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Arraiá do Torto


Constrangimento é pouco, com relação ao Arraiá do Torto. A meu ver é falta de respeito ao povo, perplexo, vendo o Brasil atolar-se num mar de lama e os áulicos petistas festejando. Um deboche.
Vicente Limongi Netto, Brasília

  • No momento em que uma nação, entre a desilusão e a revolta, assiste a cada dia que passa a um verdadeiro festival de lama, envolvendo a cúpula do governo, o presidente Lula, insensível, promove um arraiá na sua residência oficial, com direito a desfile de carros chapa branca, ridículos ministros fantasiados de caipira e queima de fogos. Definitivamente, o que está faltando ao homem público é vergonha.
    Gilberto Rodrigues, Rio de Janeiro

  • Beira o patético o casal presidencial organizar inoportuna festa junina, sugerindo a ministros de Estados e autoridades comparecem constrangedoramente paramentados de caipiras, em um momento em que o PT tenta desvincular a maioria de seus componentes da acusação de formação de quadrilha. O ''arraiá do Torto'' é tão inadequado quanto tentar produzir animada festa para o evento de velório de um ente querido.
    Jorge Schweitzer, Rio de Janeiro

    Governo Lula

    Nós, brasileiros, já estamos acostumados com as mentiras da política, com as mentiras nos jornais, com as mentiras nas revista etc... Estamos tentando mudar isso de todas as formas só que os meios acima não ajudam. O presidente Lula tem todo apoio dos petistas e do povo que deseja essa mudança. Não há outro homem (líder) neste momento igual ao presidente Lula. Desejamos que o Congresso, a Câmara e o Partido dos Trabalhadores façam toda limpa rápida.
    Selma Toledo, Niterói (RJ)

  • A exemplo de Roberto Jefferson, o PT e o seu governo foram feridos nas suas faces, as mesmas que representaram por mais de duas décadas a ética, a virtude e a moral pública. Este governo, e seu partido, o PT, tem o seu final com um ano e meio de antecedência. Qualquer remédio que se aplicar em seus rostos feridos não será suficiente para eliminar as cicatrizes com quelóides horrorosos.
    Manoel Raimundo Pereira da Costa, Rio de Janeiro

  • Os cerca de 35 milhões de eleitores que literalmente fizeram opção pelo voto com coração, na esperança de mudança do modelo de ''governança'', com muito forte olhar para o social, tem com toda razão, à esta altura, sentir-se traído. A impressão de que havia projeto de poder mas não de governo praticamente confirma-se. Uma pena. Esperança que superou o medo torna-se decepção, por inabilidade nua e crua. Na prática, enlutados, assistimos com muita tristeza movimentos insípidos de negação à realidade. Fica a forte impressão que cometemos grave equívoco.
    Marcelo Frick, Rio de Janeiro

    Roberto Jefferson

    Lamentavelmente temos assistido, com muita frequência e indignação, ao deputado Roberto Jefferson falar abertamente em desvio de vultosas cifras, decorrentes dos impostos que o povo já tão sacrificado é obrigado a pagar. Essas declarações são ditas com muita serenidade e cinismo, nas quais ele procura justificar tais atitudes como atividades políticas corriqueiras próprias do sistema democrático. Se isso é uma prática normal, então está tudo perdido e a democracia passa a ser prejudicial à sociedade. Até quando vamos ficar de braços cruzados esperando que esses políticos deixem de legislar em causa própria, gozando de imunidade parlamentar para fugir à responsabilidade?
    Nair S. Mello, Rio de Janeiro

    'Sete Dias'

    Parabéns ao colunista pelo artigo sobre o PT e a linguagem de gafieira de Lula. Cabra para escrever bem, esse Augusto Nunes! É o que digo aos meus amigos.
    Soares Feitosa, Rio de Janeiro

  • Leitor constante de Augusto Nunes, gostaria de parabenizá-lo pelo que escreveu, a respeito das vítimas da chacina da Baixada e do menino Lucas. A imprensa brasileira costuma padecer de certa ''amnésia'': determinados assuntos, como os abordados na coluna deste domingo, ''saem de moda'', ainda mais quando se trata de assuntos inerentes a pessoas humildes. Faz-se mister que alguém lute para que não venham a cair no pântano do esquecimento e da injustiça.
    Nilton A. R. Maia, Rio de Janeiro

  • Parabéns a Augusto Nunes pela sacada da festa julhina. E pela coluna.
    Luiz Caldeira, Rio de Janeiro

    Reivindicação

    Embora a reivindicação nos pareça justa, pois todos os funcionários públicos civis e militares estejam ganhando mal e muito abaixo dos seus pares dos poderes Legislativo e Judiciário, além de trabalharem oito horas diárias, com férias de apenas 30 dias e sem direito a horas extras, as manifestações das mulheres de militares já passou dos limites, pois impediram até o povo de participar da cerimônia da troca de bandeiras. Já deixou de ser movimento reivindicatório e virou balbúrdia e insubordinação.
    Marcos Coimbra de Oliveira, Brasília

    'Almanaque'

    O Almanaque, assinado pelo Mauro Santayana que o Jornal do Brasil publica aos domingos, sempre abre espaço relevante para um poema. A página é relativamente nova mas em pouco tempo se converteu na maior promotora (e divulgadora) da nossa boa poesia. Os que escrevem ou lêem poemas, e que sabem o valor transcendental da poesia, agradecem ao grande jornalista. Bom exemplo é o poema Corações Numerozos (com ''z'') publicado em 1925 e domingo reproduzido no JB. Bonito a gente saber que este foi um dos primeiros poemas com que o então jovem poeta Carlos Drummond de Andrade nos presenteou.
    Mauro Salles, Rio de Janeiro

    Futebol carioca

    Nos últimos anos, se os dirigentes cariocas não ajudaram, os deuses do futebol deram uma força para que nenhum time do Rio fosse rebaixado. No campeonato deste ano, com 22 clubes e quatro rebaixados, será que estes tais deuses conseguirão repetir a sua proeza? É melhor os nossos dirigentes abrirem o olho e não contarem mais com a sorte que os tem acompanhado nos últimos anos.
    Leandro Silvio Katzer Rezende Maciel, Rio de Janeiro


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    [05/JUL/2005]


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