Quando o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, justificou a demonstração da aplicação de recursos da Lei Agnelo/Piva em 2003, na última terça-feira, o ponto alto de sua peroração, em minha opinião, foi quando ressaltou a necessidade de buscar recursos sem prejudicar os que já existem. O recado, é óbvio, foi para a turma do futebol, que começa a pressionar o alto escalão de Brasília para tirar uma casquinha (leia-se $) da lei que tanto beneficia o esporte olímpico brasileiro. Sinceramente, não acredito que nenhum ministro se sensibilize com os argumentos dos cartolas do futebol, no sentido de liberar grana para essa turma que está aí há décadas e, pelo menos alguns deles, levando seus clubes ao caos total. Seria interessante lembrar aos chefões da bola que o Tribunal de Contas da União fiscaliza toda verba destinada às confederações. O país está mudando - e para melhor. Chega de irresponsabilidade, contratos rasgados, CPIs do esporte e, principalmente, de
laranjas que sempre surgem quando o dinheiro chega aos cofres dos clubes.
Início de temporada
Começa hoje, às 10h, o Rei da Praia 2004, na arena montada na Praia de Ipanema. Em sua sexta edição, o campeonato, que abre o calendário do vôlei de praia, terá três dias de competição. Paulo Emílio, Pará, Fred, Pedro Grael, Juca, Fábio Luiz, Lula, Pedro Cunha, Roberto Lopes, Bella, Loiola e Harley disputam três vagas que se juntarão aos cinco atletas pré-classificados para amanhã. No domingo, vamos saber quem será o Rei da Praia e, como prêmio, o dono da coroa levará R$ 12 mil e o direito de disputar, acompanhado de seu parceiro, o Desafio dos Reis, no dia 15 de fevereiro, contra a dupla americana formada por Dain Blanton e Jeff Nygaard. O Sportv transmite.
Bela homenagem
Com poucas fontes de consulta em função da escassez de bibliografia referente à história do esporte brasileiro, a Secretaria Municipal de Esportes de Niterói, na produção do Atlas do Esporte e do Lazer da cidade, entrevistou um dos maiores atletas de vôlei brasileiro de todos os tempos, o popular Quaresma, nascido e criado em Niterói. Quatro vezes campeão sul-americano, Quaresma defendeu o imbatível Botafogo, onde jogavam atletas do porte de Marco Aurélio, Márcio Dunlop, Ary Graça, Nuzman, Bebeto de Freitas, entre outras feras. Participou de três Mundiais (1956/60/62), sendo eleito o melhor jogador do mundo na sua posição em seu último Mundial. Bela e justa homenagem.
Na terra dos gigantes
A altura da nova geração de atletas que vêm por aí é espantosamente acentuada. Só para o leitor ter uma idéia, das 21 jogadoras do time feminino da Seleção Brasileira infanto-juvenil que começam o treinamento em março, no Centro de Desenvolvimento de Voleibol, em Saquarema, 13 possuem mais de 1,80m. No masculino, dos 17 convocados para a Seleção Brasileira infanto-juvenil, 14 ultrapassam a marca de 1,90m. Todos são nascidos entre 87 e 89.
Destaque
A atacante Mari, de apenas 20 anos e 1,89m, é um dos destaques do Finasa, líder invicto da Superliga. Em 11 jogos, Mari marcou 141 pontos, ocupando a quinta posição no ranking ataque. Ela ocupa a vaga da atacante Bia, que se contundiu durante a Copa do Mundo do Japão.
Colaborou Sérgio Dantas