Corrupção
O deputado Roberto Jefferson, no Conselho de Ética da Câmara, armou no tripé sua metralhadora giratória despejando denúncias para todos os lados, não deixando nenhum contendor sem ser alvejado até conseguir, inadvertidamente, acertar o próprio pé ao patrocinar confissão espontânea de réu ao descrever o recebimento, como pessoa física, da soma de R$ 4 milhões por representantes do PT sem que lhe houvesse sido apresentado recibo, resguardando-lhe conhecer a procedência do mesmo, assim como não se preocupou em fazer a devida prestação de contas do destino dado a tal valor. Com a palavra a Receita Federal e o TRE. Jorge Schweitzer, Rio de Janeiro
Já começou a campanha presidencial? Parece que sim, pois os principais canais de TV deram amplo espaço para o depoimento de um político que ostenta de forma superlativa e indisfarçada os atributos comuns a todos os de sua casta: cinismo, hipocrisia, arrogância e mais o que se esconde por trás disso. Características com as quais o brasileiro tanto se identifica na hora de ir às urnas. Paulo Izecksohn, Rio de Janeiro
Que decepção. Tanto estardalhaço. Não provou nada contra ninguém. É briga pessoal com o Zé Dirceu. Só uma mudança: Parece que o número de 300 picaretas aumentou, em muito. O Lula avisava há mais dez anos... Reforma política já. Hilton Leal, Rio de Janeiro
Ouvi, estarrecido, o depoimento do deputado Roberto Jefferson em Brasília. Não por conta do que ele contou - mesmo porque não nutro pelo deputado qualquer simpatia nem vejo nele os requisitos para que eu acredite no que declarou. Mas pela risadaria ao fundo. Será mesmo que aquelas pessoas que estavam lá para assistir a mais uma página nojenta da história do Legislativo Brasileiro acharam engraçadas quaisquer das coisas que o deputado contou? Cesar Oliveira, Rio de Janeiro
Lastimamos as crises, sejam elas pessoais, sociais ou políticas. Mas não há dúvida de que elas são de grande utilidade. Graças à recente crise política que envolve figuras representativas do governo num mar de denúncias, a necessária reforma política finalmente será retomada e se poderá discutir questões como a da infidelidade partidária, uma facilitadora das práticas de corrupção. Espero que o governo saiba usufruir das vantagens de uma crise bem elaborada. Mariúza Peralva, Niterói (RJ)
O que foi anunciado com grande estardalhaço, que seria uma grande escândalo, não passou de mais uma encenação. Foi um disse me disse, um ouvi dizer. Infelizmente, o cenário do legislativo federal não é o melhor local, o mais indicado para a apuração de fato dessa natureza. Não há seriedade. Não preocupação em apurarem-se fatos. O que se vê é um grande circo, um jogo de interesse da oposição, PSDB e PFL, na distorção de conceitos e situações. Marcos José do Nascimento, Natal
Aproveitando o momento de mudanças, o presidente Lula poderia abandonar o costume de chamar seus amigos de ''companheiros''. O fato já virou rotina do anedotário e não reflete a realidade. Ninguém é companheiro de verdade pelo que vemos. Sugiro que o presidente passe a chamar seu clã de ''ss''. Tem uma conotação histórica bem condizente com o PT e é uma abreviação de um bichinho bem na moda: ''sangue-suga''. Geraldo Siffert Junior, Rio de Janeiro
Neste bate-boca entre os políticos, não chegaremos a nenhuma conclusão, denúncias surgem diariamente e os partidos fogem da responsabilidade. O governo do PT está na escuridão, o povo necessita exigir que nossos representantes trabalhem um pouco mais para fazer jus ao seu ordenado. Carlos Arthur Schwarz, Vitória
A nós sempre restará o princípio da dúvida. Se o deputado Roberto Jefferson não conseguir provar suas acusações, será transformado pelos ''delúbios'' em um ''boi de piranha'' com perda de mandato para salvar toda a ''boiada'' restante. Marcos Schechter, Rio de Janeiro
'Sete Dias'
Que beleza os textos de Augusto Nunes deste domingo, tanto o que trata do comportamento exemplar do Pelé como o sobre a podridão política que tomou conta do país. Liana Olivier, Rio de Janeiro
Acho que também perdi a paciência com a corrupção e ''A grandeza estóica de um Rei''. Assim, o ''Cabôco Perguntador'' agora quer saber se devemos nos mirar no exemplo do Pelé ou do Edson, não somente em seu papel de pai do Edinho, angustiado e solidário com o filhotraficante, mas também, e sobretudo, em seu esquecido comportamento frente a sua filha bastarda Sandra, negada juridicamente mesmo após um inquestionável exame de DNA, além de desumanamente rejeitada pelo simples fato de existir. Tolice pretender julgar, assim como estabelecer ídolos... O rei é homem. Parabéns pela coluna. Igor Souto, Rio de Janeiro
Gostei muito do artigo ''O Brasil perdeu a paciência com a corrupção''. A hora é de remoção cirúrgica, sim, agora ou nunca . Nosso Brasil já não suporta mais ser humilhado por esses golpistas. Que as respostas não tardem. Valeu. Luiz Maciel, Rio de Janeiro
Maravilhosa a página de ontem. Parabéns!! Cleo Brown, Rio de Janeiro
Gostei daquele pedido do Augusto Nunes: ''Algumas horas de silêncio, por caridade'', para áulicos de luxo, falsos analistas, que colaboram para a destruição de Lula: Genoino, Aldo, Dirceu, João Paulo e Mercadante. Realmente, deslumbrados e arrogantes. Vicente Limongi Netto, Brasília
[15/JUN/2005]
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