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Impunidade


O Brasil, exatamente por ser o país da impunidade, está também se tornando o país da criminalidade. Levantamentos estatísticos comprovam a incidência anual de cerca de 50 mil assassinatos, 3 milhões de espancamentos brutais e aproximadamente 20 milhões de roubos e furtos. Não precisa ser muito crítico para concluir que vivemos uma situação análoga a uma guerra civil, com a insegurança campeando em todos os lugares e em todas as camadas sociais.
Júlio Ferreira, Recife (PE)

Governo Lula

Parabenizo o governo Lula por ter sido até aqui bem-sucedido na condução da política econômica, reduzindo o risco-Brasil a um patamar não visto há muito tempo em apenas dois anos, sem que fosse necessário privatizar nenhum serviço ou empresa estatal. Os adversários políticos atuais, que acusam Lula de ter dado seguimento a mesma política econômica de FHC, em oito anos não foram capazes de tanto.
Sebastião Laércio Machado, Rio de Janeiro


Lula tem alternado momentos de euforia com outros de desânimo nos quais nos surpreende com argumentos de que é difícil viabilizar mudanças respeitando os limites que o poder lhe concede. A longa trajetória do PT até chegar ao poder proporcionou-lhe tempo suficiente para distinguir o que é possível concretizar do que é simples jogo de cena com interesse eleitoreiro. Ao declarar que sonha retornar a residir nas cercanias das fábricas, após acabar o mandato, Lula sinaliza que não gostou de ser vidraça e que hábito de apontar erros alheios é muito mais cômodo.
Jorge Schweitzer, Rio de Janeiro

Saúde

Trata-se de um absurdo o estado dos hospitais municipais do Rio de Janeiro. É inadmissível que o abandono e o descaso sejam tratados de forma tão fria. Saúde deve ser prioridade número 1 de qualquer governo. Portanto, antes de realizar qualquer obra de urbanização, como o Rio Cidade ou Urbi Cidade, deveria a prefeitura investir nos hospitais.
Leandro Silvio Katzer Rezende Maciel, Rio de Janeiro

Impostos

Após ler a carta do Sr. Jorge Rachid (A verdade sobre os impostos, 22/1, pág. A14), na qual o secretário da Receita Federal afirma que o atual governo buscou ''a eqüidade do sistema tributário, corrigindo distorções... e aumentando a justiça fiscal'' , fui pesquisar qual a carga efetiva sobre a classe média, verificando meu salário bruto, os descontos obrigatórios e os demais tributos que tenho que pagar. Obviamente considerando a média mensal para IPVA, IPTU e taxas diversas e, ainda, em face da inexistência de atendimento médico pelo Poder Público, tenho de pagar mais 15,76% de meu salário para um plano de saúde, o total atinge inimagináveis 62,92%, fora eventuais esquecimentos. Será esse o verdadeiro objetivo do atual governo de justiça tributária com a classe média?
Newton Cesar de Carvalho, Nova Friburgo (RJ)

George Bush

A crença inabalável, quase messiânica, da maioria do povo americano, representado por George Bush, no poder das armas e do dinheiro, o fez cometer o erro fatal de acreditar que esses instrumentos que usa para oprimir outros povos lhe permitiriam moldar a vontade dos iraquianos de acordo com a sua. Errou. O Iraque, que antes da invasão americana era apenas mais uma ditadura cruel como tantas outras que os EUA toleram pelo mundo afora, transformou-se num verdadeiro e incontrolável inferno, hoje muito pior que no tempo de Saddam Hussein. E isso está custando aos americanos, além de muito mais dinheiro do que previram, incontáveis vidas de seus jovens, a destruição de sua imagem perante o mundo e um impasse sem solução visível no horizonte.
Eduardo Guimarães, São Paulo

Itamaraty

Há anos os brasileiros queixavam-se do elitismo do Itamaraty ao dificultar o ingresso no Instituto Rio Branco, tornando a diplomacia nacional privilégio dos ricos. E, agora, é igualmente criticado por facilitar o acesso à carreira. De forma correta, o porta-voz do Itamaraty, ministro Ricardo Neiva, justifica plenamente a retirada da prova de inglês como eliminatória do concurso para futuros diplomatas. Após ressaltar o intenso estudo de línguas no curso, Neiva enfatiza que ''não há hipótese de o aluno ingressar na carreira diplomática sem formação adequada em inglês''.
Carlos Tavares de Oliveira, Rio de Janeiro


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[30/JAN/2005]


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