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No país dos gargalos

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No país dos gargalos

Na contramão dos centros industriais, onde ociosidade e estagnação são os termos do momento, o campo vive problemas típicos do crescimento. A progressão geométrica das safras de grãos revela gargalos em áreas como armazenagem e transporte.

Dados da equipe do ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, indicam que a fila para a entrega de máquinas agrícolas, como ceifadeiras, tratores e colheitadeiras, já bate seis meses.

Mais por menos

A Vivo, joint venture no Brasil entre a Telefonica e a Portugal Telecom, projeta um crescimento de 17% na base de clientes, mas apenas 12% na receita.

Para quebrar esse descompasso, a idéia é investir em serviços inovadores. Em setembro, chegam os roteiros de cinema e teatro, mais o GPS, instrumento de localização por satélite de apelo crescente pela segurança.

Um olho no peixe, outro no gato

A estratégia da Vivo reflete dois fatores. O primeiro é a saturação nas classes A, B e C, nas quais a oferta de celulares bate os 80%. O outro é o potencial de crescimento: na Europa, as transmissões de dados e mensagens chegam a 13% do faturamento, três vezes mais do que no Brasil.

De passo trocado

A volta da Petrobras ao setor anima os grupos envolvidos no projeto Petroquímica do Sudeste, a união entre a PqU e o Pólo do Rio. Na outra ponta, fica a Braskem, descrente na retomada da estatal. Antes de mais nada, por conta da resistência de credores privados e organismos multilaterais a uma reestatização da petroquímica, ainda que parcial.

Virado à paulista

O aumento de 20% para 25% na adição de álcool anidro à gasolina reforçou os cofres paulistas, já que o estado concentra as principais usinas do país. Um reforço bem vindo para o caixa do governo tucano de Geraldo Alckmin.

E, de quebra, para a prefeitura petista de Ribeirão Preto, reduto do ministro da Fazenda, Antônio Palocci.

Tudo por dinheiro

O que levou a América Móviles a adquirir o equivalente a 10% da MCI em bônus foi ganhar dinheiro, não espaço societário - garante um executivo próximo aos mexicanos. Na expectativa de que a MCI conclua com sucesso a renegociação de suas dívidas, Carlos Slím e companhia contam resgatar os quase US$ 250 milhões investidos nessa operação.

Pé no freio

O UBS WArburg reviu suas projeções para o IPCA de 13% para 11,3% e do câmbio para o final do ano, de R$ 3,50 para R$ 3,15. Segundo o UBS, há razões para se acreditar que as pressões inflacionárias tendem a ceder mais rápido do que o previsto anteriormente. Entretanto, como nada vem de graça, diz o próprio UBS em seu relatório, a expectativa é de que o crescimento do PIB neste fique em torno de 1,4% e não mais em 2% como se esperava antes, uma vez que as políticas de controle da inflação acabarão por impactar a atividade econômica.

Altos e baixos

Ex-sócio de Ibrahim Eris na Linear, Luiz Paulo Rosemberg decidiu deixar o negócio de consultoria econômica. Atendendo basicamente clientes financeiros, a Rosemberg & Associados está fechando as portas. Na outra ponta, a LCA, de Luciano Coutinho, tornou-se a darling do mercado financeiro.

Na expectativa de ficarem mais próximos do governo Lula, que recrutou nos quadros da consultoria Bernard Appy para a secretaria-executiva da Fazenda, não são poucos os bancos dispostos a se tornarem clientes de Coutinho. Responsável, por exemplo, pela modelagem da fusão entre Varig e Tam.

Com Carla Falcão

[20/JUN/2003]

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