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Água mole em pedra dura


A diretoria do BNDES, Carlos Lessa à frente, retomará a pressão pela mudança na Taxa de Juros de Longo Prazo. A TJLP, que regula a maioria dos empréstimos do banco, sofre influência direta do risco Brasil.

Vinculação que ocupa o centro das críticas de Lessa. Para ele, uma variável sujeita a fatores fora do controle das autoridades monetárias, como o risco-país, não pode reger contratos de doze a quinze anos. A última revisão profunda da TJLP foi feita em 1999, logo depois da maxidesvalorização cambial de janeiro.

Lessa defende, para começar, um corte de dois pontos na taxa, para puxar a demanda e estimular projetos industriais e de logística.

Gigante na rede

A Petrobras chamou para reunião depois de amanhã 150 fornecedores de bens e serviços. É a primeira leva de um processo que atingirá 600 companhias credenciadas para leilões on line.

A adesão à Petronet, rede da estatal, exigirá a instalação de um software próprio e treinamento de funcionários, a cargo da Organização Nacional da Indústria do Petróleo.

No balanço do trem

A perspectiva de exportações crescentes para a China, a recuperação da demanda argentina, gerando maior volume de fretes, impulsionam a demanda pelos papéis da América Latina Logística.

A operadora de ferrovias, ligada aos antigos donos do Garantia, se beneficia também do sucesso da emissão da Natura.

Na mira

O presidente da ABIEC, Pratini de Moraes, de volta da China, anuncia na terça-feira a estratégia dos exportadores de carne bovina para 2004/2005.

Com apoio da Apex-Brasil, o setor vai investir R$ 3,5 milhões em promoção para a conquista de novos mercados - e de olho nos EUA.

Os alvos prioritários incluem, além dos já citados EUA e China, Japão e México.

Mais é menos

O tão comemorado crescimento do PIB brasileiro não foi suficiente para convencer os analistas estrangeiros. Relatório do banco de investimentos americano IdeaGlobal projeta uma redução, para níveis abaixo de 1%, do crescimento da economia brasileira nos próximos trimestres.

A previsão baseia-se na queda das exportações e na falta de crédito, uma vez que a Selic deve permanecer inalterada. O banco reviu ainda sua previsão para o PIB de 2004, de 3,5% para 3%.

Muito barulho por nada

Muito se falou sobre o contrato de venda de energia para a Argentina, mas a verdade é que não se trata de um negócio tão notável quanto se fez parecer. A opinião é do analista do setor elétrico de um grande banco, que destaca: ''Basta observar o valor do contrato, de apenas R$ 70 milhões''.

Preço do conflito

As ações da Brasil Telecom subiram na sexta-feira, com a notícia de que a CVC, ligada ao Citibank, venderia sua fatia para a Telecom Italia. Não houve confirmação oficial. A demanda foi favorecida pelo fato dos papéis serem bem mais baratos que os da Telemar, cerca de 33% a menos.

De vento em popa

O governo estadual trabalha para atrair a construção da plataforma de exploração P-53 para o Rio.

As conversas envolvem ainda a ampliação dos estaleiros instalados no Rio e em Niterói. O Jurong/Mauá passaria a poder construir navios Suezmax, de 130 mil toneladas de porte bruto, quase o dobro da capacidade atual. O secretário estadual de Energia, Petróleo e Indústria Naval, Wagner Victer, mostra-se animado também com os planos de Ultratec e Ebin.

Isentos e previdentes

A Caixa Econômica Federal e a Caixa Vida & Previdência lançam uma opção de plano de aposentadoria de empregados isentos ou usuários da declaração simplificada do Imposto de Renda. O produto Previnvest Empresarial foi criado para o trabalhador que não têm renda tributável, já que não é dedutível do Imposto de Renda.

Com Carla Falcão


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[30/MAI/2004]


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