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A Petrobras deve agora responder pelos aumentos do preço do querosene de aviação na Secretaria de Direito Econômico. O sindicato das empresas de aviação planeja entrar hoje com uma representação na SDE sob a alegação de que a companhia presidida por Francisco Gros está praticando reajustes abusivos. No ano, o querosene de aviação já acumula alta de 105%. A Petrobras pegou as empresas de surpresa, impedindo o cálculo do impacto da medida, segundo elas reclamam.

Curioso é que isso não as impediu de anunciar logo em seguida um aumento do preço das passagens.

Solução a caminho

A Paranapanema é um investimento em mineração de mais de um bilhão de dólares que se arrasta sem retorno há mais de quatro anos nas mãos dos fundos de pensão. A Dynamo foi contratada para moldar uma solução. Só a Petros, dos funcionários da Petrobras, está fora do acerto para pagar a administradora de recursos.

Pressão do calendário

Veio o segundo turno que operadores e analistas do mercado financeiro tanto esperavam, e nem assim a bolsa reagiu. No câmbio, manteve-se o estresse da semana anterior ao pleito. Mais do que a dúvida sobre as chances de uma reação de José Serra ou da adoção de um discurso mais duro por Lula, pesou a concentração de vencimentos dos bônus cambiais no próximo dia 17, que somam US$ 3,7 bilhões. Tanto que a alta do dólar superou a do risco Brasil.

Troca de guarda

Os reduzidos volumes de negócios nos principais mercados refletiram a apreensão dos investidores com o quadro político. O argumento central era de que a vitória de Lula no primeiro turno já era descartada pela maior parte do mercado, diante das pesquisas da sexta-feira. Assim, ontem já prevalecia na formação de expectativas, e conseqüentemente nos preços dos ativos, o panorama para o segundo turno. E aí as divergências sobre o tom da campanha tucana, se mais ou menos agressivo contra Lula, deixaram o mercado ressabiado. Até por terem resultado de cara na saída de Pimenta da Veiga da coordenação da candidatura de Serra.

Busca de crédito

A Máxima Asset Management lança, em meados de novembro, o Fmax, primeiro fundo de direito creditório do Brasil. Neste tipo de produto, são adquiridos créditos diretos ao consumidor, concedidos por financeiras em caráter definitivo. Seguradoras e fundos de pensão formam o público-alvo do Fmax, que pretende formar uma carteira de R$ 136 milhões ainda este ano.

Comprador à espreita

O quadro segue confuso na Eletropaulo, uma das maiores distribuidoras de energia do país, mas já se pode falar em luz no fim do túnel sem gastar o clichê em vão. A Eletricidade de Portugal, controladora da Bandeirantes (SP), da Escelsa (ES) e da Enersul (MS), sinalizou seu interesse na compra da empresa, logo que sair o acordo com os credores.

Chuvas e trovoadas

Na expectativa de que José Genoíno venha com tudo e leve o governo de São Paulo, analistas de energia prevêem tempos difíceis para os players do setor. A expectativa é de que companhias paulistas de energia e saneamento - Cesp, Emae, Sabesp e Transmissão Paulista - estejam entre as mais afetadas pela tradicional oscilação do segundo turno. A previsão reflete o temor de mudança no comando das empresas.

Mão na massa

Começa amanhã, em Belo Horizonte, o 74º Encontro Nacional da Indústria da Construção (ENIC). Neste ano, o Encontro ganha força, já que será realizado em pleno segundo turno das eleições presidenciais. Em junho, Lula e Serra receberam as principais questões do setor e se comprometeram a respondê-las no último dia do evento, sexta. O macrossetor da construção representa 20% do PIB e gera mais de 9 milhões de empregos.

Com Carla Falcão

[08/OUT/2002]

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