Não devemos ser iconoclastas, mas tampouco devemos aceitar a desmoralização das nossas instituições democráticas. Para tal, existem os mecanismos institucionais, que permitem a investigação, a apuração de responsabilidades e a punição dos culpados. Acima dos homens, estão os valores da ética, da nacionalidade e da democracia. Fechar os olhos para os fatos é assumir postura hipócrita que, ao contrário de ensejar o bem do país e do seu povo, só agrava o estado de impunidade e de degradação das relações entre as instituições e os cidadãos do país. Não se constrói um país com base na mentira e no culto de falsos ídolos. No passado muitos políticos, por muito menos, sofreram nas mãos dos que hoje são acusados de corrupção ativa.
Everton Jobim, Rio de Janeiro
O PT
O mestre Baden Powel tinha uma frase que se aplica plenamente ao PT e ao presidente: ''tem artista que é igual sorvete. Botou no sol, derrete''. Figurativamente os bordões já não marcam senão a baixaria total a que este país
verde e amarelo assiste, até achando que muita coisa é normal. Pobre povo, escravo de uma idiotice estrelada pelo vermelho inconsistente de um partido faccioso e bandoleiro.
Mori Mitre, Belo Horizonte
Corrupção
Há uma epidemia assolando o Brasil de forma assustadora e preocupante. É a epidemia da corrupção. Generalizou-se de tal maneira que se está tornando desapercebida e rotineira. Seria aconselhável que os laboratórios médicos tomassem providências urgentes e procedessem a estudos e pesquisas no sentido de ''inventar'' uma vacina contra a corrupção. Trata-se de uma doença endêmica, haja vista o que está acontecendo no Brasil. Será que a doença da corrupção é genética? Após a invenção da vacina, far-se-ia uma campanha nacional (a exemplo da gripe) para inocular os nascituros, e, por que não?, os adultos. Contra esta calamidade pública que arrasa o coração e a alma das pessoas, sem deixar nelas um vestígio sequer de remorso, arrependimento, vergonha. E o pior: é mortalmente contagiosa.
Maria Espindola, Rio de Janeiro
Roberto Jefferson
Você já ouviu falar de algum arcabouço jurídico (digno do nome) em que as acusações de desafetos de alguém contra esse alguém sejam consideradas confiáveis? Claro que no regime de Saddam Hussein, por exemplo, suas acusações (com ou sem provas) eram suficientes para condenar seus inimigos. Mas, vá lá, ele era um ditador sanguinário. Numa democracia de verdade, porém, ninguém deveria ter a cara-de-pau de apresentar um Roberto Jefferson (que já explicou muito bem porque virou inimigo dos petistas que acusa) como testemunha confiável contra seus inimigos; de apresentar como confiáveis as acusações de uma deputada contra um partido sendo que ela é adversária política desse partido; de apresentar na TV as acusações contra alguém pela funcionária que esse alguém demitiu e abriu processo contra ela na Justiça muito antes de ela resolver acusá-lo; e, finalmente, de apresentar como relevantes as acusações de alguém contra um partido sendo que esse alguém saiu magoado de suas fileiras e hoje compõe com os inimigos políticos desse partido. Mas esses conceitos de justiça só servem para democracias e o Brasil, cada vez mais, está mostrando que está longe de ser uma.
Eduardo Guimarães, São Paulo
Em virtude das evidências de que tudo ou quase tudo que disse vem se confirmando, Roberto Jefferson vai acabar sendo beneficiado, apesar de abrir o bico quando se viu encurralado pelas palavras do corrupto funcionário dos Correios, conseguindo virar o foco em outra direção. O Brasil é isso. Todos sabem o que ocorre na surdina mas preferem o silêncio para participar das falcatruas ou porque acreditam que a única forma de governabilidade é deixar a sangria correr solta, ficando os projetos sociais apenas nos palanques eleitorais.
Habib Saguiah Neto, Marataízes (ES)
''Sete Dias''
Augusto Nunes nos relata em sua coluna a sopa de letras emitida pelo ministro Gilberto Gil ao querer explicar na falação mais complicada possível que é muito bom ter uma mulher inteligente como ministra no governo Lula. O sorridente baiano precisa colocar na cabeça que o povo não está nem aí para a feminilidade ou masculinidade dos ministros. O povo quer é honestidade e competência, pois o resto é retórica inútil de quem não tem o que fazer na vida.
Wilson Parker, Friburgo (RJ)
Simonsen
As pessoas inteligentes como Mário Henrique Simonsen têm o poder da síntese, que é o dizer grandes verdades com poucas palavras. Eu me lembro de que, quando deixou o governo, Simonsen declarou que o grande problema do Brasil era ''ter uma elite inculta''. Lembrei-me disso vendo agora a desgraça que o pensamento de esquerda, e não só do PT, causou ao país com os 20 anos de simpatia das suas idéias, após o regime militar. Simonsen matutou na sua grande cabeça que uma sociedade não se reforma pela base. É preciso que o topo seja de boa qualidade, patriótica e moralmente falando. É por meio de uma boa elite culta e pragmática que se conduz uma nação ao sucesso e através deste sucesso é que se obtém a ascensão social da turma de baixo. A grande desgraça é a ausência desta elite, o que se reflete na mediocridade das nossas mais básicas instituições. E enquanto uma nova geração não formar uma nova elite, nada será feito de fundamental.
Pedro Paulo Pavani, São Paulo