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A hora e a vez do Morcego

Antes mesmo de chegar às telas, 'Batman begins' devolve ao guardião de Gotham City o status de fenômeno pop

Gotham City já viveu seus dias de capital do mundo. E está prestes a experimentar essa mesma glória uma vez mais. Tudo vai depender de como Batman begins (EUA, 2005), superprodução de US$ 135 milhões capitaneada pelo cineasta inglês Christopher Nolan, vai se sair nas bilheterias dentro e fora do território americano. Se Nolan tiver um pé de coelho poderoso, sua versão para a saga de um jovem Bruce Wayne (vivido por Christian Bale, de Reino de fogo) em busca de justiça, após ter crescido amargando o assassinato dos pais, pode repetir o mesmo feito do longa-metragem dirigido por Tim Burton em 1989. Para quem não se lembra, no finzinho da mais ploc de todas as décadas, Burton mudou a estética hollywoodiana com sua perspectiva gótica para o universo dos super-heróis. Mais do que isso, deu início a uma morcegomania que mobilizou diferentes setores da indústria do entretenimento (quadrinhos, desenhos animados, brinquedos, revistas de passatempos etc) e gerou milhões de dólares. Ao que parece, Batman begins terá destino muito similar.

Prevista para estrear no dia 17 de junho, a fita de Nolan, que terá o imortal Ra's Al Ghul como vilão, já começou a inspirar uma linha de (caros) brinquedos, dos mais variados tamanhos, disponíveis em lojas de todo o Brasil. O Batmóvel é o mais interessante de todos eles. Fiel ao modelo que Nolan e sua equipe de diretores de arte conceberam, o veículo do guardião de Gotham parece um tanque de guerra, com discretas feições quirópteras. Sabe-se que até a estréia a Warner Bros, estúdio por trás do filme, deve investir pesadamente em promoções de marketing para ajudar a fazer do longa o recordista do público deste ano, que será tomado de assalto por outros dois blockbusters: O Quarteto Fantástico e Star Wars - Episódio 3: A vingança dos Sith.

Mas a grande preocupação dos fãs é saber se dessa vez a franquia Batman não vai caminhar para a seara da chanchada, como aconteceu com os filmes de Joel Schumacher. Pelo elenco estelar que Nolan escalou - Liam Neeson, Rutger Hauer, Morgan Freeman e Michael Caine engrossam o corpo de atores -, parece que a coisa será séria. E vindoura.

Chance aos maus

Inimigos declarados do caubói Lucky Luke, criação do belga Maurice de Bevere (ou Morris), o clã dos Dalton agora brilha no cinema. Dirigido por Philippe Haïm, o longa Les Dalton vendeu 2 milhões de ingressos só na França.

Galeria de arte

Para minar de vez o preconceito acadêmico contra os gibis, a Universidade Estácio de Sá vai promover, entre os dias 5 e 11 de maio, no campus Nova América uma exposição de HQs e um ciclo de debates abordando, entre outros assuntos, a produção nacional.

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[29/ABR/2005]


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