A Petrobras usará uma prerrogativa contratual e retirará da MPX, a Termoluma, parte de sua oferta de gás natural. O volume liberado servirá para garantir a instalação de uma siderúrgica no Ceará.
Projeto que Benjamin Steinbruch tocou quando mandava na Vale e na CSN, e que agora foi retomado pela mineradora. Os parceiros serão a italiana Danieli e a sul-coreana Dong Kuk. É investimento na casa do bilhão de dólares.
Ao vivo e a cores
Presidente da Vivo, Francisco Padinha tem um encontro marcado com o novo ministro das Comunicações, Eunício Oliveira, na segunda-feira. Padinha vai conhecer os planos do ministério para as operadoras móveis.
Difícil escolha
Os presidentes da Previ, Sérgio Rosa; Petros, Wagner Pinheiro, e Funcef, Guilherme Lacerda, devem se encontrar em Brasília, na próxima terça-feira. Os três participarão de uma reunião com o deputado Dimas Ramalho, presidente da comissão especial que avalia os projetos de parcerias público-privada (PPP). O objetivo dos fundos de pensão é definir novos investimentos seguindo a lógica das PPPs.
Lição de marketing
Disposta a entrar no mercado de gás liquefeito de petróleo (GLP, ou gás de cozinha), a BR Distribuidora não pretende vender botijões de gás, como os concorrentes. A diferenciação na oferta do produto é uma das estratégias da BR para ganhar mercado.
Davi e Golias
Não convidem para o mesmo evento o presidente do BNDES, Carlos Lessa, e os executivos de bancos de pequeno e médio porte. As instituições não se conformam com a decisão do BNDES de reduzir o limite de crédito para instituições financeiras com menos de dez agências.
O argumento de Lessa de que os grupos com maior capilaridade devem receber mais incentivos para oferecer crédito não convenceu. A avaliação é de que a medida acaba por favorecer os grandes bancos.
Atraso prejudicial
Diretor do UBS, Marcelo Mesquita diz que a queda dos mercados é um sinal claro de que o governo federal não pode paralisar as reformas estruturais por conta das eleições nos municípios. O executivo observa que a única votação importante neste ano é a que define a Lei de Falências.
''As discussões sobre a Reforma Trabalhista, o papel das agências reguladoras e regulamentação da autonomia do Banco Central ficaram para 2005. Esse adiamento contribui para deixar o país ainda mais frágil frente às notícias externas'', avalia Mesquita.
Pingo e letra
Questionada duas vezes sobre a permanência de Luiz Pinguelli Rosa na presidência da Eletrobrás até o final de fevereiro, a ministra Dilma Rousseff repetiu a resposta-padrão com ligeira, porém significativa, mudança. Da primeira vez, disse que esse tipo de questão só quem respondia era o José Dirceu. Na segunda, mais composta, admitiu: ''Ah, e o Lula, claro. Na ausência dele, o José Dirceu''.
Cardápio variado
Nesta semana, os presidentes da TAM, Marco Antonio Bologna, e da Varig, Carlos Luiz Martins, discutirão com Luciano Coutinho e o banco Fator as condições para aceitarem a fusão. As companhias devem apresentar uma proposta ao Cade no próximo dia 10.
O que se comenta é que a equipe de Manoel Horácio no Fator pretende apresentar alternativas para todos os gostos.
De olho nas domésticas
O banco de investimentos americano Bear Stearns aposta no crescimento da economia brasileira este ano. Tanto é que as operadoras de telefonia fixa são as estrelas de seu último relatório de recomendações na montagem de uma carteira de ações na Bovespa.
A avaliação do banco é que as companhias voltadas para o mercado doméstico deverão apresentar bons resultados em 2004.
Com Carla Falcão