Os dirigentes das concessionárias de telefonia fixas, à exceção da Embratel, estão irados com as recentes decisões de Miro Teixeira. A desindexação de tarifas de 2006 em diante desagradou, e a portabilidade (direito de o consumidor carregar o número de uma empresa para a outra) demandará investimentos de bilhões.
Dificilmente, contudo, as companhias recorrerão à Justiça contra a União. Em parte pela esperança de reabrir uma negociação política com outras pastas, como a Fazenda, advertindo para os estragos na atração de investimentos.
O fator principal de cautela, entretanto, é a constatação da dificuldade de derrotar o Executivo, dado o prestígio de Lula.
Fora do ar
Só Deus sabe quando vai sair do papel - os mais críticos dizem que o plano cheira à naftalina - mas a Anatel planeja fiscalizar o atendimento das TVs a cabo.
A avaliação da agência é de que a qualidade dos serviços anda cada dia pior.
Sinal dos tempos
As grandes distribuidoras de combustível estão convictas de que o deputado Carlos Santana (PT-RJ) trabalhará para que o foco exclusivo da CPI dos Combustíveis seja a indústria das liminares.
As pequenas, às voltas com denúncias de sonegação de impostos e adulteração de produto, tentam se defender recorrendo à tucana Rose de Freitas (PSDB-ES).
Que anda sem a influência dos tempos em que o inquilino do Planalto atendia por FHC.
Pais e filhos
Com o sugestivo nome de ''Negócios na América Latina: um encontro entre pais e filhos'', o mexicano Carlos Slim Helú, dono da Telmex, promove até hoje um encontro com trinta dos maiores líderes de negócios da região, apurou a revista Forbes. Participam do megaevento promovido pelo homem mais rico do continente, sobretudo pesos pesados da mídia e de telecomunicações , como Gustavo Cisneros, Emílio Azcarraga e João Roberto Marinho.
Cada um por si
Com a desistência de muitos minoritários da Rhodia-Ster, que estão vendendo suas ações, os papéis já caíram de R$ 0,09 para R$ 0,07. Nem mesmo os esforços da Hedging-Griffo, na ponta compradora, estão conseguindo controlar a desvalorização.
Se depender dos italianos da M&G - Mossi&Ghisolfi - o final da história não será feliz para os minoritários.
Um por todos e todos...
Líder dos minoritários da Rhodia-Ster, a Hedging-Griffo está fazendo o possível para manter o grupo unido até o leilão de fechamento de capital da companhia.
A proposta é conseguir uma oferta melhor do que os R$ 0,035 anunciados. Difícil é convencer os acionistas a prosseguir na luta.
Corrida do ouro
A compra da mina da Anglo Gold pelo empresário Eike Batista foi só o primeiro passo. Os investimentos do grupo em mineração de ouro serão de no mínimo US$ 70 milhões.
O reverso da medalha
Exportadores como Sadia e Perdigão ganharão e muito com a ampliação das cotas de importação da Rússia, negociada com sucesso pelo ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan.
Nem tudo é festa, porém: a Fosfértil, do grupo Bunge, perde feio. A contrapartida exigida pelos russos foi a liberação das importações de nitrato de amônia, insumo para fertilizantes até então objeto de monopólio da empresa.
Laboratório de índices
A Bovespa e a BM&F preparam a criação de um mercado futuro de IBX. O índice reflete a evolução das 50 ações mais líquidas e contaria com a simpatia dos principais fundos de pensão, por reduzir distorções em favor de papéis menos negociados, comuns no Ibovespa.
E que acabam favorecendo manobras pouco ortodoxas.
Com Carla Falcão