Armadas de liminares, as distribuidoras deixaram de recolher R$ 3,3 bilhões da Cide sobre combustíveis. A cifra corresponde, por exemplo, a três quartos do corte de investimentos determinado pelo presidente Lula, por orientação da equipe econômica.
E pensar que a nova contribuição foi adotada para combater os estragos que decisões judiciais de primeira instância traziam para o caixa do Tesouro Nacional e a arrecadação dos Estados.
Febre nas exportações
Quem acompanhou o mercado internacional de perto assegura que o desempenho exportador dos produtores nacionais de frango foi muito bom em janeiro. E que fevereiro dá sinais de ser ainda melhor, no rastro dos problemas sanitários dos principais concorrentes, como a Tailândia.
Costura delicada
Para obter a adesão dos colegas e dobrar a resistência do governo federal à redivisão dos recursos da Cide, o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, conta com um trunfo e tanto.
É a possibilidade de agilizar obras prioritárias para a União. Casos da RJ-109, ligação entre o Porto de Sepetiba e o distrito industrial da Baixada Fluminense, orçada em US$ 140 milhões. Ou o Ferroanel da capital paulista.
A hora do espanto
Os investidores individuais de renda mais baixa, que chegaram atrasados ao ciclo das bolsas, forçam agora os saques nos fundos de ações. O efeito manada preocupa os gestores.
Uma nova barreira
O programa de incentivo ao gás natural veicular (GNV) adotado pela Petrobras é um obstáculo de peso para a construção da refinaria no Estado do Rio, acredita o professor Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infra-estrutura em Energia.
É que Rio e São Paulo, por terem as melhores redes de distribuição de gás, são os candidatos naturais a substituir combustível nas frotas comerciais e de transporte coletivo. Ocasião em que a demanda pelo diesel, que custará o dobro do GNV, crescerá bem menos.
No Nordeste, rival na briga pela refinaria, não há gás natural nem dutos em quantidade que viabilize o abandono do diesel.
Retorno cauteloso
Na sexta-feira, o Credit Suisse alertou para o retorno dos investidores estrangeiros ao país. Embora estejam de volta, os fundos de investimento internacionais estão mais cautelosos. O banco europeu identificou, nas companhias brasileiras com melhores fundamentos econômicos - defensivas, no jargão do mercado -, o principal alvo dos compradores.
Receita de sucesso
As vendas de genéricos nas maiores redes de farmácias do país deram um enorme salto no ano passado, crescendo 46,71% em relação a 2002. A pesquisa da Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias, junto às 28 redes associadas, revelou ainda que os genéricos movimentaram R$ 354,5 milhões.
Aval de peso
O Credit Suisse First Boston, no Brasil dono do Garantia, aprovou em cheio a colocação de debêntures da Ambev, maior cervejaria do país, junto ao BNDES. O uso mais provável do dinheiro é no resgate dos US$ 300 milhões em bônus externos que vencem em junho.
As opções consideradas no estudo do CSFB, reforçar o caixa ou fechar uma compra de ocasião, também são boas para o grupo dirigido por Marcel Herman Telles.
Cachimbo da paz
A Associação Brasileira da Indústria de Basebdib e o Ministério do Meio Ambiente acertaram uma série de ações para transpor entraves em projetos de infra-estrutura e meio ambiente. A primeira reunião com o Ibama, para estabelecer a pauta prioritária, acontece ainda este mês, em São Paulo.
''Queremos buscar procedimentos para acelerar as análises e aperfeiçoar as licenças ambientais'', diz Paulo Godoy, primeiro vice-presidente da Abdib.
Com Carla Falcão