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Firme no leme


A despeito dos boatos que têm circulado no eixo Brasília-Rio-São Paulo, Henrique Meirelles está firme na presidência do Banco Central. Quem garante é um alto executivo do governo federal.

Nem os adversários internos da autonomia formalizada do BC, que não são poucos, apostam na saída de Meirelles. Caso ele se cansasse e deixasse o posto, Lula estaria obrigado a nomear alguém ainda mais conservador. Enterrando por algum tempo as chances de uma correção de rumo.

Meirelles, por sinal, almoçava no Celeiro no último sábado. O restaurante carioca fica quase em frente à gestora de recursos Gávea, de Arminio Fraga.

Qualquer coincidência...

Os mais entusiasmados divulgadores da possível saída de Henrique Meirelles do BC - quanta coincidência! - eram os vendidos em Bolsa.

Teste de força

Semana que vem, o governo decide o montante do corte nos investimentos. A tendência é de reduzir o total em R$ 4 bilhões.

Mais difícil do que o valor da tesourada, está sendo decidir o nome: contingenciamento ou reforço da reserva técnica são os eufemismos favoritos.

Sem conversa

A Vale do Rio Doce nega que esteja negociando compras ou vendas com a Anglo.

Fatos e versões

A Cataguazes procurou a coluna para negar que a LigTV, coligada em Sergipe, apresente prejuízo. E ponderar que a Multiagro é menos de 0,1% dos ativos totais do grupo.

Preparo de terreno

O governo federal contratou a empresa de auditoria e consultoria Trevisan, de Antoninho Marmo Trevisan, para fazer um levantamento sobre o setor petroquímico brasileiro.

Quem acompanha o processo observa o interesse do Executivo em participar da reestruturação do setor.

O que quase certamente inclui o aumento da participação da Petroquisa na Braskem.

Cantando pneu

Em março, com a volta dos trabalhos regulares do Congresso, ganha velocidade a discussão do projeto regulamentando a importação de pneus usados. Pela proposta, do senador Flávio Arns, do PT, as recauchutadoras terão de reciclar dez pneus para cada unidade importada. As remoldadoras, indústrias que partem da carcaça para fazer um semi-novo, têm esta obrigação na base de um por um.

Meio de caminho

O acordo de refinanciamento da dívida da Eletropaulo com a AES e a possibilidade de lançar em uma só moeda débitos e créditos externos aliviou o BNDES. No curto prazo, a instituição está livre do risco de paralisar os empréstimos por exposição excessiva do patrimônio líquido.

Para executar o orçamento deste ano, de R$ 47 bilhões, contudo, o banco terá de ser capitalizado em R$ 5 bilhões.

Um terço do pedido pelo ministro Luiz Furlan, mas duro de passar pelo Tesouro.

Superávit em queda

O Deutsche Bank prevê um superávit de US$ 20 bilhões na balança comercial de 2004, US$ 4,8 bilhões a menos que no ano passado. O banco atribuiu o aumento das importações, em janeiro, à recuperação da economia.

Dança com lobos

A Caixa Econômica Federal foi o único banco público a figurar no ranking Top 5 do Banco Central. Entra quem errou menos as previsões para a inflação, câmbio e juros no ano.

Com Carla Falcão


[05/FEV/2004]


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