A fatia de investimentos em Exploração & Produção no Plano Estratégico da Petrobras 2004/2010 encolheu de 67% para 60%, mesmo com a expectativa de um custo maior na construção de plataformas e embarcações de apoio, por causa da nacionalização. O cálculo é do Centro Brasileiro de Infra-estrutura (CBIE), dirigido por Adriano Pires.
Ele lembra que na versão 2003/2007 o plano da estatal somava os 15% da expansão internacional (quase exclusivos de E &P) à rubrica original de 52%.
E destaca a ampliação dos gastos em Gás & Energia para US$ 900 milhões anuais no período. ''Hoje, o risco de apagão para 2007, se o país voltar a crescer acima de 3,5% ao ano, só não está descartado por insuficiência da rede de dutos. Gás para as usinas tem'', alerta.
Efeito multiplicador
A estatal detalha hoje os principais itens do Plano, divulgado na sexta. Já é possível, contudo, destacar guinadas de prioridade. A petroquímica, embora tenha recebido 2% dos gastos, sequer figurava antes. E com os US$ 140 milhões anuais orçados é possível montar projetos de escala compatível à demanda.
''O Pólo Gás-Químico do Rio, orçado em US$ 1 bilhão, exige dos sócios 40% em recursos próprios. Um terço desta fatia dá quase exatamente o que a Petrobras reservou. Ao longo de sete anos, é como estimular a oferta extra de 600 mil toneladas anuais de matéria-prima para resinas plásticas'', explica Roberto Villa, da Rio Polímeros.
Operação lig-lig
A holding Telemar anuncia, na China, dois grandes contratos: um com a China Telecom e outro com a China Mobile. O primeiro deles permitirá à operadora fixa do grupo presidido por Ronaldo Iabrudi completar ligações para a China, e vice-versa, sem que seja preciso usar a rede da concorrente Embratel.
Acordo igual ao que também será assinado pela Brasil Telecom. Já a parceria com a China Mobile oferecerá à Oi roaming internacional no gigante asiático.
Fé no taco
No melhor figurino ''Crise? Que Crise?'', o Pactual mandou uma equipe de alto nível a Wall Street. No cardápio dos encontros com hedge funds e bancos de investimento, a oferta pública internacional de ações da Natura. Mantida, apesar da alta no dólar e no risco-país.
Na intimidade
Só para irritar a turma que ainda acredita em uma ruptura entre o presidente Lula e os presidentes de dois importantíssimos braços estatais com sede no Rio. Lula chamou José Eduardo Dutra, presidente da Petrobras, de ''Zé'', com a intimidade dos velhos tempos e o professor Carlos Lessa, presidente do BNDES, de ''companheiro''. Foi ontem, na abertura do XVI Fórum Nacional , na sede do BNDES.
Ao pé do ouvido
Curiosos de plantão ficaram de orelha em pé. O que tanto cochichavam o presidente do BNDES, Carlos Lessa e o secretário Luiz Dulci, enquanto o ex-ministro Reis Velloso discursava?
Trio de ferro
Mais do que a mudança de comando na Americanas.com, na saída de Eduardo Chalita, chama a atenção do grupo a presença cada vez mais freqüente dos controladores nas reuniões das Lojas Americanas.
Jorge Paulo Lehman, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira dedicam à cadeia um carinho típico do que precede grandes operações de compra ou venda.
Há quem diga que o coração do trio bate forte pelo Magazine Luiza.
Perguntar não ofende
Conseguirá o senador Aloizio Mercadante, tradicional contraponto da ortodoxia de Pedro Malan nas reuniões do Forum Nacional, resistir à tentação de defender metas de inflação e critérios de controle das contas públicas mais flexíveis? Ou poupará o ministro Antonio Palocci desta saia justa?
Murro na mesa
Ou surgem dez consórcios novos, ou a União só fará dragagem de portos por concorrência internacional. Licitação só com três, nunca mais.
Com Carla Falcão