Desde a sua fundação, ainda no final do século XIX, o
Jornal do Brasil tem sido fiel ao seu nome. Ele tem sido o jornal de todos os brasileiros, acompanhando e registrando com objetividade, mas sem deixar de lado a paixão pelas boas causas, os principais acontecimentos de nossa história. Nesta ocasião especial, em que o
Jornal do Brasil comemora 114 anos de fecunda existência a serviço do Brasil, envio meus cordiais cumprimentos a seus diretores, jornalistas e funcionários. Parabéns!
Geraldo Alckmin, Governador do Estado de São Paulo
Comitiva brasileira
Creio ter sido exagerada a comitiva brasileira a Roma para assistir ao sepultamento do papa. Bastava que Lula e sua esposa fossem representar o Brasil. Enquanto países mais ricos prestam sua última homenagem a João Paulo II, com três ou quatro pessoas presentes, o governo brasileiro quase enche um avião de tanta gente. Para que Mercadante, Severino, Calheiros, Jobim, entre outros, fazerem parte?
Fernando Al-Egypto, Rio de Janeiro
Chacina
Não basta identificar quem cometeu a brutal chacina na Baixada Fluminense. É necessário analisar através das vítimas se havia uma motivação comum para o assassinato. Só assim se poderá chegar ao perfil psicológico do criminoso, ou criminosos, e a fonte geradora desses monstros. Saiba-se também que jamais será sustada a crescente criminalidade do Brasil, enquanto prevalecer no Judiciário essa obsessão por um dogmatismo penal ultrapassado, fantasioso e inútil.
Belmiro Ferreira da Silva , Rio de Janeiro
Privatizações
As privatizações do governo FHC continuam a dar dor de cabeça ao cidadão brasileiro. O aumento previsto este ano para a CEMIG e suas contas de energia da ordem de 24% é de deixar qualquer um estarrecido, pois ele é muito, muito superior à inflação. E qual o papel das agências reguladoras? Regular o mercado ou desregular nossos bolsos? Deveria haver uma agência do povo que regulasse os gastos dessas empresas e do Congresso Nacional, Assembléias Legislativas e Câmaras Municipais, pois o Legislativo é antro de desperdício do dinheiro dos brasileiros. Para finalizar, esses aumentos como o da energia podem até ser legais, mas são imorais.
Rodrigo Carvalho, Belo Horizonte
Eu só espero que estas pessoas que têm reclamado dos aumentos, dizendo que não agüentam mais e não dá para pagar, como agora, da energia elétrica e das ligações telefônicas, lembrem-se disso nas eleições de 2006. É bom que se lembrem que estes aumentos têm como origem as privatizações no governo FHC (PSDB) apoiado pelo PFL.
Panayotis Poulis, Rio de janeiro
Desarmamento
O que pretendem aqueles que estão desarmando os cidadãos civis e honestos pode nos remeter a Maquiavel que disse: ''Se o governo não pode confiar em seus cidadãos armados, então este governo não merece confiança.''
José Emilio Lisboa Garske, Porto Alegre
Políticos
Acho que os senhores deputados e senadores não estão se dando conta do tamanho do fosso que hoje os separa do povo e dos riscos que daí possam decorrer. A insensibilidade, a desfaçatez e o cinismo com que legislam abertamente em causa própria, disputando entre si subsídios e mordomias inaceitáveis, indiferentes às graves dificuldades que o país enfrenta e ao arrocho salarial que o governo vem impondo à sociedade em geral, sugere que justamente eles, eleitos para defender interesses coletivos, perderam o juízo e o sentido de suas responsabilidades.
Gilberto Rodrigues, Rio de Janeiro
JB Ecológico
Brilhante o artigo do prof. João Suassuna no JB Ecológico. Como geólogo fico feliz ao constatar um enfoque mais amplo sobre o tema. Como proposto pelo governo, quem nos garante que os milhões de nordestinos, nossos conterrâneos, terão suas necessidades atendidas conforme a propaganda oficial. É assunto para técnicos especializados, requerendo maior debate. Até quando podemos nos dar ao luxo de dispensar a colaboração de pessoas tão capazes?
Othoniel Góes, Rio de Janeiro
Saúde
No Dia Mundial da Saúde, o município do RJ não tem definitivamente nada a comemorar. A crise na gestão entre as três instâncias permanece vívida como nunca, e os cidadãos atendidos em tendas no Campo de Santana, consagrando o ''estado de calamidade'' possível de se chegar. Enquanto os senhores gestores públicos não puderem ser não só civil como criminalmente responsabilizados por atos e ações, bem como suas conseqüências, quando não irresponsáveis, descabidas, tal estado de coisas tende a manter-se inalterado.
Marcelo Frick, Rio de Janeiro
Violência
A sensação de insegurança fruto da progressiva escalada do aumento da violência urbana, noticiada em espaços cada vez maiores pelos jornais, prova que o problema atingiu proporções insuportáveis. Urge, portanto, medidas rápidas e profundas no combate a esse câncer social de nossos dias. A repressão dura à criminalidade é a medida de curtíssimo prazo. Mas só ela, repressão, pouco adiantará, se em paralelamente não se implantar uma política econômica diferente que aí está.
José de Anchieta Nobre de Almeida, Rio de Janeiro
Justiça
É muito estranha a Justiça em nosso país. O agora ministro da Previdência, Romero Jucá, está sendo pressionado pela acusação de envolvimento com irregularidades num empréstimo de R$ 1,5 milhão no Banco da Amazônia. Se ficasse quietinho no seu canto, como esteve até ser convidado para ocupar o ministério, Jucá não seria incomodado. Isso deve ser uma uma tortura para outros ministeriáveis, como é o caso de Roseana Sarney.
Abel Pires Rodrigues, Rio de Janeiro