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Fôlego de sobra

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Fôlego de sobra

Mal anunciou a compra do BBV Brasil, por R$ 2 bilhões, suplantando o Unibanco, e o Bradesco já estuda possíveis novos alvos. A próxima aquisição da equipe de Márcio Cypriano seria um banco de investimentos. O Bradesco teria como objetivo igualar-se no atacado bancário ao seu principal concorrente, o Itaú, que recentemente adquiriu por R$ 3,3 bilhões o BBA. Confirmada essa hipótese, o mais provável é que o Bradesco buscasse no mercado um banco do mesmo quilate do BBA.

Fechando as contas

A notícia de um acerto entre os controladores e os credores da Inepar, por si só, não garante o aporte de capital pelos debenturistas. Os fundos de pensão liderados pela Previ recebem este mês uma detalhada auditoria externa da empresa. Sem os resultados desse levantamento, não sai um tostão. E a necessidade de capital de giro é de pelo menos R$ 200 milhões.

Cadeia alimentar

Representantes do governo do Rio se encontram hoje com diretores da Yoki, empresa do setor alimentício. Dona de sete fábricas no país e com faturamento anual de R$ 700 milhões, a companhia estuda a instalação de uma unidade completa, do plantio ao processamento, no estado. Um dos nichos estudados é a produção de temperos e condimentos. A Yoki importa até US$ 12 milhões anuais desses itens do Oriente Médio.

Sinuca de bico

A Previ está prestes a exercer o direito de preferência sobre as ações dos grupos estrangeiros como Billiton e Bank of America na Valepar. Não é por gosto da diretoria presidida por Luiz Tarquínio, até porque acima de 49%, pelas regras do consórcio, as ações são convertidas em preferenciais, perdendo o poder de voto, e a Previ chegaria a 60% do capital. A compra seria reflexo da demora em um acordo para a entrada de um sócio estratégico na Valepar e do recuo da Bradespar.

Sintonia fina

A dificuldade principal na negociação é preço: a cláusula de put dá direito aos estrangeiros de vender suas ações por US$ 43, bem acima da cotação atual. Daí os potenciais interessados, como Antônio Ermírio de Moraes, preferirem esperar o melhor momento.

A saída mais ousada seria a troca das ações da Valepar compradas junto aos grupos estrangeiros pelo controle da Caemi. A Mitsui ficaria como nova sócia. Desde, claro, que ambas dobrem a comissão antitruste da União Européia e suas exigências.

Fumaça branca

Com um relatório em mãos sobre a administração da empresa nos últimos quatro anos, os diretores de Furnas esperam que acabe hoje o suspense em torno da nomeação do presidente da estatal. A expectativa é de que o novo ocupante da presidência seja nomeado na reunião do Conselho, que acontece pouco antes da posse do presidente da Eletrobras, Luiz Pinguelli Rosa.

Quem não chora...

A prorrogação dos contratos de concessão de serviços foi um dos principais temas discutidos durante visita de rotina do presidente da Anatel, Luiz Guilherme Schymura, à Telemar. A companhia não perdeu a oportunidade de revelar que julga excessivas as novas exigências que a Agência pretende implementar. O argumento é de que a Anatel não especificou ainda a origem dos recursos que darão suporte às novas atividades. A reclamação, por sinal, não é exclusividade da Telemar. O coro é uníssono entre as operadoras.

Exceção e regra

Itaipu Binacional deve ser a primeira estatal do setor elétrico a ficar livre dos limites de investimento. Furnas levará mais tempo para a mesma concessão. A maior inovação na revisão do acordo com o FMI será a média móvel, apropriação no ano seguinte do excedente ao superávit primário.

Com Carla Falcão

[14/JAN/2003]

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