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Ônibus desgovernado


O acidente de ônibus que ocorreu em Copacabana é o resultado de uma política de transporte público em que a fiscalização quase inexiste e o usuário não é consultado nas decisões. O transporte público no Rio está se deteriorando a cada dia. Se não forem tomadas medidas urgentes a curto e médio prazos, transitar pela cidade pode virar o caos.
Orlando M. da Silva, Rio de Janeiro

O acidente de ônibus, sábado, em Copacabana levou ao desespero moradores e transeuntes. Um ônibus com 120 crianças perdeu os freios, subiu na praça do metrô arrastando um táxi e só parou no muro de uma escola municipal. Esses acidentes estão se repetindo cada vez mais, e com mais vítimas. Moro há mais de 50 anos no local e perdi a conta de quantos acidentes, com feridos ou mortos, foram causados por falta de manutenção dos veículos e pela irresponsabilidade dos motoristas, que avançam o sinal. É preciso fazer alguma coisa, e urgente, para que esses acidentes não aconteçam mais numa área onde existem várias escolas e o movimento diário de crianças é enorme.
Sonia Carrilho, Rio de Janeiro

Gestão pública

Oportuna a reportagem ''R$ 450 bilhões fogem do Leão'', no JB de ontem (Economia, pág. A17), sobre a fuga tributária superando a arrecadação já recordista. Além disso outro item, o aumento dos gastos do governo pelas contratações de novos empregados, prova a má gestão da coisa pública no atual governo. É o caso da terceirização, modismo já abandonado pelas nações desenvolvidas, que incha a administração pública de milhares de trabalhadores, reféns de empresas meramente intermediárias de mão-de-obra, que ganham milhões à custa do erário nacional. Com isso o Estado, além da sangria de recursos, fica vulnerável, por não ter controle efetivo sobre esses subordinados, possibilitando que cada vez mais sejam perpetuadas grandes falcatruas na administração pública, cujas descobertas feitas pela Polícia Federal podem ser apenas a ponta de um grande iceberg dos desvios de conduta que esse modelo de gestão pública possibilita e incrementa.
José de Anchieta Nobre de Almeida, Rio de Janeiro

'Sete Dias'

Parabéns a Augusto Nunes pela excelente coluna deste domingo. Lamentável é que, a cada dia, menos jornalistas tenham essa visão crítica construtiva. Parece que estão comprados pelos desgovernos. O que acontece com o Hospital de Queimados merece uma CPI honesta, pois ali há verdadeiro crime de lesa-pátria. Espero que o colunista volte ao assunto e não o deixe no esquecimento. Assim, estará servindo a milhares de habitantes da Baixada Fluminense. Que Deus conserve Nunes com sua lucidez e independência.
Edson Faria, Nova Iguaçu (RJ)

Deputado Calazans

Trinta e sete deputados da Assembléia Legislativa do Rio votaram contra a cassação do deputado Alessandro Calazans (sem partido), acusado de corrupção. Essa atitude da Alerj não me causa nenhum espanto. Não existe nada de novo no cenário moral e ético da Assembléia. Esta falta de vergonha confirma apenas que vivemos num país injusto, onde o julgamento moral e ético dos corruptos privilegiados está nas mãos majoritárias de outros corruptos também privilegiados, protegidos por vergonhoso anonimato na hora de votar em plenário.
Wilson G. Parker, Nova Friburgo (RJ)

Não fiquei surpresa com a decisão de absolvição do deputado Alessandro Calazans. Talvez se o voto não fosse secreto o mesmo seria cassado, pois muitos parlamentares não iriam apoiar, com seus nomes estampados, essa vergonha de votação. Não me conformo com a impunidade e com a imunidade parlamentar. Enalteço a coragem dos deputados que, mesmo com seus nomes ocultados, cumpriram com dignidade e ética os seus mandatos e votaram pela cassação. O caso Calazans serve de alerta: todos nós devemos estar atentos para o caso do deputado André Luiz que passará pela mesma votação em Brasília e com certeza a impunidade vencerá mais uma vez.
Deborah Farah, Rio de Janeiro

Racismo no futebol

Exagerada a atitude de todos, principalmente da polícia, no caso de racismo que envolveu o jogador Grafite. Não precisava algemar e nem promover tamanha parafernália de camburões para transportar o argentino infrator, como se fosse perigoso traficante ou mafioso. O que Desábato fez, todos fazem no calor de uma partida de futebol, mesmo sendo errado. Era problema exclusivo de campo. Muitos quiseram aparecer à custa do lamentável episódio. O pior é que, quando clubes brasileiros tiverem de jogar na Argentina, o clima será totalmente desfavorável, não excluindo a hipótese de as autoridades de lá ordenarem a prisão de toda a delegação como vingança.
Fernando Al-Egypto, Rio de Janeiro

'Coisas da Política'

O artigo de Augusto Nunes em Coisas da Política de 16/4 (''O PT manda bala no alvo errado'') desenha, com perfeição, o quadro da política do PT em face do governo FH. O presidente Lula está cercado de assessores que o obrigam a ''mandar bala no alvo errado'', como se refere o brilhante articulista.
Mário Borgonovi, Rio de Janeiro

Parabéns a Augusto Nunes pelo lúcido artigo ''O PT manda bala no alvo errado''. Tomei a liberdade de colocá-lo em circulação para meus contatos.
Luiz Antonio de L. Machado, Vila Velha (ES)

Desculpas de Lula

Na viagem do presidente Lula à África, ele pediu desculpas àquele povo por causa dos sofrimentos vividos pelos seus ancestrais. Mas o povo brasileiro é tão vítima quanto o povo africano. Quem deve se desculpar pelo passado de injustiças causado aos negros, por exemplo, são Portugal, Inglaterra, Espanha, Holanda, França. O Brasil foi vítima. Não deve desculpas. Aliás um pouco de suporte de História faria bem a qualquer chefe de Estado.
Cláudio Costa, Rio de Janeiro

Correção:

O nome do general vice de Geisel era Adalberto Pereira dos Santos e não Alberto Pereira dos Santos, como publicado na coluna de ontem de Mauro Santayana.Correspondência para esta seção: Avenida Rio Branco nº 110, 12º andar. CEP 20040-001, Rio de Janeiro, RJ. Fax 021-3233-4428 ou e-mail: cartas@jb.com.br. As cartas deverão conter assinatura, nome completo e telefone. Não serão permitidas referências insultuosas nem informações incorretas. As cartas poderão ser editadas.


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[18/ABR/2005]


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