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Começa o verão 2005
[23/MAI/2004]
Goiânia puxa a fila do verão abrindo a temporada de desfiles brasileiros com as idéias dos novos talentos, no dia 8 de junho. A São Paulo Fashion Week tem o orgulho de anunciar que vai receber a coleção da Custo Barcelona, internacionalizando o elenco de marcas que se apresentarão no prédio da Bienal, de 16 a 22 de junho. E o Fashion Rio, marcado para o período de 25 a 30, além de convencer a talentosa Patricia Vieira a sair da fábrica na Penha para desfilar couros e camurças no MAM, vai trazer a Mormaii, famosa até na Austrália, mas original de Santa Catarina (lugar de boas ondas), e revelar gente nova, descoberta pelo concurso Rio Moda Hype.
A foto ilustra o estilo de Goiás, tem a etiqueta By Kato e é uma amostra do verão passado da mistura de luxo e sensualidade que predomina na moda do Centro-Oeste. Agora, vamos aos desfiles do verão 2005.
Antropólogos, sociólogos, historiadores e economistas escrevem sobre moda, descobrindo ângulos inéditos para os próprios estilistas. Estes olhares externos ajudam a formar um panorama mais amplo e integram a criação a meio caminho do comércio e da arte, em conceitos que eternizam alguma coisa desta atividade sempre em movimento. Não há tempo de refletir e pensar na corrida das coleções.
O momento é interessante, porque a moda se divide entre as grandes empresas – como a sueca H&M, que atualmente tem mais funcionários no controle de qualidade do que na equipe de estilo – e as consideradas pequenas, que no Brasil pelo menos se concentram em redes de no mínimo 10 lojas. A maioria, em algum ponto da evolução, tenta formar equipes autônomas, que permitam ao empresário ter tempo para trabalhar melhor o marketing ou a estrutura do negócio. Rapidamente, a história reverte ao modelo original, com o proprietário controlando de perto desde a criação até a vitrine.
É um fenômeno típico da moda, pela dificuldade de manter uma identidade de marca. Não há estudo que explique isso. Mas faltam outros estudos: sobre o varejo, por exemplo. Por favor, alguém tem que documentar a incrível evolução do comércio de moda brasileiro. Outro aspecto, das tendências, já está conseguindo alguma atenção: o sociólogo Dario Caldas desvenda este mistério no livro Observatório de sinais, lançado pela editora Senac Rio. Da importação de tendências ao culto das celebridades, está tudo em 220 páginas que combinam teoria e prática da pesquisa que pode virar moda.
Difícil será não estar de preto e branco nesta temporada. A conseqüência só pode ser o vermelho na complementação. Por exemplo, no grande relógio Academiplex, da Storm, em aço e transparências. Ou nas unhas pintadas com a nova série de vermelhos da Impala, que desenvolveu a coleção Atitude, depois de pesquisas entre 92 cores, para chegar aos cinco esmaltes com brilho e cobertura perfeitos: o vermelho puro Allure; o queimado Diva; o terra Brick; o vibrante Tomate e o marrom avermelhado Havana. Para o estilo francesinha, o branco Lolita. Adorei o preço: R$ 1,90. Dá para trocar de cor todos os dias.
Sou gaúcha, de Porto Alegre. Até hoje não perdi os “sss” do sotaque, mas há muito tempo aprendi que carioca chama sua cidade de “Ri-io” (assim, como se fossem dois “i”s), e nunca “Riudijaneiru”, como nós, sulistas, costumamos pronunciar. Gosto de ver coleções como as desenvolvidas por Marcello Bastos e Kátia Barros, com a etiqueta Ateliê, dentro da marca Farm. São peças exclusivas, artesanais, a maioria com imagens de pontos turísticos, homenageando a menina carioca e seu jeito, segundo eles, “descolado de viver”.
Um detalhe irresistível: o broche de Cristo Redentor.
Não resisto a mostrar uma Barbie, ícone da moda contemporânea. Veja como ela está moderna, de cabelos desconectados e vestido Claudia Simões. O look faz parte de uma exposição do BarraShopping, que inclui a saia godê de jeans com camiseta de poás da In + Up, mais modelos da Renner e da Cantão, outra saia com casaco de oncinha, pela Mary Zaide, e arremata com uma Casa da Barbie decorada segundo o gosto da bela. Para conferir se é um ambiente pink do teto ao chão, vá ao BarraShopping até o dia 31 de maio.
Um ar oriental, na jaqueta perfeita (à esquerda), em quatro estampas de seda e viscose, que pode ser vestida até pelo avesso. Da Krishna, com o bom gosto da Eliana Ferreira.
Falando em avesso, lembro da lingerie Top Form (à direita), linha sem costura, cortada a laser, saída das máquinas da Marilan. Quase futurista, de tão tecnológica, funciona direitinho dando uma acertada nas nossas curvas.
Ih...! Hoje, em Cannes, o ator Gael Garcia veste smoking do Alexandre Herchcovitch
Roberto Vascon, estilista de bolsas baseado em Nova York, vai abrir showroom em Ipanema. Endereço provável: o Fórum, em frente à Praça Nossa Senhora da Paz.
Sandálias de plataforma desde 23,90, sapatilhas estilo Adidas por R$ 13,90 e cintos finos, em verniz – iguais aos desfilados na Céline, em março, em Paris –por R$ 7,90 são atrações do point Off da Lakrizia, meio escondido no Leblon (Avenida Bartolomeu Mitre, 630).
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