O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, debate hoje com o colega da Grã-Bretanha, Gordon Brown, as mudanças no Fundo Monetário Internacional sugeridas pelo Brasil.
As principais, alinhavadas entre o presidente Lula e o diretor-geral do Fundo, Hörst Kohler, são os acordos preventivos, sem metas explícitas de ajuste, e a distinção entre despesas e investimentos nas metas de gasto público.
O que facilitaria aplicações em infra-estrutura e o acesso a recursos do Banco Mundial para energia e transporte.
Palocci pedirá a Brown, presidente do Conselho Deliberativo do Fundo, que inclua as propostas já na próxima reunião. Brown é um dos cotados para a sucessão de Kohler.
Em trânsito
Antonio Palocci esperava um táxi para levá-lo de volta à Embaixada do Brasil em Londres, quando tocou seu celular: era um de seus assessores informando o corte das taxas de juros em 0,25 ponto pelo Copom.
Mais cedo, Palocci fora avisado da defesa de sua gestão pelo tucano Tasso Jereissati.
Em pratos limpos
O presidente da Granado, Cristopher Freeman, entrou em contato com a coluna para confirmar a compra da Phebo. Ressaltou que o negócio, concluído em fevereiro com a americana Sara Lee, não envolveu recursos do BNDES. Que só financia as novas instalações do laboratório, na Baixada Fluminense.
Efeito multiplicador
O presidente da Net, Francisco Valim, evita projeções detalhadas sobre o desempenho deste ano. Alerta, contudo, para um aspecto, por vezes deixado em segundo plano, da reestruturação em curso na empresa: a redução das provisões, melhorando o fluxo de caixa da operadora de TV por assinatura.
Hoje, com o pagamento aos credores externos suspenso desde dezembro de 2002, a empresa provisiona integralmente juros devidos, com correção e multa contratual.
A revisão tende, pela lógica, a oferecer bases mais generosas. Suspendendo multas e, com isso, liberando recursos.
Sem precedentes
A Telecom Italia recorrerá, o mais rápido possível, ao Superior Tribunal de Justiça contra a decisão do Cade proibindo sua volta ao controle da Brasil Telecom.
O problema é que não há precedentes do STJ conceder liminar anulando decisão unânime do Cade.
Apetite no Peru
Executivos da Vale do Rio Doce visitaram ontem a mina de cobre Las Bambas, no Peru. A palavra aquisição resumiria bem o objetivo de tal visita.
Brilho de lantejoula
Uma rápida avaliação no desempenho dos principais gestores de recursos do país mostra que o mercado já viveu dias melhores. Diante do aumento da dificuldade em antecipar as tendências, algumas das maiores instituições do segmento acumulam prejuízos.
Um recém-nascido asset carioca, por exemplo, foi obrigado a acionar o ''stop loss'' - limite de perda - na semana passada.
De Xerém a Nova York
Ao menos três corretoras brasileiras enviaram a Wall Street relatórios sobre a disputa entre Ambev e Schincariol. Nenhum deles relacionado a participações no mercado ou guerra de preços. O tema era o mesmo: os comerciais estrelados por Zeca Pagodinho.
Na falta do que dizer, as corretoras chegaram a recomendar cautela na compra das ações da Ambev por conta de possíveis multas. Os relatórios foram motivo de piada.
Vai vadiar, vai vadiar...
As corretoras poderiam dar um descanso a Zeca Pagodinho e prestar mais atenção na batalha de bastidores das duas cervejeiras envolvendo os critérios de cobrança do IPI pela Receita Federal. Vencida pela Ambev.
Saindo pelo ladrão
Cada dia de greve dos 2600 fiscais da Agricultura paralisa US$ 40 milhões em exportações de carne bovina, suína e de aves.
Com Carla Falcão