O BNDES conseguiu na Justiça o arresto dos dividendos da Cemig a serem pagos ao consórcio privado Southern/AES/Opportunity. O valor arrestado chega a R$ 47 milhões. O banco agora tenta apropriá-lo para abater a dívida de US$ 760 milhões contraída pelo grupo para a compra de um terço da distribuidora de Minas.
O conflito, seguramente, será um dos temas centrais das perguntas dos empresários ao presidente do BNDES, Carlos Lessa, no seminário organizado pela CNI e a federação de indústrias local, a Fiemg, em Belo Horizonte.
Razão direta
A redução de 28% no lucro líquido da Petrobras, na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, não surpreendeu a maioria dos analistas. Com os preços dos derivados abaixo da média internacional, a estatal deixou de ganhar R$ 750 milhões de janeiro a abril.
SOS Agências
Os lobistas contrários à perda de poder das agências reguladoras frente aos ministérios estão próximos de conseguir uma vitória significativa. No Congresso, estuda-se a retirada do pedido de urgência na votação do projeto da nova lei das Agências Reguladoras. Medida que pode adiar, e muito, mudanças como a transferência, para os ministérios, do poder de outorga e concessão, hoje a cargo de autarquias como a ANP e Anatel.
Highlander latino
Pode ser excesso de imaginação de analistas e operadores interessados, mas a aposta num desfecho rápido da reestruturação financeira e societária da Net (antiga Globo Cabo) aumentou e muito nas últimas horas.
Fala-se com insistência em uma reedição da disputa pela Embratel, com a Telefónica tentando atropelar a Telmex de Carlos Slim na conquista da maior rede de cabos do Sudeste.
Max por menos
Divulgado o resultado do primeiro trimestre da Telemig Celular - considerado pela própria o melhor trimestre da história da operadora - a área de análise do Unibanco manteve sua recomendação de manutenção (hold) para as ações da companhia, com preço-alvo de R$ 7,8 por lote de mil. Analista de telecom do banco, Edigimar Maximiliano, o Max, ressalta que todo o setor está atrativo no momento.
Curto-circuito
A direção mundial da EDF esteve com a ministra Dilma Rousseff para convencê-la a liberar a venda de energia da usina de Paracambi para a Light, do mesmo grupo. Nada feito.
Não colaram os argumentos de que o projeto já implicou o investimento de US$ 150 milhões e que foi aprovado sob regras distintas das atuais, que proíbem a compra de energia intragrupos.
Número um
O Banco do Brasil passou o Bradesco e retomou a liderança em número de correntistas. Mas só vai comemorar quando chegar a 20 milhões de contas. Falta pouco.
Nó em pingo d'água
Uma hora depois de fechado o câmbio, no after market, o dólar valia 1% a menos. Sem que tivesse vindo a público dado algum que sustentasse o otimismo quanto ao real.
Queda tão pouco justificável quanto a disparada anterior, num período em que o ingresso líquido mensal de dinheiro bate fácil os US$ 2 bilhões.
Bem mais simples de entender, neste quadro, é porque o Banco Central, Henrique Meirelles, pagou para ver e resolveu não rolar os vencimentos de papéis cambiais este mês, de US$ 750 milhões.
Carga de otimismo
Um dado que chamou a atenção dos analistas no relatório trimestral da Petrobras foi a redução drástica das provisões para perdas com investimentos em energia. No trimestre anterior, o provisionamento dos ativos chegava a 100%, ou R$ 1,4 bilhão.
Sinal de que a negociação para absorver as usinas em troca do créditos com os operadores privados vai bem. Ou de otimismo contábil.
Com Carla Falcão