Armando Nogueira
De olho no futuro

Coisas da Política
Quinze dias para abalar Helena

Tostão
A chance dos garotos

Villas-Bôas Corrêa
Calhaus no meio do caminho

Informe JB
Bandeira branca

Cartas
Secretário

Horóscopo

Joaquim Ferreira dos Santos
Homem que é homem

Gente
Amor de mãe

Charge Online

Márcia Peltier
Tatu vip

Nas Páginas da História
30 de abril no JB

Informe Econômico
Em pé de guerra

Boechat
Chumbo grosso

Gilberto Amaral
Calha Norte e Sivam










Em pé de guerra

O BNDES está pronto para executar as garantias que tem para as dívidas da AES pela compra da Eletropaulo. A equipe de Carlos Lessa praticamente perdeu as esperanças de que os americanos paguem os US$ 336 milhões que vencem hoje.

A execução começará amanhã, por causa do feriado. Caso não esbarre em um obstáculo jurídico de última hora, a medida implicará a absorção do controle da maior distribuidora de energia do país pelo banco. Que, logo em seguida, terá de repassar a gestão da companhia, pois as leis contra inadimplência no país impedem que a instituição assuma diretamente o comando.

Para todos os gostos

Confirmada a demanda por títulos soberanos brasileiros, o Banco Central não terá pressa para voltar a emitir. O país precisa colocar este ano pelo menos US$ 3 bilhões em bônus, para evitar que os vencimentos externos afetem as reservas. Só que a idéia é esperar a queda da taxa de risco em no mínimo 300 pontos, e colocar papéis com resgate entre 2010 e 2014. Esse é o período em que não existem títulos vencendo, daí a maior disponibilidade dos fundos para compras.

Acerto de contas

Um acordo com a canadense TIW para a superação de queixas mútuas levou a Telemig Celular a dobrar despesas administrativas. O lucro de R$ 44 milhões no primeiro trimestre, que agradou aos analistas, teria sido 20% maior sem essas despesas extraordinárias.

No melhor dos mundos

A demanda próxima aos US$ 6 bilhões na emissão de US$ 1 bilhão do Banco Central surpreendeu até mesmo grandes bancos estrangeiros. O vencimento dos títulos coincide justamente com o fim do mandato de Lula.

O temor inicial era de que a emissão fosse prejudicada pela tradicional aversão ao risco político no país. A data, entretanto, não desestimulou investidores como o Pinco, um dos maiores tomadores dos papéis oferecidos pelo BC. O fundo é, antes mesmo da emissão de ontem, o maior credor do país, com US$ 3 bilhões em bônus.

Cifras tentadoras

A EDF está muito perto de anunciar a conversão em ações dos créditos contra a Light. Esse aumento de capital deveria jogar as cotações para baixo, pois dilui os papéis em mercado. A ação subiu. É a aposta numa recompra das ações logo em seguida à emissão.

Puxando a fila

Usiminas e Cosipa estão negociando a colocação de bônus no exterior. A emissão do Banco Central indicou um custo mais atraente para as empresas brasileiras. Além disso, o resgate integral dos compromissos que vencem este ano não seria compatível com a evolução prevista para o caixa das duas siderúrgicas.

O céu é o limite

Se depender das commodities, ainda há espaço para o dólar cair mais. Essa é a conclusão de um estudo elaborado pelo Banco Espírito Santo a respeito da relação entre as exportações e o câmbio. Para o BES, o crescimento nas importações devido à queda da moeda americana não ameaça a projeção de um superávit de US$ 16,2 bi este ano.

A avaliação é de que as commodities brasileiras mantêm-se competitivas com o dólar abaixo dos R$ 3, no limite de R$ 2,70.

Ponto para o ministro do Desenvolvimento, Luiz Furlan, que reviu para cima em US$ 2 bilhões suas projeções de crescimento para as vendas externas este ano.

Trocando as bolas

Primeiro foi a Fazenda, fixando o superávit primário para 2044. Agora foi o Banco Central: está errada a paridade entre euro e dólar, na página do BC na internet. Lá é preciso ter 1,097 euro para comprar um dólar. O contrário do que acontece na realidade.

Ao que tudo indica, o governo federal precisa com urgência rever o conteúdo de seus principais sites.

Com Carla Falcão

[30/ABR/2003]

   Home > colunas > informe_economico
Primeira Página