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Reação no Planalto


As reações no Palácio do Planalto à derrota no Congresso, ao não conseguir convencer deputados e um senador do PT a retirar as assinaturas do documento que autorizava a abertura da CPI dos Correios, demonstram o quanto o golpe foi doloroso. Um exemplo foi o destempero do ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, que brindou a imprensa com declarações estapafúrdias, entre as quais a de que ''quem não concorda com o governo, deveria deixar a legenda''. Será que o ministro está querendo transformar o PT em um partido totalitário, no qual militantes e parlamentares passam a ser meras marionetes, utilizadas ao bel prazer dos dirigentes partidários?
Júlio Ferreira, Recife

Violência

A violência continua incontida pelas ruas do Rio. Agora a vítima foi uma policial civil, assassinada, por bandidos que tentaram roubar seu carro, na frente do filho de apenas 7 anos, em Vila Isabel. Aonde as autoridades querem chegar com esse descaso todo? A banalização da vida está demais. Cidadãos do bem vêm morrendo a todo dia e a certeza da impunidade só fortalece a bandidagem, que mata e fica por isso mesmo. O que revolta é que algumas comissões de direitos humanos estão horrorizadas com a superlotação da Polinter e penalizadas com os supostos maus-tratos a que os presos estão submetidos. Essa comissão, de caráter político, deveria preocupar-se com os familiares destes inocentes que estão perdendo suas vidas em constantes assaltos.
Deborah Farah, Rio de Janeiro

Deputado

O deputado Roberto Jefferson é um arquivo vivo, pesado e ambulante, guardião dos segredos espúrios do Poder; do contrário não se justificaria tamanha blindagem montada em seu entorno pelo governo petista, apesar do passado de ações que a opinião pública sempre condenou. Contrariando sua trajetória, o PT implorou a adversários históricos o aborto da CPI dos Correios, defendendo, assim, o encobertamento de desvios criminosos. Até agora, o governo não conseguiu dar à sociedade justificativa plausível sobre a posição de defesa incondicional a Jefferson.
Jorge Schweitzer, Rio de Janeiro

PT

São maus jogadores. É a conclusão a que cheguei a respeito dos integrantes do governo que imploraram a retirada das assinaturas para a instalação da CPI dos Correios. Não se deram conta de que o palanque da oposição já estava instalado. Começo até a duvidar da inteligência de quem não sabe reconhecer que já perdeu a jogada e continua insistindo numa causa perdida. Podiam ter salvo, ao menos, a dignidade.
Mariúza Peralva, Niterói (RJ)

Cooperativas

As numerosas ''cooperativas'' de trabalho médico, no Rio, na prática são meros intermediadores de mão-de-obra, que, para fugir das normas da CLT, denominam-se ''cooperativas''. Possuem diretorias fixas ''eleitas'', assembléias pro forma e não são capazes de produzir lucro para distribuir entre os integrantes, embora repassem aos ''cooperativados'', na prática contratados, só cerca de 60% do recebido pelo contratador. Portanto, são falsas. Na prática, meros feitores de mão-de-obra. É uma tarefa adicional, pela frente, para o Ministério Público do Trabalho.
Marcelo Frick, Rio de Janeiro

Lula

Se não quiser nas costas um cartel com o epíteto de ''Protetor de Corruptos'', a Lula só resta demonstrar com fatos sua aversão e intolerância com qualquer coisa que, no governo, exale cheiro de corrupção. Tem que ser implacável e rápido. Com sua ação fulminante e arrasadora, poderá até cometer uma ou outra injustiça, mas não terá que conviver com a podridão e com os que pretendem se aproximar do governo para se aproveitar da chave do cofre. Ao fim do processo, todos os envolvidos estarão longe e, de preferência, na cadeia. E o método poderá ser educativo e um alerta aos candidatos a corrupto.
Jairo Catanhede Mota, Niterói (RJ)

Lula ao fazer os pronunciamentos que fez no Japão não surpreende. Suas entranhas de falácias, ignorância e teatralização estão expostas na mais pública autópsia a que um partido já se submeteu. A surpresa vem da imobilidade e falta de patriotismo da população, que continua permitindo que estes indivíduos continuem a pôr e dispor dos bens públicos, com a facilidade e inconseqüência que ainda o fazem.
Luis Santos, Niterói (RJ)

Escândalos

Correios, UnB/Cespe, assassinato de prefeito, desembargadores, de tribunais superiores, vendendo sentença e sendo ''punidos'' com gordas aposentadorias, o STF dando imunidade a um presidente de Banco Central, para livrá-lo de pesados processos, ministro respondendo acusações de desvio de dinheiro público, governador de Estado sendo extorquido por bandidos com mandatos de deputados. Quantos escândalos mais precisam acontecer para o povo fazer uma revolução neste país?
Valmir R. da Silva, Queimados (RJ)

CPI

A CPI dos Correios decorre de fatos públicos e notórios de corrupção, que precisam ser esclarecidos, para o que um procedimento policial (já instaurado segundo o ministro da Justiça) não se presta, dadas as dificuldades que enfrentam os cidadãos para tomar conhecimento do que está sendo feito e o que foi apurado. Quem não deve não teme uma CPI, onde tudo flui de forma objetiva e transparente. Objetiva, pois se tem conhecimento direto do que está sendo feito e para o quê; e transparente porque as sessões são públicas e até televisionadas, permitindo que fique sujeito ao exame crítico dos cidadãos o que nela acontece.
Pedro Luís C. Vergueiro, São Paulo

A CPI é, e será sempre, um instrumento, acima de tudo, político. Foi assim na época que o PT era oposição, e é agora. Nada mudou. Os papéis é que se inverteram. Investigação para valer quem faz, tem obrigação, meios e preparo são as polícias, tribunais de Contas e o Ministério Público.
Antonio Negrão de Sá, Rio de Janeiro


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[30/MAI/2005]


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