, para a Petrobras amadurecer investimentos no setor.

Com Carla Falcão


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[25/JUN/2004]


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