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O verdadeiro rei do Rio

Com mais vitórias que Prost em Jacarepaguá, Ingo Hoffman corre hoje atrás da recuperação na Stock Car

Maior vencedor da história da Stock Car V8, colecionando 12 títulos na categoria, o paulista Ingo Hoffman, de 52 anos, chega confiante ao Rio para buscar mais uma vitória em pistas cariocas. Detentor de oito títulos no Autódromo de Jacarepaguá, não é por acaso que o piloto é conhecido como o Mister Rio da Stock Car, principal categoria do automobilismo da América do Sul. O apelido foi dado pelos torcedores cariocas, em alusão ao francês Alain Prost, que teve cinco vitórias nas edições do GP Brasil de Fórmula 1 no Rio, nos anos 80.

- Espero que o Alain não fique chateado, mas foram os torcedores que começaram a me chamar assim após a minha segunda vitória aqui. Acho que fiz jus ao título porque tive muitas vitórias na cidade - diz o piloto, que obteve em 2004 o recorde de melhor volta da corrida até hoje, com 1min57s256.

As primeiras etapas não foram boas para Ingo. Ele ocupa o 17º lugar na classificação.

- Em São Paulo eu estava muito competitivo, mas em Curitiba não fui bem e ainda tive que parar porque meu carro quebrou a direção. Agora, quero tirar a prova aqui no Rio, que é a pista que mais gosto - diz o piloto da SP/AMG Filipaper.

Ingo sabe das dificuldades que encontrará no campeonato, pois a competitividade dos pilotos é cada vez mais notável durante as provas.

- É claro que antigamente era bem mais fácil ganhar. Hoje em dia a categoria está muito mais competitiva. Posso apontar uns 15 fortes candidatos e antes eram pouquíssimos os pilotos com chances - reconhece Ingo.

O piloto, que admite se cobrar freqüentemente por bons resultados, ressalta a importância de garantir uma boa posição nos treinos.

- Sou muito realista. É importantíssimo largar na frente. Se me classificar mal, vou ser apenas um figurante na pista porque não acredito em corrida de recuperação - declara.

Depois das etapas de São Paulo e Curitiba, os pilotos darão início hoje à disputa da terceira fase, desta vez, no Rio de Janeiro. A prova, que contará com um público superior a 30 mil, começará às 13h. O Sportv 2 transmite. Devido ao grande número de carros no grid, esta etapa será marcada pelo teste de um sistema de largada diferente, que tem como objetivo evitar acidentes no início da corrida. Outra novidade é a entrada da montadora Mitsubishi na categoria.

Com 40 carros da Stock Car V8 e 30 da Stock Car V8 Light, a pedido dos pilotos, a direção de prova decidiu adotar o procedimento de largada lançada, que será feita na reta oposta aos boxes do autódromo. A medida pretende evitar que carros que apresentem problemas no grid atrapalhem o início da prova.

- Os pilotos já pediam isso há algum tempo e de início fui contra. Mas como temos um grid muito grande, a largada parada é um risco. É uma experiência válida, mas todos têm que cumprir as regras estipuladas para não termos nenhum problema - adverte Ingo Hoffman.

Os carros alinham na reta dos boxes e, após a volta de apresentação, largam na reta oposta.

Nesta temporada, uma terceira montadora entrará na disputa. Dez dos 40 pilotos usam o carro da Mitsubishi, o Mitsubishi Lancer.

- É importante a entrada de outras montadoras, pois o esporte está crescendo muito. No futuro queremos aumentar para quatro montadoras - diz Ingo Hoffman, que participou das negociações.

Depois de duas vitórias, em Interlagos e em Curitiba, Cacá Bueno é o primeiro colocado na classificação geral com 50 pontos e é apontado como o favorito da competição. O piloto da Petrobras-Action Power foi vice-campeão em 2003 e 2004.

O aumento do número de participantes na Stock Car Light, categoria de base, chamou a atenção. A Light, que tinha uma média de 18 pilotos, agora conta com 30 representantes nesta temporada.

- Vocês vieram do vôlei indoor ou começaram na praia mesmo?

Larissa - Comecei no indoor e depois fui pra praia.

Juliana - Eu também. O vôlei de quadra foi o início de tudo.

- Foi por acaso ou estava planejado jogarem juntas?

Larissa - Começamos com o projeto da CBV.

Juliana - Foi lá que tudo começou.

- Quem é a chata dentro da quadra?

Larissa - Eu, claro, não aceito muito os erros e reclamo mesmo.

Juliana - Ela, mas é sempre querendo o melhor pra nós.

- Qual a importância que a comissão técnica teve na evolução da dupla?

Larissa - Atrás de duas grandes atletas sempre há grandes pessoas.

Juliana - Somos um grupo jovem. Nossa evolução foi praticamente igual, pois começamos juntos e isso torna nosso trabalho mais valioso.

- É difícil ser campeão na praia sem patrocínio?

Larissa - Com certeza. Precisamos de estrutura para treinar, técnico, preparador físico, material de treino...

Juliana - O patrocínio é fundamental. Dá confiança e faz ser campeã.

- Como vocês gastam a grana dos prêmios dos circuitos brasileiro e mundial?

Larissa - Estou tentando estruturar minha vida, comprando casa e outras coisas.

Juliana - Eu também.

- No momento vocês estão na liderança dos dois circuitos. Dá pra ganhar?

Larissa - Ainda é cedo pra falar mas estamos nos preparando.

Juliana - Se isso acontecer, vou ficar muito feliz.

- As campeoníssimas Adriana e Shelda não estão tendo boa vida este ano. Vocês destronaram a dupla?

Larissa - Estamos tentando fazer nossa parte bem feita.

Juliana - O trono já é delas. Vamos tentar conquistar nosso próprio trono.

- Qual a melhor dupla de voleibol feminino do mundo, atualmente? E o que fazer para ganhar delas?

Larissa - As americanas são campeãs olímpicas. Sem dúvida, são muito boas. Estamos trabalhando para a Olimpíada de 2008, elas não estão jogando para analisarmos.

Juliana - Temos que estabelecer uma tática, mas elas precisam jogar.

- Existem duplas brasileiras jogando o circuito americano. É mais uma opção?

Larissa - Acho que o nosso circuito é muito bom e temos qualidade para disputar qualquer torneio.

Juliana - Concordo inteiramente.

- Para o Pan-2007 uma das duas vagas já está garantida?

Larissa - Quem dera, tem muita areia ainda pela frente.

Juliana - Penso que só haja uma vaga. Mas vamos brigar por ela.

- As principais duplas brasileiras passaram dos 30 e vocês são jovens. Isso significa que vem por aí uma década de vitórias?

Larissa - Tomara que sim, nosso objetivo é este.


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[19/JUN/2005]


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