A Embratel prepara uma megacaptação de recursos no exterior, aproveitando a melhoria do perfil de risco do país. A operadora de longa distância beneficia-se também da dissociação de sua imagem do fracasso da controladora, a MCI, que só agora sairá da concordata.
As sondagens preliminares indicaram boa receptividade, com demanda potencial superior ao necessário para rolagem dos títulos que vencem ano que vem.
As compras da equipe de Purificación Carpinteyro, tanto a Vesper como a AT&T Latin America, agradaram. E a expectativa é de normas de interconexão mais favoráveis à empresa. Daí as seguidas altas na Bovespa.
London, London
Só um imprevisto muito grande tira o Lloyd's do caminho do HSBC. O gigante sino-britânico mantém as linhas de comércio exterior do mais tradicional dos bancos ingleses para o país. E absorve a Losango, forte no CDC e no crédito pessoal.
Fé na estrada
Uma das duas pioneiras do Novo Mercado da Bovespa, a CCR espera chegar ao azul já no ano que vem. Boa média para a maior operadora privada de rodovias do país, pois o setor é de maturação longa e sujeito a risco político, argumenta o presidente, Renato Vale.
O lucro será alcançado ainda sem o impacto direto da mais ilustre das estradas geridas por eles, a Via Dutra. A Rio-São Paulo ainda fecha no zero a zero, por conta da crise.
Educação continuada
A aventura de Paulo Guedes na educação não terminou com a venda do IBMEC. Paulo Ferraz, ex-Bozano, que o diga.
Rito de passagem
A Agência Nacional do Petróleo está prestes a pôr em consulta pública uma nova norma sobre o uso dos gasodutos. O direito de passagem, que obrigava a proprietária de dutos a reservar espaço para o gás das concorrentes, será amenizado.
A modificação proposta pela equipe de Dilma Roussef é criticada por investidores em exploração, que temem ficar reféns da rede de distribuição da Petrobras.
A Comgás, entretanto, aprecia a mudança, e avalia que seus projetos de dutos agora poderão deslanchar de vez.
De olho na sangria
Adotada em 91, no governo Collor, a permissão para remessa de royalties pelas subsidiárias às matrizes fez com que o déficit brasileiro em tecnologia pulasse de US$ 200 milhões para US$ 1,5 bilhão. Secretário do setor no Rio, Fernando Peregrino alertou para o problema.
E Eugênio Staub, um dos empresários com mais prestígio junto ao núcleo duro do governo, sugeriu que Peregrino integre um grupo de trabalho junto ao BC sobre o tema.
Berço de ouro
O Golden Room do Copacabana Palace foi o cenário do primeiro encontro da Apimec-RJ. Analistas de peso, como Álvaro Bandeira, receberam a diretoria do Itaú.
Cacife na mesa
O Espírito Santo faz uma aposta ousada na batalha pela refinaria: deixar que o parceiro privado, a Marubeni, e a Petrobras, decidam a localização exata da unidade. Ex-presidente da BR e encarregado de atrair o projeto pelo governador Paulo Hartung, Júlio Bueno crava suas fichas em que os US$ 2 bilhões ficam no estado.
Argumenta que o Nordeste não é o principal mercado consumidor, que a Petrobras tem interesse na consolidação de uma nova ofertante para escapar de vez do controle de preços, que o óleo leve, como o recém-descoberto perto de Vitória, é que garante diesel e gasolina, derivados mais nobres.
Pendurados na brocha
A Previ não deverá renovar os empréstimos de ações da Net. Pressão à vista para os vendidos, obrigados a entregar um papel que não dispõem em carteira.
Nas últimas semanas, o fenômeno ajudou a puxar altas nas ações da Telesp Celular, Embratel, Vale e Telemar.
Com Carla Falcão