Mesmo de saída, o ministro dos Transportes, Anderson Adauto, marcou para o dia 10 uma reunião com 100 empresários. Em pauta, o plano de infra-estrutura para rodovias, ferrovias e portos. Os R$ 3 bilhões anunciados pelo presidente Lula integram-se a um programa total de R$ 8 bilhões.
A correria se explica. Ano passado, em meio a contingenciamentos e devassas, o ministério gastou R$ 500 milhões, menos da metade da verba para estradas.
Se houver a mesma demora, a lei eleitoral terminará por inviabilizar os gastos.
Ordinário, marche!
O trauma com a Ambev, em que os preferencialistas serão diluídos em 25%, provocou uma corrida para as ações ordinárias. A começar pela Telemar, em que os antigos donos do Garantia, controladores da cervejaria, participam do controle.
Soa exagero. Não há comprador para a tele fixa no momento. No momento, ressalte-se.
Primeiros da fila
O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal aderem semana que vem ao programa de empréstimos para aposentados.
O pagamento será em consignação, por desconto em folha. O limite para a parcela é de 30% da renda mensal do beneficiário.
Duro vai ser dobrar a rede privada, já que as taxas de juros ficam entre 1,5% e 3%.
Mapa da mina
O Credit Suisse First Boston traz este mês um grupo de investidores estrangeiros para conhecer a mina Casa de Pedra, da CSN.
Um evento a mais para puxar uma onda de compras de ações de siderúrgicas, impulsionadas por uma alta das cotações internacionais que compensa até os gastos com frete nas exportações.
Caixeiros-viajantes
Governador de Minas Gerais, Aécio Neves deverá integrar a comitiva que seguirá, junto com o presidente Lula, para a China, em maio. Aécio será acompanhado por uma comissão formada por empresários mineiros de diversos setores, como mineração, alimentos (carne, café e sucos), rochas ornamentais (granito), e ferro gusa.
Nada tanto assim
As ações da Petrobras subiram, terça-feira, em parte na esteira de notícias sobre uma megadescoberta de petróleo.
Do boato, quase se podia dizer que era lastreado em terra firme. Literalmente. A estatal encontrou um poço rentável - 20 mil barris - na Bahia, entre os campos maduros que desistiu de devolver à ANP.
Homem de visão
Em junho do ano passado, um dirigente da Ambev vendeu US$ 35 milhões em ações preferenciais da compahia.
Longe dos holofotes
Esta semana, por uma operação direta, mudaram de mãos US$ 130 milhões em papéis da Elektro. Holding da qual participam Opportunity, que vendeu, e Bradespar, que comprou. Aumentando sua fatia na Valepar. O negócio, acertado há um ano, saiu por US$ 40 o lote de mil ações. O preço de mercado está em US$ 60, o que poderia atrair terceiros ofertantes. Desde que pagassem em D+0. No mesmo dia, pelo jargão do mercado.
Aposta no caos
A equipe do ministro da Previdência, Amir Lando, anda em conflito aberto com os bancos. Queixa-se de que as instituições financeiras tiveram um ano para adaptar-se à lei fixando o quinto dia útil como limite para o pagamento de aposentados.
E nem assim tomaram as providências para enfrentar o aumento do fluxo nas agências, como a contratação de funcionários.
Só com o giro financeiro dos R$ 109 bilhões do INSS na rede bancária, dá e sobra.
Pingos nos is
A Braskem informa que a fatia dos minoritários da Norquisa é de US$ 32 milhões.
Perguntar não ofende
Por que o tesoureiro do PT, Delúbio Soares, não é mais visto no jogging matinal do Blue Tree, e passou a nadar bem mais cedo?
Com Carla Falcão