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Dez mortes exploradas pela indústria da conspiração

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Dez mortes exploradas pela indústria da conspiração

Livros, filmes e reportagens faturam com especulações fantasiosas sobre a morte de personalidades históricas

1 - João Paulo I. Um papa, como qualquer um de nós, pode morrer, a qualquer dia, a qualquer hora. Albino Luciani morreu de enfarte após se recolher em seus aposentos no Vaticano, 33 dias depois de assumir o trono. Prato cheio para teses conspiratórias. Inventaram que foi envenenado por uma trama que envolveria altos prelados da Igreja, o Banco Ambrosiano, a KGB, a CIA, a Máfia. Só faltou acharem que foi o próprio satanás.

2 - Kennedy. Assassinado por um atirador solitário, Lee Oswald. Dizem que haveria um outro atirador (ou mais), a mando da CIA, do FBI, de uma tal Conexão Cubana e até do vice, Lyndon Johnson. Tudo balela.

3 - Juscelino. O carro que o conduzia na Dutra cruzou a pista desgovernado e bateu numa carreta. Foi apenas mais uma vítima de acidente de trânsito no Brasil. Há quem fale numa trama política, a Operação Condor.

4 - Lady Di. Também vítima de acidente. O motorista, bêbado, fugia de fotógrafos. Mas insistem que Diana foi morta por um conluio que incluiria a família real, o Serviço Secreto inglês ou a CIA (sempre ela).

5 - Jango. Morreu de enfarte, ao lado da mulher. Tinha sofrido um enfarte meses antes, mas continuava indo a churrascos. Morte também creditada à Operação Condor. E há ainda uma versão de intriga familiar.

6 - Castelo Branco. Já era ex-presidente quando seu avião chocou-se no ar com um jato da FAB, em raro acidente aéreo. Há no entanto uma teoria, digna de filmes de James Bond, de que sua morte teria sido provocada.

7 - PC Farias. Morto na cama com a namorada. Peritos remexeram, reviraram, exumaram o cadáver, fizeram tudo duas vezes e não conseguiram provar as teses de queima de arquivo ou de irmão mandante do crime.

8 - Napoleão. Teve câncer quando estava no exílio. Mas há quem sustente que foi envenenado pelos ingleses ou pelo confidente, o conde Montholon. Isso porque a CIA ainda não existia. Senão era com ela mesma...

9 - Carlos Lacerda. Tal como Brizola, sentiu mal-estar, foi internado e faleceu, no dia seguinte, de problemas cardíacos. Porém, nos anos 70, todo político parece que só podia morrer a mando da Operação Condor.

10 - Elvis. A teoria mais pirada. Elvis não morreu: ele teria forjado sua morte, feito plástica e estaria vivinho, usufruindo de fabulosos lucros com o uso de sua imagem. Are you lonesome tonight?


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[15/AGO/2004]


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