A cidade é maravilhosa, linda, mas nem sempre o turista leva algo de bom gosto
1 Cartão-postal de tanga.Vendido em bancas, nele há sempre umas quatro ou cinco meninas de costas, às vezes deitadas, às vezes andando na areia, todas com biquínis minúsculos e enfiados. Vulgar à beça, vende o sexismo da cidade.
2 Canga com desenho de tucano.Seria mais apropriada na Floresta Amazônica ou como brinde de fim de ano do PSDB. É colorida demais, além do limite do bom senso.
3 Cristo de madeira.Geralmente tosco, leve e sem personalidade, é um souvenir estranho porque, só para começo de conversa, o Cristo não é marrom.
4 Cachaça com nome engraçadinho.Uma bobeira de trocadilhos com sexo, sogras e afins. Os rótulos são feios e, evidentemente, o sabor é sempre igual.
5 Jagunço fazendo popô.É uma das esculturas mais procuradas na Feira de São Cristóvão. O cara está sem calça, em posição patética, e o popô cai num matinho.
6 Miniatura de baiana.Vendida no Rio às pencas, como se aqui fosse Salvador. É até bonitinha, e tem todo o lance cultural, né... Mas não vale os sete dólares, não.
7 Defunto tarado.Lembrancinha de mau gosto, que desde os anos 60 faz a cabeça dos turistas cafonas. Também na versão ''homem nu dentro do barril''. 8 Camiseta com símbolos.Costumam ser feias, com o Pão de Açúcar apagado e o calçadão de Copa meio torto. Seria mais legal comprar uma do Fla ou do Flu.
9 Arara de pedra.O turista desavisado deve achar que enfeitará a sua bela sala, lá em Nova York ou Paris, com um bicho desses. É coisa que vai acabar no armário.
10 Bala perdida.Não se compra, não se vende, mas é muito achada por aí. A pior lembrança que o turista pode levar do Rio. Tão ruim que ele não volta mais.