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Equívocos


Os americanos que reelegeram o governo Bush cometeram o mesmo equívoco dos antigos colonizadores europeus que se colocavam no topo de uma escala de evolução e acreditavam estar fazendo um grande bem às populações por eles subjugadas e exploradas ao lhes ensinarem suas línguas, suas religiões e seus costumes. Desconhecendo tradições e cultura de outros povos, não as podiam respeitar nem valorizar. A arrogância é má conselheira.
Mariúza Peralva, Niterói

Governo Lula

Não precisa ser gênio para ver que a era negra da política brasileira criou essa legião de mártires que hoje infernizam nossa vida cotidiana. Pessoas que forjaram sua existência em fileiras ''moderadas'' ditas subversivas e que hoje vivem às custas do erário. Difícil achar alguém no quadro do governo que tenha lutado contra tanque, jogado bola de gude nos cascos dos cavalos e apanhado de PE. Fácil, entretanto, é achar aqueles que trabalharam com os militares por anos. Por isso vemos hoje medidas nada democráticas como o controle do IBGE e a expulsão dos ''baderneiros'' do Fórum Mundial.
Marcus Drummond, Nova York, EUA

Juscelino

O senhor Lúcio de Oliveira, em sua carta de 27/01, com ironia, atribui a Juscelino Kubitschek a decadência de nossa ''malha viária''. Um tanto confuso, refere-se ao jornalista Augusto Nunes em relação aos heróis anônimos da ferrovia Madeira-Mamoré. Pelo que pude entender, o termo viária para ele é sinônimo de ferroviária. Juscelino Kubitschek foi um estadista com trajetória de grandes conquistas. Tivemos o maior surto de desenvolvimento da nossa história, com inflação suportável e sem dívida externa. Deveria servir de exemplo ao nosso Lula.
Mario Borgonovi, Rio de Janeiro

Sete dias

Sou leitor assíduo de Augusto Nunes, mesmo discordando da sua crítica mordaz ao atual governo. Achei merecida as palavras elogiosas dirigidas ao craque Ronaldo sobre o pedido pela libertação do brasileiro seqüestrado pelos terroristas iraquianos. Seria oportuna uma crítica a Pelé, que se recusou a fazer o apelo, sob a alegação de que ''não se mete em política''.
Aloisio Cabral, Juiz de Fora

Pobre Flamengo

Seus dirigentes vendem jogadores na base do ''vem cá, meu bem''. A epidemia que se alastrou quando da sinistra gestão que, entre compras e vendas, negociou mais de cem jogadores, ao que parece tornou-se endêmica nas gestões subseqüentes. A recente venda de Íbson e contratações inexplicáveis de cabeças de bagre justificariam auditorias. Mas, com uma legislação que apenas facilita lucros de negociantes de jogadores, só o clube tem a perder, inclusive o crédito do torcedor.
Antonio da Silva, Rio de Janeiro

Taça Guanabara

A atual Taça Guanabara está sendo disputada aqui no Rio por doze clubes, tecnicamente, pequenos. Portanto, qualquer resultado dos jogos deve ser considerado normal. É triste reconhecer, mas o futebol profissional da Cidade Maravilhosa já morreu há algum tempo, só se esqueceu de deitar.
Mário Weikersheimer, Rio de Janeiro

Telefonia

É impressionante o poder das empresas de telefonia fixas que exploram em monopólios regionais o segmento em nosso país. Desde a privatização do setor e nos ''limites da irresponsabilidades'' nada foi apurado sobre a podridão que envolveu a privatização. Aqui no DF decisão da Justiça Federal de outubro de 2004, que obriga a empresa a detalhar as ligações locais, não é respeitada. A Controladoria Geral da União e o Tribunal de Contas já constataram o que todos estão cansados de saber: a Anatel não fiscaliza nem tem condições morais e operacionais de fiscalizar as empresas do setor. Enfim: privatizaram o setor e esqueceram de acabar com regalias. Essas empresas são tão poderosas, que o governador do DF realizou convocação extraordinária do legislativo, gastou milhões de reais do contribuinte, isto tudo para votar o perdão de dívidas de ICMS em benefício dessas empresas.... Pois é, com tanto poder e defensores, quem nos defende desse cruel monopólio?
Carlos Moura, Brasília


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[31/JAN/2005]


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