E-mails e telefones
Shopping JB Online
Home
Tempo Real

Colunistas
Coisas da Política
A redenção de um convertido

Informe JB
Tudo pelo social

Cartas
Reciprocidade

Horóscopo

Alberto Dines
Sua Majestade, a Xenofobia

Gente
Filha de Rei no samba

Charge Online

Márcia Peltier
Sincronia

Nas Páginas da História
17 de Janeiro no JB

Informe Econômico
Expectativa em dobro

Leandro Konder
Morte de Bobbio: o pessimismo contra o derrotismo

Boechat
Bom vizinho

Gilberto Amaral
Por segurança

Hildegard Angel
Alfinetadas&agulhadas

 


A redenção de um convertido


Oriundo da esquerda do partido, integrante da tendência Força Socialista, o líder do PT na Câmara, Nelson Pellegrino, alterou muito sua ''visão das coisas'' depois de um ano na linha de frente da bancada governista.

Prestes a deixar o posto por força do rodízio anual de lideranças, Pellegrino adorou a experiência. Faria tudo de novo - com mais ponderação, acrescenta - e, de fato, parece plenamente adaptado ao poder quando ao falar de sua posição política começa a frase com um ''eu era de esquerda.''

Era? ''Não, não, eu sou é claro'', corrige, reconhecendo, entretanto, que não é mais o mesmo que assumiu há um ano fazendo declaração de voto contrária à orientação do governo.

''Naquela época houve muita incompreensão de parte a parte'', diz, referindo-se ao estranhamento posto entre o PT do Palácio do Planalto e boa parte do PT do Congresso.

Problemas de agenda, na opinião dele. Ao governo, faltou compreender que a pauta apresentada ao Parlamento não era aquela a que estava acostumada a bancada do partido. Aos parlamentares da esquerda - cerca de 30% -, também faltou um entendimento mais racional sobre as razões do Planalto.

''Além de o governo não ser só do PT, era preciso levar em conta qual foi a agenda vitoriosa na eleição.'' A moderada, hoje Pellegrino tem clareza.

Os desentendimentos do início, quando o governo fazia ver clara e publicamente seu descontentamento com a conduta do líder, tanto foram superados que Pellegrino é hoje candidato a prefeito de Salvador com apoio inequívoco da cúpula do poder.

E sente-se ótimo assim. Não vê dificuldade em enfrentar sua primeira campanha como governista depois de uma vida dedicada à oposição. Ao contrário.

''Sempre tive problemas justamente por ser de oposição aos governos federal e estadual.'' Agora, com a bênção de Brasília, acha que o eleitor será mais benevolente.

E o eleitorado tradicional, de esquerda? Pellegrino não se aperta e já está tratando de ''refazer o diálogo'' com setores como o do funcionalismo público, por exemplo.

Além do quê, acha que poderá contar, no segundo turno, até com o apoio do PSDB por causa das divergências locais entre tucanos e pefelistas.

Mas, antes da campanha eleitoral, ainda há mais embates federais a serem enfrentados no Parlamento. Todos, na opinião de Pellegrino, ''muito mais fáceis'' do que os de 2003.

''O período mais difícil já passou, a economia vai melhorar e a experiência ajudará a todos'', acredita, preparando-se para, antes de entregar o cargo, reunir a bancada agora, na primeira semana de convocação extraordinária.

Problemas petistas com a pauta congressual de 2004, Nelson Pellegrino só vê mesmo se o governo resolver votar questões como reforma da legislação trabalhista e autonomia do Banco Central.

Mas, como não foi só ele quem aprendeu as artes do poder nesses 12 meses, o deputado não acredita que o Planalto compre brigas em ano eleitoral.

Uma dúvida: livre da condição de líder, que impõe fidelidade ao Planalto, voltará Nelson Pellegrino a fechar com os radicais?

''Vou continuar solidário ao governo.''

Outro tempo

Ciente de que o prefeito de Salvador, Antonio Imbassahy, já não professa seu credo, embora mantenha as aparências, o senador Antonio Carlos Magalhães tem dito que vai resolver as diferenças com o prefeito em 2005, ''quando ele estiver desempregado''.

Forte ainda fosse como dantes, ACM não precisaria esperar o adversário sair do cargo para enfrentá-lo.

Recuo

A decisão de entregar ao PMDB a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos junto com o Ministério das Comunicações evidencia uma alteração de critérios no preenchimento dos cargos federais.

Ao assumir, o governo batia no peito dizendo que não aceitaria fazer de seus ministérios feudos políticos. Por isso, jamais entregaria a um partido a estrutura completa de uma pasta.

Deu a isso o nome de 'verticalização' e disseminou a versão - largamente aceita - de que, com isso, instaurava-se a moralidade pública na Esplanada.

Donde se conclui que a flexibilização dos princípios significa o oposto.

Rumo

Seja quem for o substituto de Roberto Amaral no Ministério da Ciência e Tecnologia, precisará cumprir duas metas: dar visibilidade aos centros de produção de ciência no Brasil e torná-los funcionais, criando uma ponte entre eles e a iniciativa privada.

A avaliação é do ministro de Comunicação e Gestão Estratégica, Luiz Gushiken.


[17/JAN/2004]


   Home > Colunas > Coisas da Política

Tempo Real | Brasil | Economia | Esportes | Rio | Internacional | Colunas
Internet | Caderno B | Domingo | Programa | Musicalidade | Viagem | Acelera
Idéias | Horóscopo | Especiais | Opinião | Editorial | Charge | Cartas



  Aumentar letrasDiminuir letrasVersão para imprimirEnviar matéria