Os Estados Unidos, tradicionalmente, continuam sendo, por quase duas décadas, os principais adversários do vôlei de praia brasileiro em competições internacionais. Nos Jogos Olímpicos de Atenas as duas duplas femininas americanas, Walsh/May e McPeak/Youngs, prometem manter esta tradição. Desde que foi iniciada a classificação para a Olimpíada, em junho do ano passado, até o último fim de semana, as representantes olímpicas do Brasil e dos Estados Unidos confrontaram-se 27 vezes (sete delas em 2003 e as outras 20 em 2004).
O saldo final é de 16 vitórias americanas e 11 brasileiras. Adriana Behar e Shelda enfrentaram oito vezes a dupla Walsh/May, e, nas outras oito, McPeak/Youngs. Destes confrontos, venceram apenas uma partida contra Walsh/May e seis contra McPeak/Youngs.
Já Ana Paula e Sandra também estiveram frente a frente com Walsh/May oito vezes, somando três vitórias e cinco derrotas. Já contra McPeak/Youngs, Ana Paula e Sandra venceram os três jogos que disputaram.
No masculino, o duelo entre os dois países é bem mais tranqüilo. Ricardo/Emanuel e Márcio/Benjamin não estiveram frente a frente com Blanton/Nygaard e Holdren/Metzger tantas vezes. Foram apenas nove os jogos disputados (dois neste ano e sete em 2003), com saldo de seis vitórias brasileiras e três americanas.
Ricardo e Emanuel enfrentaram as duas duplas dos Estados Unidos cinco vezes. Venceram as duas partidas contra Blanton/Nygaard e perderam apenas uma das três disputadas contra Holdren/Metzger.
Márcio e Benjamin travaram quatro duelos contra os americanos. Ganharam dois dos três jogos contra Blanton/Nygaard e perderam a única vez em que enfrentaram Holdren e Metzger. Pelo retrospecto, as nossas chances na praia são muito boas. Podemos continuar sonhando alto.
Leila e o Grand Prix
A bela e veterana Leila tem uma legião de fãs nas Filipinas. E seu sucesso por lá é tão grande que em 2000 ela foi convidada para participar de um filme, o que acabou não acontecendo por conta de uma torção no joelho. Em relação ao Grand Prix, o time brasileiro estréia hoje, às 6h, contra a República Dominicana, amanhã enfrenta a Polônia e domingo pega a Coréia do Sul. Se não houver acidente de percurso, sairemos desta fase em Taiwan com três vitórias que nos manterão na liderança invicta.
Reforço na torcida
Rodrigão e Nalbert são meros espectadores nas finais da Liga Mundial, na Itália. Os dois ganharam mais um mês de sobrevida e todos nós torcemos para a plena recuperação das duas feras. Por enquanto, ficam na torcida esperando que o Brasil apresente o mesmo nível de voleibol da primeira fase da Liga.
Intermunicipal feminino
O Fluminense assumiu a liderança do Intermunicipal Adulto Feminino de Vôlei. Na quinta rodada do torneio, a equipe das Laranjeiras soma seis pontos em três jogos (três vitórias). A primeira fase da competição será disputada em um turno único e no quadrangular final todos jogarão contra todos em Campos. A fase final está prevista para o fim do mês, enquanto o encerramento está marcado para o dia 1º de agosto.
Bola cheia
Xandó, meu parceiro de quadra durante muitos anos e vice-campeão olímpico em Los Angeles, é o mais novo elo de integração entre as cidades que fazem parte do Circuito Banco do Brasil de vôlei de praia e as escolas. Na próxima semana, o ex-atleta estará em Aracaju para novas clínicas para crianças e adolescentes.
Com Sérgio Dantas