Os saques nos fundos de investimento, particularmente nos mais ousados, estão acentuando a queda nas bolsas. Diante disso, muitos bancos atuam nas duas pontas, para lucrar: vendem ações para atender os clientes mais apavorados e compram, aproveitando a baixa.
Isso ajuda a explicar a queda livre em papéis de empresas com bons resultados no trimestre, como a Usiminas de Rinaldo Soares.
Ou a redução à metade das cotações, atribuída aos efeitos da alta do dólar, em companhias que tem em caixa o suficiente para um ano de juros e principal da sua dívida interna e externa, como a Braskem.
Teoria da conspiração
Mais do que a notícia de compra da Intelig pela Deutsche Telecom, o que realmente surpreendeu os funcionários da espelho foram os rumores de que a Telefônica estaria por trás do negócio. O grupo - especularam alguns dos principais executivos do setor - estaria operando em conjunto com os alemães a fim de adquirir a Intelig, empresa com rede complementar a dos espanhóis.
Freio de arrumação
Em um dia no qual oito companhias fecharam em queda de mais de dez pontos percentuais, não foram poucos os fundos de investimentos obrigados a adotar a estratégia de stop loss (realização de prejuízos). O movimento foi sentido com maior intensidade no mercado de renda fixa. Ontem, a taxa de juros para janeiro de 2005 subiu 7,38% e, para janeiro de 2006, 10%.
Agenda carregada
O Plano Estratégico da Petrobras deve sofrer novo adiamento. No dia previsto para a divulgação, a próxima sexta, a estatal terá uma assembléia geral para formalizar a troca de Rogério Manso por Paulo Roberto Costa, indicado pelo PMDB, na diretoria de Abastecimento.
E a ministra Dilma Rousseff, presidente do Conselho de Administração, terá de acompanhar a posse de Silas Rondeau, protegido de José Sarney, na Eletrobrás.
Corrida de obstáculos
Não bastasse o calendário político das nomeações, uma questão orçamentária conspira contra o cronograma do Plano Estratégico da estatal.
É que a prioridade para encomendas nacionais deve encarecer plataformas e navios. O investimento da Petrobras deverá superar os US$ 35 bilhões orçados inicialmente para os sete anos do Plano.
Tintin por tintim
Não bastasse a ''contribuição'' brindada pelo New York Times, o Brasil foi ontem um dos que mais sofreram com as ordens de venda dadas pelos fundos globais, observaram os operadores de mercado em Nova |York.
Desta vez, entretanto, o que se viu não foi uma realocação de ativos. Os investidores estrangeiros preferiram colocar no bolso - ao menos por alguns dias - os recursos retirados dos países emergentes.
Apetite de sobra
O BNDES admite receber uma larga fatia da Light, como parte da renegociação da dívida da distribuidora de energia.
Negócio da China
Em visita à China, juntamente com o governo federal, no final de maio, os executivos da Telemar, sob o comando de Ronaldo Iabrudi, buscarão novidades tecnológicas a preço baixo.
Novos equipamentos como modems e roteadores estão entre os principais interesses da operadora nacional. Recentemente, a chinesa ZTE fechou com a Vivo (Telefónica + Portugal Telecom) o maior contrato de fornecimento de celulares já firmado no país.
Moradia nos trilhos
A Caixa Econômica Federal assina hoje acordo com a Rede Ferroviária Federal e com os Ministérios das Cidades e dos Transportes. O objetivo é destinar quase 300 mil imóveis da Rede para a população de baixa renda.
Com Carla Falcão