Estamos acompanhando com atenção a intervenção federal na saúde do Rio de Janeiro. Por mais que tentemos entender tanta desorganização, fica difícil compreender tanta irregularidade, tanta desídia e tanta desumanidade com a saúde do povo carioca.
Roberto de Alencar, Niterói (RJ)
A foto da primeira página de ontem do JB, mostrando um amontoado de remédios abandonados no Hospital Cardoso Fontes, com os prazos de validade vencidos, representa a maior prova do absoluto descontrole que atinge a Secretaria Municipal de Saúde.
Pedro do Coutto, Rio de Janeiro
O governo federal está preocupado com os hospitais do Rio de Janeiro. Parece-me que é só briga política, gostaria que fosse analisada a situação caótica em todos os hospitais do país, principalmente no Espírito Santo.
Carlos Arthur Schwarz, Vitória
Redemocratização
É uma vergonha que Sarney, Antonio Carlos Magalhães, Marco Maciel, Jorge Bornhausen - filhos da ditadura - se metam a pais e mães - na sessão solene do Senado - da redemocratização, esquecendo Ulysses Guimarães, Teotonio Vilela e o povo, que foi às ruas!
Aloysio Bello, Belo Horizonte
Já começaram os festejos dos 20 anos da democracia, ou melhor, a demandada dos militares do poder. Quais as melhorias, visíveis, aconteceram? Quais as pessoas que se sobressaíram neste período? Pelos exemplos que nos deram e o que fizeram, infelizmente não temos grandes ou pequenos acontecimentos que merecessem festejos e cantorias nem no plenário e nem na rua.
Teresa Abreu de Almeida, Rio de Janeiro
Responsabilidade
É lamentável que o Legislativo pretenda descaracterizar a Lei de Responsabilidade Fiscal. A LRF veio dar um basta às orgias com os recursos públicos. Podemos afirmar que foi a lei mais profícua produzida pelo Congresso em todos os tempos. É elementar: não se deve gastar além do que se dispõe, senão a vaca vai pro brejo.
Humberto S. Soares, Vila Velha (ES)
As explicações dos integrantes do governo para inocentar a ex-prefeita Marta Suplicy de desobediência à Lei de Responsabilidade Fiscal são fracas e não convencem ninguém. É evidente o desconforto e mal-estar deles ao terem de falar sobre o assunto. Casuísmo ou corporativismo, não importa, lei é para ser cumprida e não pode ser alterada por uma MP.
Panayotis Poulis, Rio de Janeiro
Vaticano
Assustado com a repercussão do livro O Código da Vinci, o Vaticano escolheu o cardeal Tarcísio Bertone para refutar a tese central do livro de que a ''Igreja foi dominada por homens e enterrou seu lado feminino''. O sucesso do livro que vendeu no mundo milhões de exemplares revela, no mínimo, um desejo de restituir, ao panteão divino, uma representante do sagrado feminino.
Mariúza Peralva, Niterói (RJ)
'Sete Dias'
Parabéns a Augusto Nunes pela clareza e objetividade das suas colunas. Não sendo petista e não tendo votado no Lula da Silva, confesso que no início do seu governo acreditava, como imagino muitos outros também, de que, senão competência, o que seria demais em vista da ''companheirada'' embutida em ministérios e secretarias, iríamos nos defrontar com honestidade de propósitos. Lamentavelmente deu nisso que estamos presenciando. É vergonhoso tudo isso que está acontecendo.
Roberto Barros, Paranaguá (PR)
Ives Gandra
Ao ler o excelente artigo A freira e o policial, de Ives Gandra (10/3, pág. A11), permita-me cumprimentá-lo pela presteza dos argumentos e pelo realce dado na apuração dos casos obedecendo a motivações ideológicas.
Luiz Gonzaga Schroeder Lessa, Rio de Janeiro
Sala Paraíso
A Sala Paraíso, no Teatro Carlos Gomes, abrigou nos últimos anos dezenas de espetáculos que apresentavam ao público jovens autores em busca da experiência teatral e que podiam, com produção modesta, oferecer exercício cênico a também jovens atores e diretores. No entanto, este ano a prefeitura e os administradores do Teatro Carlos Gomes decidiram fechar a sala, sem a menor consciência de sua responsabilidade, sem oferecer alternativa a uma geração de artistas de teatro.
Rosyane Trotta, Rio de Janeiro