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Nepotismo


Para que não haja desconfiança de que as medidas legislativas atualmente em discussão contra a prática de nepotismo são mero ''faz de conta'', cabe tornar explícito que as brechas que possam contorná-las serão também devidamente bloqueadas. Os detentores do poder público as conhecem melhor do que ninguém e, assim sendo, seria de bom grado que os verdadeiramente preocupados com o bem estar da população e não apenas com o seu próprio, o dos seus parentes e o dos seus apaniguados em geral, atuasse neste sentido, com marcação firme da mídia.
Fernando F. Cruz, Rio de Janeiro

  • Infelizmente, é claro, que o Congresso jamais em tempo algum aprovará qualquer emenda que ponha fim ao nepotismo, porque, com raras e honrosas exceções, nossas casas legislativas, com Severino Cavalcanti à frente (que triste figura), se compõem de uma velhacada.
    Joubert Masseron Giacobbo, Rio de Janeiro

    Alerj

    A imagem da Alerj está maculada com a absolvição do deputado Alessandro Calazans (RJ). Legitimaram a extorsão. É bem verdade que 25 deputados votaram pela cassação, mas não foram suficientes, e o que passa para a população é o resultado final, pois a notícia será: Alerj absolve deputado acusado de pedir propina no escândalo da Loterj. Vamos ver se conseguimos limpar esta casa enlameada nas próximas eleições. A sociedade tem que fazer algo.
    Panayotis Poulis, Rio de Janeiro

    Racismo

    A ciência provou que somos todos de origem africana. Não existem raças superiores e puras. Nossos irmãos portenhos se acham melhores que seus vizinhos e europeus em potencial. Já devidamente humilhados, através da deplorável e impiedosa Guerra das Malvinas e, mais recentemente, pela miséria instalada no país irmão. Quando vão aprender a lição?
    Hilton Leal, Rio de Janeiro

  • Juiz concede liberdade a jogador argentino, que foi reincidente em prática de racismo e deboche às autoridades. Tudo certo. Isto é Brasil. O juiz é brasileiro, ''racismo não é crime hediondo e viva a Justiça brasileira''.
    Leonidas Marques, Volta Redonda (RJ)

  • Racismo é crime inafiançável, porém, no caso Grafite, o jogador será libertado com pagamento de fiança! A Constituição será rasgada e ninguém faz nada? Vamos ser desmoralizados no mundo todo se a (in)justiça brasileira permitir a liberação sob fiança de um acusado e preso em flagrante por um crime inafiançável.
    Paulo Osorio, Rio de Janeiro

    Augusto Nunes

    Parabéns a Augusto Nunes pelo artigo (Coisas da Política, ''Só pode cobrar quem não deve'', 12/4, pág. A2. Clara, inteligente e oportuna, nos motiva a deixarmos o marasmo e a lamentação para assumirmos posição mais adequado a construir um Brasil mais justo e forte.
    Ingo Baims, Rio de Janeiro

  • Acerca dos dois últimos artigos de Augusto Nunes, Muita viagem e pouco trabalho e O povo desconhece a própria força, mais do que um direito, a sociedade tem a obrigação de requisitar e saber dos desmandos com seu próprio dinheiro com relação a estas viagens pelo mundo afora do presidente Lula e sua troupe, sem que saibamos os motivos, sociais ou econômicos ou que diabo seja.
    Theotonio Toscano, Rio de Janeiro

  • Quero apenas dizer que simplesmente amo a coluna Sete Dias de Augusto Nunes.
    Jaqueline Geremias, Criciúma (SC)

    SOS Atlântica

    Gostaria de agradecer à Marcia Peltier e ao JB pelas reportagens sobre os bandidos que faziam tráfico de drogas na Av. Atlântica, graças a elas nossas autoridades (Guarda Municipal, Guarda Civil, Prefeitura, Divisão de Entorpecentes) vieram aqui e solucionaram o problema.
    Georgia Buffara, Rio de Janeiro

    Cardeal Ratzinger

    O cardeal Ratzinger me dá a impressão de ser o Bush do Vaticano. Sempre mau humorado, intolerante, como quando literalmente expulsou da Igreja o frei Leonardo Boff, um de seus maiores teólogos, só porque não quis ajoelhar-se no milho e humilhar-se diante do cardeal prepotente.
    Ernesto Martins, Niterói (RJ)

    Leonardo Boff

    O texto de Leonardo Boff (Os seus não o receberam, 15/4, pág. A13) exprime com extrema agudeza o retrato fiel da Igreja hoje, que se Jesus vivo fosse e quisesse falar com um dos cardeais que ''o representam'' em Roma seria dado como louco, amordaçado, espancado e pendurado como na cruz esteve aquele Jesus de Jerusalém.
    João Carlos Moura, Rio de Janeiro

    Perdão

    O presidente Lula cometeu uma gafe em sua visita à África, ao lamentar no Senegal o tráfico negreiro para o Brasil. Pois nem 2% dos nossos escravos foram embarcados na ilha da Gorée, local do seu discurso. Vieram, isso sim, de Luanda (Angola) e dos fortes de Ajudá (Benin), Elmina (Gana) e Onin (atual Lagos, na Nigéria). Sem dúvida foi muito mal assessorado e pediu as desculpas certas no local errado.
    João Carlos Rodrigues, Rio de Janeiro

  • Talvez Lula tenha se espelhado no pedido de perdão de João Paulo II aos judeus. Mas em nome de quem Lula estaria fazendo esse pedido de perdão ao povo africano? Se o fez em nome do povo brasileiro, cometeu erro histórico, por identificar o Brasil republicano com a monarquia colonialista.
    Patricia Amaral Porto, Rio de Janeiro

  • Enternecido pela falta de originalidade dos marqueteiros petistas que colocaram Lula a plagiar pedido de perdão por erros alheios, até porque ele é ''um homem sem pecados'', e que levou à incontidas lágrimas o dublê de ministro e artista Gilberto Gil, aproveito a deixa para sugerir que ele faça um mea-culpa pelos seus próprios tropeços e equívocos, entre os quais inclui-se a não implementação correta do Fome Zero, o que nos obriga a conviver com imagens de crianças indígenas mortas por inanição.
    Jorge Schweitzer, Rio de Janeiro


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    [16/ABR/2005]


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