CPI dos Correios
No dia 26 de maio de 1992, o Congresso Nacional, sob forte pressão popular, instaurava a CPI para apurar as denuncias de Pedro Collor sobre o esquema PC Farias. Naquela ocasião, apesar de ter sido derrotado na tentativa de impedir a abertura da CPI, o governo imaginava poder controlar o seu desenvolvimento, fazendo com que tudo acabasse em ''pizza''. A história registra que, em virtude de fatos novos surgidos durante os depoimentos, a situação fugiu ao controle dos parlamentares que formavam a ''tropa de choque'' do Palácio do Planalto e acabou gerando a cassação do presidente Fernando Collor. Agora, 13 anos depois, mais uma vez contra a vontade do Palácio do Planalto, o Congresso Nacional aprova a instalação de uma outra CPI para apurar denúncias de corrupção no Executivo. ''Vade Retro, Satanás!''
Júlio Ferreira, Recife
É lamentável o comportamento da tropa de choque do PT-governo no esforço de fazer com que aqueles parlamentares que assinaram o pedido da CPI retirassem as suas assinaturas. Qual terá sido o custo para nós contribuintes?
Glaucio Teófilo Câmara Sá, rio de Janeiro
'Elias Maluco'
O principal assassino foi condenado, os outros, certamente, também o serão. Justiça foi feita. O ideal seria que este final feliz ocorresse com todos os outros crimes que diariamente enchem as páginas dos nossos diários, diminuindo a impunidade e desmotivando o aumento da marginalidade.
Nelson Soares da Fonseca, Rio de Janeiro
Neoliberalismo
Os recentes noticiários sobre a falência dos serviços públicos de saúde, de conservação das estradas, e do combate a violência urbana em nossas grandes cidades, entre outros, que são obrigações do Estado, no sentido amplo da palavra, mostra que o filosofia do neoliberalismo, do ''estado mínimo'', está entre nós, sendo levado ao pé da letra, de forma brutal e sem misericórdia para aqueles que dependem desses serviços essenciais.
José de Anchieta Nobre de Almeida, Rio de Janeiro
Concursos
Com a descoberta da fraude nos concursos organizados pela Cespe, vejamos se ela vai continuar a ter a hegemonia dos concursos, pois as provas para ''todos'' os órgãos federais são feitas por ela. Mudar vez ou outra de organização, além de ''oxigenar'' o sistema, faria muito bem aos candidatos, tento em vista o já complicado sistema de pontuação da instituição.
Alessandra Rocha, Rio de Janeiro
'Coisas da Política'
Mais uma vez, parabéns a Augusto Nunes (A incontrolável paixão de Dirceu, 26/5, pág. A2). A coluna sobre Dirceu, para não fugir à regra, está sensacionalmente esclarecedora. E pensar que um alguém assim é a eminência parda do atual governo. Sinto náuseas.
José Carlos Vieira Orphão, Resende (RJ)
Parabéns a Augusto Nunes pela coluna sobre José Dirceu. Só faltou dizer que, além do poder, ele também tem paixão pelo ditador Fidel Castro.
Giovanni B., Rio de Janeiro
Psicanalista, torço pela esperança, mas com medo. Muito antes de ler um artigo de Augusto Nunes com o título A arte de dissimular, já dizia a minha irmã e a meus amigos que, se José Dirceu entrasse no meu consultório, com a devida vênia, mandava interná-lo. A coluna de quinta-feira ajudou a completar meu raciocínio. Esperava que, quando do caso Waldomiro, ele pedisse demissão. Mas o que fazer com a ''paixão pelo poder''? Hoje, percebo que Lula está nas mãos de Dirceu e sinto medo.
Ilson Passos, Rio de Janeiro
Saúde
Será que o governo federal , que foi tão ágil em decretar intervenção nos hospitais municipais, se aliando, inclusive, à família Garotinho, vai decretar intervenção nos hospitais do estado desta vez? Ou será que a intervenção nos hospitais municipais foi apenas um factóide com interesse em ''detonar'' a candidatura do prefeito da cidade à Presidência. A Saúde no estado está uma vergonha, com pacientes graves ''internados'' nos corredores dos hospitais. Vão intervir desta vez?
João Carlos Gomes, Rio de Janeiro
Governo Lula
Em vez de o presidente Lula pedir aos japoneses que voltem a investir no Brasil, cujos investimentos em 1995 eram da ordem de pouco mais de US$ 2 bilhões e caíram para US$ 240 milhões há um ano, deveria procurar saber por que o investimento deles caiu. É evidente que alguma coisa foi feita que desestimulou os japoneses no governo FHC, que abrange o período de declínio.
Panayotis Poulis, Rio de Janeiro
PSDB e PT
Assisto com apreensão a briga antecipada PSDB e PT, os melhores partidos que se pode tirar da geléia geral que é o sistema político brasileiro. Parecem primos-irmãos na pré-adolescência. Brigam por nada e pelas mesmas coisas. O perigo, como aconteceu na eleição para a presidência da Câmara dos Deputados, é surgir um candidato severino e levar a Presidência da República e o país para o caos mais completo. Maturidade é o que falta aos poucos homens de bem do Congresso Nacional. E aos deputados e senadores do PSDB, um pouco mais de juízo e compostura.
Sebastião Laércio Machado, Rio de Janeiro
Déficit
Ao revelar nesta semana que a massa salarial dos trabalhadores brasileiros (urbanos), em abril, recuou 1,8% em relação a março, o IBGE apontou a causa principal do déficit do INSS, pois a Previdência Social arrecada sobre a folha de salários. A média de vencimentos passou a ser de R$ 938,70. Em face da vinculação das contribuições de empregados e empregadores, se a folha salarial diminui, a receita cai na mesma proporção. Isso de um lado. De outro, a taxa de desemprego de 10,8% significa existir no país uma legião de 8 milhões de desempregados. São os que perderam o emprego.
Pedro do Coutto, Rio de Janeiro
[28/MAI/2005]
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